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Portugal é o terceiro país da UE com maior área ardida
Portugal 2 min. 16.08.2022
Incêndios

Portugal é o terceiro país da UE com maior área ardida

O incêndio na Serra da Estrela, que começou no dia seis de agosto, é um dos maiores de sempre registado em áreas protegidas.
Incêndios

Portugal é o terceiro país da UE com maior área ardida

O incêndio na Serra da Estrela, que começou no dia seis de agosto, é um dos maiores de sempre registado em áreas protegidas.
Foto: Patrícia de MELO MOREIRA/AFP
Portugal 2 min. 16.08.2022
Incêndios

Portugal é o terceiro país da UE com maior área ardida

Lusa
Lusa
O balanço provisório dos incêndios na União Europeia indica um novo recorde nesta fase do ano, com já mais de 660.000 hectares ardidos desde janeiro.

Desde 1 de janeiro, os incêndios devastaram 662.776 hectares de florestas na União Europeia, de acordo com dados atualizados no domingo pelo Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS), que mantém estatísticas comparáveis desde 2006, graças a imagens de satélite do programa Europeu Copernicus.


O incêndio em Manteigas, a 10 de agosto, voltou esta segunda-feira a reacender.
Mais de mil operacionais combatem fogo na serra da Estrela
Incêndio tinha sido controlado, mas reativou na segunda-feira, registando um "comportamento violento".

A área mais afetada pelos incêndios é a Península Ibérica e, embora a época alta dos incêndios ainda não tenha terminado, os dados relativos à União Europeia mostram a situação mais grave já vivida neste período do ano.

O anterior recorde para a Europa foi em 2017, quando 420.913 hectares tinham ardido até 13 de agosto e 988.087 hectares no total do ano, mais de 400.000 num só mês.

França enfrenta o pior cenário em 16 anos

A Espanha, com uma grave seca e várias ondas de calor este verão, viu 246.278 hectares devastados por incêndios, principalmente na Galiza, no noroeste.

Em termos de áreas ardidas, depois de Espanha são a Roménia (150.528 hectares), Portugal (75.277 hectares) e França (61.289 hectares), os países mais afetados, segundo os dados do serviço europeu.


França pede ajuda a cinco países para combater os incêndios
Imagens mostram chamas devastadoras em regiões do país, onde já arderam só este verão 40 mil hectares, segundo dados do governo francês.

A França viveu anos piores na década de 1970, antes dos dados europeus normalizados, mas o ano de 2022 é o mais grave dos últimos 16 anos, de acordo com estes números, em grande parte devido a dois incêndios consecutivos em Gironde, no sudoeste do país, onde bombeiros alemães, polacos e austríacos chegaram esta semana como reforços.

Só no período de verão, "2022 já é um ano recorde", disse à France-Presse Jesus San-Miguel, coordenador da EFFIS.

A seca excecional na Europa, aliada a ondas de calor, facilita o início dos incêndios.

Seca e calor extremos atingem Europa Central

Estas condições eram observadas mais frequentemente em países limítrofes do Mar Mediterrâneo, mas "foi exatamente isso que aconteceu na Europa Central", até agora poupada por estes fenómenos meteorológicos, acrescenta Jesus San-Miguel.

Por exemplo, a República Checa viu um incêndio devastar mais de mil hectares, o que é pouco comparado com outros países, mas 158 vezes mais do que a média de 2006-2021, quando os incêndios eram insignificantes.


Um popular observa o Incêndio em Celorico da Beira, Guarda, que sábado assustou as populações.
Quase 120 suspeitos detidos. O que os leva a atear fogos?
Os incendiários são homens, mulheres das mais diversas idades. Aborrecimento e raiva são das motivações frequentes. Mas há mais.

Na Eslovénia, os bombeiros demoraram mais de dez dias, em julho, a controlar o maior incêndio da história recente do país, ajudados por uma população tão mobilizada que o governo teve de pedir aos residentes que deixassem de fazer doações aos bombeiros.

Na Europa Central, as áreas ardidas são, contudo, ainda reduzidas em comparação com as dezenas de milhares de hectares em Espanha, França ou Portugal, mas a continuação do aquecimento global em toda a Europa só deverá acentuar a tendência.  

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