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Portugal decreta três dias de luto nacional entre sábado e segunda-feira
Portugal 2 min. 10.09.2021
Jorge Sampaio/1939-2021

Portugal decreta três dias de luto nacional entre sábado e segunda-feira

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Portugal decreta três dias de luto nacional entre sábado e segunda-feira

Foto: Lusa
Portugal 2 min. 10.09.2021
Jorge Sampaio/1939-2021

Portugal decreta três dias de luto nacional entre sábado e segunda-feira

Lusa
Lusa
O antigo Presidente da República Jorge Sampaio morreu esta sexta-feira, aos 81 anos.

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou que o Governo vai decretar esta sexta-feira três dias de luto nacional, entre sábado e segunda-feira, pela morte do antigo Presidente da República Jorge Sampaio. Esta decisão, segundo o primeiro-ministro, está a ser assinada em Conselho de Ministros eletrónico. 

António Costa destacou o sentido cívico, militância e convicção com que Jorge Sampaio desempenhou múltiplas funções, desde a liderança do movimento estudantil contra a ditadura, a Presidência da República e o auxílio aos refugiados sírios.

Jorge Sampaio, antigo secretário-geral do PS (1989/1992) e Presidente da República (1996/2006), morreu hoje aos 81 anos, no Hospital de Santa Cruz, em Lisboa, onde foi internado no dia 27 de agosto, com dificuldades respiratórias.

Na sua declaração, feita a partir de São Bento, António Costa, que foi um dos dirigentes socialistas mais próximos de Jorge Sampaio, considerou que o antigo Presidente da República exerceu sempre as suas funções políticas “com o mesmo sentido cívico de militância e convicção com que em 1962 assumiu a liderança do movimento estudantil de combate à ditadura”.


Jorge Sampio e o Grâo-Duque cumprimentam os cidadãos em Esch-sur-Alzette.
Festa, vindimas e sorrisos. A última visita de Jorge Sampaio ao Grão-Ducado
O antigo Presidente da República portuguesa faleceu esta sexta-feira aos 81 anos. A última visita oficial ao Luxemburgo foi em 2004, a convite do Grão-Duque Henri.

“Nos últimos anos, já não tendo nenhuma função oficial, assumiu o encargo de lançar uma grande plataforma internacional para que os refugiados sírios pudessem prosseguir os seus estudos universitários e concluí-los com sucesso. Para Jorge Sampaio, o exercício dos seus múltiplos cargos políticos foi sempre e só mais uma forma de exercer a sua cidadania”, sustentou o primeiro-ministro.

António Costa, que foi diretor de campanha da primeira eleição presidencial de Jorge Sampaio, em 1996, assinalou também que o antigo chefe de Estado exerceu funções executivas nos difíceis tempos dos governos provisórios logo após o 25 de Abril de 1974.


Jorge Sampaio, na altura presidente da Câmara Municipal de LIsboa, no meio da multidão no desfile comemorativo do 25 de Abril, na praça do Rossio, em Lisboa, em 1990.
Jorge Sampaio. Presidente, socialista, paciente e conciliador
Foi um dos protagonistas da crise académica do princípio dos anos 60, que gerou um longo e generalizado movimento de contestação estudantil ao Estado Novo.

“Jorge Sampaio foi deputado apaixonado, líder parlamentar [do PS] num momento em que a democracia já estava consolidada e deu um contributo notável ao prestígio do Poder Local democrático concorrendo e vencendo por duas vezes as eleições para a presidência da Câmara Municipal de Lisboa. Finalmente, exerceu o mais alto magistério, sendo eleito e reeleito Presidente da República, honrando o lema com que concorreu: Um por todos e todos por um”, apontou.

Perante os jornalistas, António Costa dirigiu as suas primeiras palavras à mulher do antigo chefe de Estado, Maria José Rita, aos seus filhos Vera e André, ao irmão Daniel Sampaio, aos seus amigos e ao PS, partido em que foi secretário-geral entre 1989 e 1992

“Com todos, partilho um profundo sentimento de tristeza e de perda neste momento”, acrescentou o líder do executivo. Esta decisão, segundo o primeiro-ministro, está a ser assinada em Conselho de Ministros eletrónico.   

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