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Portugal fora da "lista verde" do Reino Unido a partir de 8 de junho
Portugal 4 min. 03.06.2021

Portugal fora da "lista verde" do Reino Unido a partir de 8 de junho

Portugal fora da "lista verde" do Reino Unido a partir de 8 de junho

Photo: Shutterstock
Portugal 4 min. 03.06.2021

Portugal fora da "lista verde" do Reino Unido a partir de 8 de junho

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
O país está agora na mesma lista do Luxemburgo, a lista amarela, com viagens não essenciais a serem desaconselhadas pelo Governo britânico e obrigatoriedade de quarentena no regresso ao Reino Unido.

Portugal está fora da "lista verde" do Reino Unido. O Governo britânico anunciou esta quinta-feira a retirada do país do corredor aéreo de países considerados de baixo risco de infeção por covid-19 e que não obrigam a quarentena no regresso a território britânico.

O ministro dos Transportes, Grant Shapps, afirmou que Portugal passa a estar na lista amarela, devido ao aumento de casos covid-19 e ao risco de mutações na variante indiana do vírus, refere a agência Reuters.


Portugal regista maior número de novos casos diários desde abril
Portugal registou hoje uma morte relacionada com a covid-19 e 724 novos casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2, o maior número desde o início de abril, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS)

A mudança tem efeitos a partir das 4h da próxima terça-feira, oito de junho. Quem chegar ao Reino Unido antes dessa data está sujeito às regras da lista verde, ou seja, não terá de fazer quarentena, refere o Governo britânico no site oficial de informação aos viajantes

O país, incluindo ilhas (Madeira e Açores) está agora na mesma lista do Luxemburgo, com viagens não essenciais a serem desaconselhadas pelo Governo britânico. A par disso, quem tiver estado nos 10 dias anteriores à chegada a solo britânico num dos países cesta lista terá de fazer quarentena, além de ter de ter um teste com resultado negativo antes de embarcar e preencher um formulário.

A quarentena para os que viajem de países da lista amarela tem a duração de 10 dias, havendo a possibilidade de realizarem teste ao oitavo dia, segundo as regras definidas a 17 de maio, aquando da última revisão das listas feita pelo Governo britânico.


Marcelo. “Não é possível dizer" que adeptos "vêm em bolha e depois não vêm em bolha”
O Presidente da República pediu coerência, referindo-se à presença de adeptos ingleses em Portugal para a final da Liga dos Campeões, e defendeu que “não é possível dizer que vêm em bolha” e isso não acontecer.

A notícia da saída de Portugal da "lista verde" que surge dias depois da polémica com a final da Liga dos Campeões, entre duas equipas inglesas e que levou milhares de adeptos britânicos às ruas do Porto, em muitos casos sem o devido cumprimento das regras sanitárias, apanhou de surpresa os milhares de turistas do Reino Unido que marcaram férias para território português, nas duas últimas semanas, sobretudo para o Algarve, e as companhias aéreas que viram as suas ações cair assim que se soube da saída de Portugal da lista verde.

Quando o Reino Unido desbloqueou as viagens de lazer, a 17 de maio, após mais de quatro meses de bloqueio, e colocou Portugal na lista verde, tornando-o no único grande destino de férias aberto aos viajantes britânicos, a medida beneficiou não só o turismo e a hotelaria portuguesa, mas várias companhias aéreas europeias.

Companhias aéreas no vermelho depois da retirada de Portugal

A decisão do Governo britânico de mover Portugal para a lista amarelo levou a uma queda das ações das companhias aéreas britânicas, na bolsa, segundo noticiou a agência Bloomberg, dedicada a notícias de economia e finanças.


Portugal abre as portas aos turistas do Luxemburgo e Europa a partir de 17 maio
Os passageiros da UE, espaço Schengen e Reino Unido já podem vir passar férias ao país. Apenas cinco países estão excluídos desta permissão.

A EasyJet foi a mais afetada com as ações a caírem  6,07% a meio da tarde, ao mesmo tempo as da International Airlines Group (IAG) recuavam 5,67%, enquanto a Ryanair perdia 4,26% e a TUI 3,87%.

"Esta decisão, basicamente, corta a ligação do Reino Unido com o resto do mundo", acusou a EasyJet numa declaração à Reuters, adiantando também que não há novos países a serem adicionados à "lista verde".  

À Bloomberg, cita a agência Lusa, a vice-presidente sénior do Conselho Mundial de Viagens e do Turismo, Virgínia Messina acusou o Governo britânico de voltar "a ignorar o setor do Turismo ao recusar-se a acrescentar novos destinos à já estreita lista verde”.

Para a responsável, esse facto associado à exclusão de Portugal vai “destruir a confiança necessária para viajar, diminuir as reservas futuras e dissuadir turistas”.

Governo português diz que lógica da decisão britânica "não se alcança"

O Governo português reagiu à notícia da retirada de Portugal da "lista verde" do Reino Unido atribuindo à decisão britânica uma lógica que "não se alcança”.


Escapadinha de fim-de-semana com a UEFA
Esta é a compensação pelos trocos que a hotelaria e a restauração no Porto fizeram depois de o governo se vender por uma escapadinha de fim-de-semana com a UEFA.

“Tomamos nota da decisão britânica de retirar Portugal da ‘lista verde’ de viagens, uma decisão cuja lógica não se alcança”, reagiu o Ministério dos Negócios Estrangeiros, tutelado por Augusto Santos Silva, na rede social Twitter, poucos momentos depois do anúncio britânico.

Na declaração, escrita em português e inglês, o ministério sublinha ainda que o plano de desconfinamento português segue de forma "prudente e gradual, com regras claras para a segurança" de residentes e visitantes.



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