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Portugal. Dia da Mulher assinalado com manifestações e greve feminista
Portugal 2 min. 08.03.2020 Do nosso arquivo online

Portugal. Dia da Mulher assinalado com manifestações e greve feminista

Portugal. Dia da Mulher assinalado com manifestações e greve feminista

Portugal 2 min. 08.03.2020 Do nosso arquivo online

Portugal. Dia da Mulher assinalado com manifestações e greve feminista

O Dia Internacional da Mulher é hoje assinalado em todo o mundo e em Portugal é marcado com protestos em várias cidades, reivindicando medidas contra a desigualdade e violência de género.

O Movimento Democrático de Mulheres (MDM) convocou uma manifestação nacional,  em Lisboa, sob o lema ”A Força da Unidade em defesa dos direitos das mulheres e pela paz no mundo”, entre os Restauradores e a Ribeira das Naus.

Esta organização que é a mais antiga estrutura de mulheres do país sai à rua "pelo direito ao trabalho com direitos, contra a precariedade e as discriminações". Segundo o MDM, entre as razões para assinalar este dia estão a exigência de "políticas de prevenção e combate à violência doméstica, com reforço dos meios financeiros, técnicos e humanos dos diferentes serviços públicos" e "o reconhecimento de que a prostituição é uma exploração e uma grave forma de violência sobre as mulheres e crianças".

Nesta iniciativa, que envolve a adesão de mais de 25 organizações e coletivos, estará presente uma delegação da CGTP-IN, conduzida pela secretária-geral, Isabel Camarinha, e uma delegação do PCP, com o secretário-geral, Jerónimo de Sousa.

Também está convocada uma greve feminista nacional pela Rede 8 de Março nas cidades de Amarante, Aveiro, Braga, Coimbra, Évora, Faro, Lisboa, Porto, Viseu e Vila Real e Ponta Delgada.

Segundo a organização, a greve feminista é uma forma de protesto e revolta contra situações precárias e de violência, e transcende o significado tradicional da greve ao trabalho para estendê-lo “à esfera da reprodução social, do cuidado doméstico e familiar, bem como à vida estudantil e à sociedade de consumo”.

A Rede 8 de Março reúne coletivos, associações, organizações políticas, sindicatos e pessoas a nível individual e este é o segundo ano em que convoca uma greve feminista.

Em Lisboa, a greve feminista decorre no Largo de Camões e tem previstas as presenças da coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, e da líder parlamentar do PAN, Inês de Sousa Real.

No Pavilhão do Conhecimento está também marcada uma iniciativa intitulada "Construtoras de Futuros" para celebrar o contributo das mulheres na ciência e inspirar as gerações mais novas para percursos académicos e profissionais nestas áreas, com as presenças da ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, e do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor.

A Guarda Nacional Republicana (GNR) tem também marcada uma cerimónia alusiva ao Dia Internacional da Mulher, homenageando as militares sob o tema “Eu sou a Geração Igualdade: concretizar os direitos da mulher”.

Esta cerimónia é presidida pelo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, enquanto a secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, dirige a cerimónia de inauguração da exposição fotográfica “Valentes”, no Quartel do Carmo, em Lisboa.

Apesar de ser comemorado desde 1909, o Dia Internacional da Mulher passou a ser assinalado a 8 de março por proposta da comunista alemã Clara Zetkin, em 1910, e só foi proclamado oficialmente pelas Nações Unidas em 1975. E apenas em 1979 foi aprovada a Convenção para a eliminação de todas as formas de discriminação contra as mulheres.

Com Lusa

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