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Portugal. DGS recomenda uso de máscara nos recreios das escolas
Portugal 4 min. 08.09.2021
Covid-19

Portugal. DGS recomenda uso de máscara nos recreios das escolas

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Portugal. DGS recomenda uso de máscara nos recreios das escolas

Foto: Lusa
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Portugal. DGS recomenda uso de máscara nos recreios das escolas

Lusa
Lusa
Debate sobre abandono da máscara em Portugal tem gerado alguma discórdia entre políticos, especialistas e comunidade médica.

 A Direção-Geral da Saúde recomenda o uso de máscara em aglomerados populacionais, eventos em espaços exteriores e no recreio nas escolas, afirmou esta quarta-feira a diretora-geral, Graça Freitas.

"A transmissão indireta do vírus é por acumulação de aerossóis e obviamente essa via é muito menos eficaz no exterior do que no interior. De qualquer maneira a recomendação vai no sentido de que em aglomerados e em contextos especiais" a máscara deve ser utilizada, avançou Graça Freitas numa audição no parlamento.

Graça Freitas apontou como exemplo em que se justifica o uso da máscara o recreio nas escolas e também em eventos. "A própria mobilidade em determinados sítios das cidades em que há aglomerados populacionais isso obviamente poderá constituir uma exceção, uma recomendação diferente, porque permite o contacto direto e próximo entre pessoas e, portanto, permite a transmissão" do vírus SARS-Cov-2, que provoca a doença covid-19.

A diretora-geral da Saúde sublinhou ainda que é importante "a mobilização social e a ética dos cuidados individuais de cada um". "Cada um de nós deve, apesar de tudo, continuar a ser portador de uma máscara e em caso de necessidade deve colocá-la", afirmou Graça Freitas na Comissão Eventual para o acompanhamento da aplicação das medidas de resposta à pandemia da doença covid-19 e do processo de recuperação económica e social, onde foi ouvida a pedido do PSD sobre a obrigatoriedade do uso de máscaras.


Políticos portugueses querem acabar com obrigatoriedade do uso da máscara na rua. Médicos discordam
Presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública considera fundamental que as pessoas percebam que a decisão de acabar com a obrigatoriedade do uso de máscara nos espaços público é "uma decisão política".

Avançou ainda que a orientação da DGS sobre o assunto será adaptada e será realizada "uma campanha, ou várias campanhas", para explicar os motivos, os objetivos das exceções que devem continuar a ser contempladas. Segundo Graça Freitas, o que será tido em conta é a "proporcionalidade, adequação e gradualismo" das medidas de saúde pública, com a sua adequação ao momento, para que sejam dados passos e que se consigam monitorizar os seus impactos, permitindo "adaptar as medidas da forma mais efetiva possível para continuar a controlar a pandemia".

A acompanhar Graça Freitas na audição estiveram o diretor do Departamento da Qualidade na Saúde da DGS, Válter Fonseca, e o chefe de Divisão de Epidemiologia e Estatística da DGS. Logo no início da audição a deputada social-democrata Sandra Pereira disse que o PSD queria ouvir o Grupo de Epidemiologia da DGS que intervém nas reuniões do Infarmed sobre a situação epidemiológica da covid-19 no país e não a DGS, afirmando que "terá havido seguramente aqui algum ruído na comunicação".

O PSD queria ouvir o grupo de peritos que assistia às reuniões que eram feitas no Infarmed para "replicar aqui aquilo que o Governo não quis fazer relativamente ao término da obrigatoriedade do uso de máscaras", declarou Sandra Pereira

A deputada disse que "a lei que está em vigor termina no domingo e o uso de máscara com força obrigatória geral e universal vai terminar e o PSD gostaria de saber, do ponto de vista técnico e científico, os efeitos que isso poderá ter e as cautelas que a população deve ter".

Em resposta, Graça Freitas afirmou que "a convocatória foi assim feita" e foi nesse sentido que se apresentaram "com o dever cívico de responder à Assembleia da República". Por outro lado, disse, as duas direções de serviços da DGS presentes consultam dezenas de peritos, entidades e parceiros do Ministério da Saíde, dependendo do tema.

No caso das máscaras, consultou o diretor do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos, Artur Paiva. "Quando produzimos pareceres técnicos nunca o fazemos sozinhos fazemos com recurso, não só à literatura, como a especialistas", vincou Graça Freitas.

Disse ainda que a DGS e o Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA) têm dado "muita atenção" à questão das variantes e do seu impacto na dinâmica da doença e à efetividade da vacina e o seu efeito perante a variante Delta.

"Neste caso, a Direção-Geral da Saúde com o Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge produzem conhecimento próprio, produzem ciência, não nos limitamos a ler o que está feito pelos outros países estamos nós próprios a fazer as nossas avaliações", salientou.

"Neste momento, conseguimos dar informação, analisá-la e com base nessa análise fazer avaliações de risco para tentar adequar e adaptar as medidas", concluiu Graça Freitas.

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