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Portugal. Em 2021, mais de 23% da população era idosa
Portugal 3 min. 23.11.2022
Demografia

Portugal. Em 2021, mais de 23% da população era idosa

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Portugal. Em 2021, mais de 23% da população era idosa

Foto: Eduardo Barrios/Unsplash
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Portugal. Em 2021, mais de 23% da população era idosa

Lusa
Lusa
Os dados definitivos dos censos de 2021 foram divulgados, esta quarta-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Mais de 23% da população portuguesa era idosa em 2021, um fenómeno de envelhecimento que se agravou na última década, e os estrangeiros a viver no país aumentaram 37% desde 2011, indicam os resultados definitivos dos censos.

Segundo os dados definitivos dos censos de 2021 divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2021, a percentagem de população idosa (65 e mais anos) representava 23,4%, enquanto a de jovens até aos 14 anos era de apenas 12,9%.


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O índice de envelhecimento - idosos por 100 jovens - passou dos 128 em 2011 para os 182 em 2021.

“A baixa natalidade e o aumento da longevidade que se verificou nas últimas décadas refletem-se na pirâmide etária correspondente aos censos 2021 que, de 2011 para 2021, evidencia um estreitamento dos grupos etários da base e um alargamento nas idades mais avançadas”, adiantou o instituto.

De acordo com os dados definitivos apresentados, entre 2011 e 2021 também se “agravou a sustentabilidade e o rejuvenescimento da população ativa”.

Estrangeiros são 5,2% da população. Nepal e Bangladesh crescem

O índice de rejuvenescimento da população ativa em 2021 era de 76, o que significa que, por cada 100 pessoas que saem do mercado de trabalho, apenas ingressam 76, salientou o INE.

Este valor era de 94 em 2011, já abaixo daquele que permite assegurar a reposição da população em idade ativa, uma vez que se considera que existe rejuvenescimento quando o valor deste índice é superior a 100, explicou o instituto.

Os resultados indicam ainda que a população de nacionalidade estrangeira aumentou na última década em Portugal, com 542.314 pessoas de outras nacionalidades a viverem no país à data da realização dos censos 2021, representando 5,2% do total da população, mais do que os 3,7% registados em 2011.


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A maior comunidade estrangeira residente em Portugal era a brasileira, com 199.810 pessoas (cerca de 36,8%), seguindo-se a angolana, com 31.556 pessoas (5,8%), e a cabo-verdiana, com 27.144 (5%).

O INE realça ainda o “forte crescimento ocorrido” em algumas comunidades estrangeiras, caso dos nacionais do Nepal, que passaram de 959 pessoas em 2011 para 13.224 em 2021, e do Bangladesh, de 853 em 2011 para 9.150 em 2021.

Os censos de 2021 apuraram ainda que 1.608.094 portugueses que viveram no estrangeiro regressaram a Portugal, sendo os países de proveniência mais representativos França (23,2%), Angola (14%), Suíça (8,1%), Brasil (7,2%), Moçambique (6,5%) e Alemanha (6,3%).

Menos 2,1% de habitantes, apesar de regresso de emigrantes

Por outro lado, Portugal perdeu 2,1% da população entre 2011 e 2021, invertendo a tendência de crescimento registada nas últimas décadas.

“Residiam em Portugal, à data do momento censitário, dia 19 de abril de 2021, 10.343.066 pessoas (4.920.220 homens e 5.422.846 mulheres), o que representa um decréscimo de 2,1% face a 2011”, adiantou o Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com o INE, essa redução constitui uma inversão na tendência de crescimento da população que se verificou nas últimas décadas e representa a “segunda quebra populacional registada desde 1864, ano em que se realizou o I Recenseamento Geral da População”.


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Em termos de série censitária, Portugal apenas tinha registado uma redução do seu efetivo populacional nos censos de 1970, como resultado da elevada emigração verificada na década de 60, salientou o instituto.

Na última década, o Algarve (3,6%) e a Área Metropolitana de Lisboa (1,7%) registaram um crescimento populacional, enquanto nas restantes regiões decresceu o efetivo populacional, com o Alentejo (menos 7,0%) e a Região Autónoma da Madeira (menos 6,4%) a observarem as descidas mais significativas, indicou o INE.

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