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Portugal com mais de 500 casos de varíola dos macacos
Portugal 3 min. 15.07.2022
Surto

Portugal com mais de 500 casos de varíola dos macacos

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Portugal com mais de 500 casos de varíola dos macacos

Foto: Shutterstock
Portugal 3 min. 15.07.2022
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Portugal com mais de 500 casos de varíola dos macacos

Lusa
Lusa
Portugal totaliza 515 casos confirmados de infeção pelo vírus Monkeypox, 42 dos quais notificados na última semana, indicou esta sexta-feira a Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o relatório semanal da DGS, todas as regiões de Portugal continental e a Madeira reportaram casos de infeção humana pelo vírus VMPX, mas a grande maioria do total de casos (84,3%) foi confirmada em Lisboa e Vale do Tejo.

O Norte é a segunda região do país com mais casos de Monkeypox (36), seguindo-se o Centro (seis), o Alentejo (quatro), o Algarve (três) e a Madeira (dois), refere a informação semanal da autoridade de Saúde.

A presença do vírus VMPX foi detetada em Portugal em 3 de maio, com a confirmação laboratorial de cinco casos de infeção, e, desde então e até à última quarta-feira, foram identificados 515 casos.


Seis casos de varíola dos macacos confirmados no Luxemburgo
Entre as formas de proteção para evitar o vírus Monkeypox, estão "lavar as mãos com sabão, evitar compartilhar roupas de cama e toalhas com pessoas infetadas e usar proteção em caso de contato sexual".

Portugal é o sexto país europeu com mais casos

Segundo a DGS, no universo de 343 casos reportados no Sistema de Vigilância Epidemiológica, a idade das pessoas infetadas varia entre 19 e 61 anos, com predominância de casos no grupo etário entre 30 e 39 anos.

A grande maioria das infeções reportadas (99,7%) são em homens, com um caso notificado de uma mulher, no “contexto de um eventual contacto com um caso confirmado”, avança a DGS.

De acordo com o boletim divulgado, até quarta-feira foram reportados pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) e pela delegação da Europa da Organização Mundial da Saúde (OMS) 8.238 casos em 35 países da região europeia.

Segundo estes dados, Portugal é o sexto país europeu com mais casos de infeção por Monkeypox, atrás da Espanha, Reino Unido, Alemanha, França e Países Baixos.

Vacina recomendada após contacto com infetados

A DGS está “atenta à elaboração e publicação de documentos orientadores e recomendações, adaptando as medidas à realidade portuguesa quando pertinente, incluindo a implementação de vacinação para contactos próximos de casos notificados”, adiantou.


Portugal já recebeu primeiras doses da vacina contra varíola dos macacos
Os casos de Monkeypox em Portugal continental ultrapassaram os 400, tendo sido já notificados casos na Madeira.

Na terça-feira, a DGS publicou uma norma em que recomenda que a vacina contra a infeção humana pelo vírus Monkeypox seja administrada após contacto próximo com casos confirmados.

“A vacina é recomendada, à data, num contexto de pós-exposição, ou seja, para pessoas identificadas como contactos próximos de casos notificados, uma vez que pode prevenir ou atenuar as manifestações clínicas da infeção humana por vírus Monkeypox”, referiu a DGS em comunicado.

Portugal recebeu 2.700 doses de vacina contra a infeção humana por vírus Monkeypox, doadas pela Comissão Europeia através da HERA (Autoridade de Preparação e Resposta Sanitária).

Comité de Emergência da OMS reúne na próxima semana

O Comité de Emergência da OMS vai voltar a reunir-se na próxima semana para analisar a evolução do surto de Monkeypox, que já atinge pelo menos os 9.200 casos registados em 63 países a nível global.

Esta será a segunda reunião do comité para analisar a evolução da Monkeypox, depois de, no primeiro encontro, que decorreu no final de junho, os peritos terem considerado que a doença não representava uma emergência de saúde pública de preocupação internacional.


Monkeypox, um vírus antigo que se está a espalhar pela Europa
Fora dos países africanos foram detetados mais de 550 casos em maio. ONU e associações alertam que vírus não tem género nem orientação sexual e que apesar de não ser, atualmente, um risco para a população em geral pode afetar qualquer sexo.

Segundo a DGS, uma pessoa que esteja doente deixa de estar infecciosa apenas após a cura completa e a queda de crostas das lesões dermatológicas, período que poderá, eventualmente, ultrapassar quatro semanas.

Os sintomas mais comuns da doença são febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, dor nas costas, cansaço, aumento dos gânglios linfáticos com o aparecimento progressivo de erupções que atingem a pele e as mucosas.

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