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Portugal fecha todas as escolas
Portugal 2 min. 21.01.2021

Portugal fecha todas as escolas

Portugal fecha todas as escolas

AFP
Portugal 2 min. 21.01.2021

Portugal fecha todas as escolas

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Nos próximos 15 dias todos os estabelecimentos de ensino ficam encerrados. E não há ensino à distância

Portugal vai encerrar todas as escolas a partir desta sexta-feira, 22 de janeiro.

O primeiro-ministro, António Costa, revelou, esta tarde, em conferência de imprensa, a decisão, após reunião extraordinária do Conselho de Ministros e de novos dados científicos sobre a circulação da variante inglesa no país.

"Manda o princípio da precaução que procedamos à interrupção da todas as atividades letivas, durante os próximos 15 dias, suspensão que será devidamente compensada no calendário escolar". Não haverá, assim, aulas à distância.

A medida abrange todos os graus de ensino e as creches e ATLs (atividades de tempos livres). 

Já as universidades, "devem adotar as devidas medidas, tendo em conta que alguns dos estabelecimentos estão neste momento em avaliações e poderão ter que reajustar esse calendário de avaliações", afirmou o chefe do executivo.


Imagem de Arquivo
Marcelo, partidos, sindicatos e autarquias pedem ao Governo fecho das escolas
Casos positivos e mortes por covid-19 voltaram a registar recordes esta quarta-feira. Aumento da incidência em parte da população escolar e da circulação da variante inglesa pressionam para a suspensão das aulas presenciais em alguns graus de ensino.

Os apoios para os pais, sobretudo os que tiverem de ficar em casa com filhos menores de 12 anos, serão semelhantes aos do primeiro confinamento em março. Ou seja, "correspondem a 66% do vencimento", além de terem as faltas justificadas.

Há escolas que estarão abertas para os filhos dos pais que trabalhem na linha da frente e nos serviços essenciais. Também as crianças que beneficiem da ação social escolar continuarão a ter acesso às refeições nas escolas, aplicando-se igualmente uma exceção para as atividades de apoio a crianças com necessidades especiais, que continuarão a funcionar.

As comissões de proteção de crianças e jovens em risco vão manter-se em funcionamento para assegurar a proteção dos direitos dos menores, adiantou o primeiro-ministro.

Apesar do recuo na manutenção da abertura dos estabelecimentos de ensino, António Costa reiterou que as escolas não foram foco de contágios.

"As escolas não foram, nem são um principal foco de transmissão. As escolas não foram, nem são um principal local de transmissão. E, portanto, não é por as escolas estarem encerradas, para proteção dos alunos, dos professores e do pessoal não docente que o conjunto de medidas de limitação da circulação, de dever de recolhimento domiciliário, de obrigatoriedade de teletrabalho, de medidas de proteção individual devem ser, de alguma forma descuradas", sublinhou.

As medidas, que além das escolas preveem o encerramento de tribunais, e suspensão de processos não urgentes, assim como das lojas do cidadão, e o atendimento nos serviços públicos por marcação, serão avaliadas nos próximos 15 dias.

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