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Portugal comparticipa primeiro fármaco à base de canábis
Portugal 26.07.2019 Do nosso arquivo online

Portugal comparticipa primeiro fármaco à base de canábis

Portugal comparticipa primeiro fármaco à base de canábis

Portugal 26.07.2019 Do nosso arquivo online

Portugal comparticipa primeiro fármaco à base de canábis

O estado irá pagar 37% do valor total do fármaco que custa 475 euros, mas o preço deverá ser mais acessível no país.

Chama-se Sativex e é destinado a aliviar os sintomas da esclerose múltipla, sendo a sua composição à base de canábis. É este o medicamento que o Infarmed aprovou e que será o primeiro à base desta planta a ser comparticipado pelo estado português, segundo noticiou o jornal Público.  

O medicamento deverá estar disponível nas farmácias de Portugal em setembro e o estado vai comparticipar em 37% do custo total. Como informa o Infarmed, o Sativex “inclui-se no grupo dos analgésicos e antipiréticos e é comparticipado pelo escalão C — 37%”

Atualmente, o fármaco já autorizado pela Agência Europeia do Medicamento tem custo de 475 euros, mas segundo o que o Público apurou o preço negociado para Portugal deverá ser inferior dadas as “características do medicamento e da doença”.

O medicamento existe em Portugal desde 2012 estando apenas disponível nas farmácias hospitalares. Isto porque a Lei da Canábis só entrou em vigor em Portugal, em Fevereiro deste ano e só agora a empresa apresentou o pedido ao Infarmed para a sua comercialização.

De acordo com este jornal português, entre 2016 e 2017, o Centro Hospitalar Lisboa Central dispensou 21 unidades deste medicamento.

O fármaco é destinado para o “alivio da espasticidade”, ou seja, o aumento involuntário da contração muscular, moderada a grave associada à esclerose múltipla (EM). Esta é uma doença crónica, autoimune, inflamatória e degenerativa, que afeta o sistema nervoso central, sendo altamente incapacitante.

Para a Associação Todos com Esclerose Múltipla (TEM) a comercialização comparticipada de mais um medicamento para a doença e seus sintomas “é bem vinda”. Luís Pinto, presidente da TEM reconheceu ao Público que pode haver alguma “relutância” com estes fármacos novos, mas que os “médicos acompanham a evidência científica e querem o melhor para os doentes”.  

A EM surge principalmente em jovens adultos, entre os 20 e os 40 anos, e afeta com maior incidência mulheres. Embora não haja números concretos estima-se que em Portugal existam 8 mil doentes. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, no mundo existam cerca de dois milhões e meio de pessoas que sofrem desta doença altamente incapacitante.



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