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Portugal em "semana de contenção de contactos" de 2 a 9 de janeiro
Portugal 4 min. 25.11.2021
Covid-19

Portugal em "semana de contenção de contactos" de 2 a 9 de janeiro

Covid-19

Portugal em "semana de contenção de contactos" de 2 a 9 de janeiro

Foto: Lusa
Portugal 4 min. 25.11.2021
Covid-19

Portugal em "semana de contenção de contactos" de 2 a 9 de janeiro

Paula DE FREITAS FERREIRA
Paula DE FREITAS FERREIRA
Portugal regressa ao estado de calamidade a 1 de dezembro. Teletrabalho obrigatório entre 1 e 9 de janeiro, recomeço das aulas a 10 de janeiro e encerramento de discotecas. A apresentação de um teste negativo será obrigatório para todos os voos que cheguem a Portugal.

Uma semana de contenção de contactos - de 2 a 9 de janeiro - após o Natal e o Ano Novo, para conter o aumento de novas infeções. "Todos queremos ter um Natal em segurança e que após esse período possamos retomar a normalidade da vida em segurança", disse António Costa, que quer evitar que se repita um "trágico janeiro", como o do ano passado. 

A apresentação de um teste negativo será obrigatório para todos os voos que cheguem a Portugal. As sanções foram fortemente agravadas para as companhias de aviação.


Ordem dos Enfermeiros não recomenda vacinar crianças entre os 5 e 11 anos
EMA autorizou, esta quinta-feira, a vacina da Pfizer para crianças dos cinco aos 11 anos. Bastonária da OE, Ana Rita Cavaco, mantém que "não existe robustez científica” para se avançar com a vacinação generalizada das crianças.

As discotecas serão encerradas e o teletrabalho será obrigatório durante a semana de 2 a 9 de janeiro. As aulas só recomeçam a 10. O certificado digital será obrigatório em restaurantes, estabelecimentos turísticos e alojamento local, eventos com lugares marcados e ginásios. 

“O Conselho de Ministros aprovou elevar o nível de alerta para o nível de calamidade a partir do próximo dia 01 de dezembro de forma a que estejamos habilitados com o quadro legal necessário para podermos adotar as medidas adequadas e proporcionais ao risco”, disse António Costa no conferência de imprensa do final da reunião do Conselho de Ministros no qual foram decididas novas medidas para conter a pandemia.


Companhias aéreas com multas de 20 mil euros por cada passageiro não testado
Entrada em Portugal está dependente da apresentação de um teste negativo. António Costa criticou a "irresponsabilidade" das companhias aéreas, que "não têm cumprido a sua obrigação".

Portugal Continental regressa à situação de calamidade pela segunda vez este ano, depois de ter estado neste nível entre 1 de maio e 30 de setembro.

A situação de calamidade é o nível de resposta a situações de catástrofe mais alto previsto na Lei de Base da Proteção Civil, depois da situação de alerta e de contingência.

Portugal Continental estava em situação de alerta desde 1 de outubro que terminava no próximo dia 30.

Teletrabalho 

"Sempre que possível, o teletrabalho é recomendável para evitar excesso de contactos que permitam agravar a situação de pandemia", disse o primeiro-ministro, António Costa, no final da reunião do Conselho de Ministros que aprovou medidas para conter a pandemia de covid-19. O teletrabalho tinha deixado de ser recomendado a 1 de outubro.

O primeiro-ministro, António Costa, explicou esta quinta-feira são precisas novas medidas devido à pandemia porque, apesar da vacinação e da situação melhor do que a generalidade da Europa, o país "não está tão bem” quanto aquilo que queria estar.

Certificado digital volta a ser exigido no acesso a restaurantes e hotéis

 O certificado digital covid-19 volta a ser obrigatório no acesso a restaurantes, estabelecimentos turísticos e alojamento local a partir de 1 de dezembro.

Segundo o primeiro-ministro, o certificado "hoje é universal" já que 87% da população está vacinada contra a covid-19, ao contrário do que se verificou anteriormente e constitui uma medida de "segurança" e não uma "barreira".

"É fundamental que as pessoas sintam segurança a ir ao restaurante, às compras, a fazer a vida normal. O certificado [digital] não é uma barreira, é pelo contrário uma garantia de segurança e que podemos estar em segurança", disse António Costa em resposta aos jornalistas.

O certificado digital passa também a ser exigido à entrada de ginásios e eventos com lugares marcados, de acordo com as medidas aprovadas.

Apresentação de teste negativo

A testagem regular é uma das novas medidas. O teste negativo obrigatório (mesmo para vacinados) será solicitado nas visitas a lares, visitas a pacientes internados em estabelecimentos de saúde, grandes eventos sem lugares marcados ou em recintos improvisados e recintos desportivos, discotecas e bares.

Mesmo as pessoas vacinadas vão ter de apresentar um teste negativo para aceder a recintos desportivos, de acordo com o primeiro-ministro, António Costa.

Neste momento, os eventos desportivos não têm limite de espetadores e só era necessária a apresentação do certificado de vacinação ou de teste negativo.


Portugal regista 3.150 novos casos e 15 mortes nas últimas 24 horas
Portugal registou esta quinta-feira mais 3.150 novos casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2 e 15 mortes associadas à covid-19, além de um novo aumento do número de internados em enfermaria, segundo dados oficiais.

Uso obrigatório de máscara em todos os espaços fechados

O uso de máscara vai voltar a ser obrigatório em todos os espaços fechados.

"As máscaras passam a ser obrigatórias em todos os espaços fechados que não sejam excecionados pela Direção-Geral da Saúde", anunciou António Costa em conferência de imprensa no final da reunião do Conselho de Ministros. 

Segundo o primeiro-ministro, a medida é um dos três principais instrumentos para conter a pandemia de covid-19, juntamente com o reforço da testagem e da utilização do certificado digital. 

O Conselho de Ministros reuniu-se esta quinta-feira para decidir as novas medidas para controlar a pandemia face ao aumento do número de novos casos de covid-19, depois de na semana passada se terem voltado a reunir políticos e especialistas no Infarmed e esta semana António Costa ter recebido todos os partidos com assento parlamentar em São Bento.

Em conferência de imprensa, António Costa afirmou que o agravamento da situação se tem traduzido nos internamentos e nas mortes a lamentar.

Por isso, apesar de a vacinação “assegurar uma proteção superior” e de Portugal estar melhor do que a generalidade do resto da Europa, o país não está tão bem quanto aquilo que queria estar, justificou o primeiro-ministro.

Por este motivo, António Costa considerou ter chegado o momento de adotar “novas medidas” que envolvam cidadãos, famílias, empresas e todas as entidades do setor público.

Consulte aqui todas as medidas decretadas pelo Governo. 

(Com Agência Lusa)

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A partir de 1 de outubro, o país passa a estar em situação de alerta. Na prática, isso significa que as discotecas podem, finalmente, voltar a abrir, e que certificados, testes e máscaras deixam de ser obrigatórios em algumas situações, mantendo-se noutras.