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Portugal. Estado Maior General das Forças Armadas alvo de novo ciberataque
Portugal 2 min. 29.09.2022
Defesa

Portugal. Estado Maior General das Forças Armadas alvo de novo ciberataque

Imagem de Arquivo.
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Portugal. Estado Maior General das Forças Armadas alvo de novo ciberataque

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Foto: Lusa
Portugal 2 min. 29.09.2022
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Portugal. Estado Maior General das Forças Armadas alvo de novo ciberataque

Lusa
Lusa
O Diário de Notícias noticiou esta quarta-feira que houve mais ataque informático "grave" à rede do EMGFA, "existindo a possibilidade de extradição de documentos e relatórios". Ministério Público está a investigar.

O Centro Nacional de Cibersegurança (CNC) confirmou na quarta-feira "indícios de ataques informáticos à rede administrativa do Estado Maior General das Forças Armadas (EMGFA)" e o Ministério Público (MP) está a investigar o cibercrime.


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"Tendo sido identificados indícios de ataques informáticos à rede administrativa do EMGFA, no passado dia 27 de setembro, foram de imediato tomadas as medidas necessárias para assegurar o reforço da integridade e resiliência da mesma e informadas as autoridades competentes para a investigação destes incidentes", respondeu o CNC esta quarta-feira após questionado pela agência Lusa.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) também confirmou à Lusa que "os factos participados pelo Ministério da Defesa Nacional se encontram em investigação" ao abrigo de um inquérito que decorre no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP)".

O jornal Diário de Notícias (DN) avançou com a informação de um novo ataque informático "grave" à rede do EMGFA, "existindo a possibilidade de extradição de documentos e relatórios".

Por seu lado, o Notícias ao Minuto escreveu que a informação veiculada pelo DN foi confirmada àquele jornal 'online' pelo Ministério da Defesa Nacional, tendo o Governo afirmado que "reportou ao Ministério Público a ocorrência de um ataque informático à rede do EMGFA".


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Este tipo de ataques estará abrangido pela nova lei de ciber-resiliência proposta esta quinta-feira pela Comissão Europeia.

Este é o segundo ataque registado em menos de um mês (o anterior foi a 8 de setembro) a ser noticiado pelo DN, que na altura escreveu ter sido "um ciberataque prolongado e sem precedentes contra o EMGFA, no qual documentos da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte, NATO na sigla em inglês) foram extraídos e publicados na 'darkweb'.

O DN noticiou então que o ciberataque causou preocupação junto dos serviços de inteligência dos Estados Unidos e, na altura, salientando que foram os norte-americanos que detetaram a informação, os quais notificaram em agosto o primeiro-ministro através da embaixada em Lisboa, e que encontraram centenas de documentos da NATO à venda na 'darkweb'.


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Centenas de ficheiros classificados foram encontrados à venda na dark web na sequência de um ataque informático ao Estado-Maior-General das Forças Armadas.

Fonte judiciária disse hoje à agência Lusa que a Polícia Judiciária "já está há algum tempo a investigar" os ataques informáticos aos serviços do Ministério da Defesa, bem como a outros organismos oficiais e estruturas privadas.

A pedido do PSD, a ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras, vai ao parlamento no próximo dia 11 de outubro para responder às perguntas dos deputados, à porta fechada, sobre os ciberataques e sobre a segurança informática das forças armadas portuguesas.

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