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Portugal está na quinta vaga. Peritos recomendam uso de máscara e teletrabalho
Portugal 5 min. 19.11.2021
Covid-19

Portugal está na quinta vaga. Peritos recomendam uso de máscara e teletrabalho

Covid-19

Portugal está na quinta vaga. Peritos recomendam uso de máscara e teletrabalho

Foto: AFP
Portugal 5 min. 19.11.2021
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Portugal está na quinta vaga. Peritos recomendam uso de máscara e teletrabalho

Lusa
Lusa
DGS disse esta sexta-feira que o país está na "quinta fase pandémica", até ao momento com um impacto na gravidade e na mortalidade inferiores às fases anteriores. Mais 2.371 novos casos de covid-19 e cinco mortes em 24 horas.

Portugal encontra-se na quinta fase da pandemia de covid-19 e apresenta uma incidência de infeções de 203 casos por 100 mil habitantes, sendo mais elevada na população jovem, adiantou, esta sexta-feira, a Direção-Geral da Saúde (DGS). O grupo de peritos de aconselhamento do Governo propôs esta sexta-feira medidas gerais para controlar a pandemia, entre as quais o uso de máscara em ambientes fechados e eventos públicos, e medidas setoriais, como o teletrabalho sempre que possível.

“Tivemos quatro grandes fases pandémicas e Portugal encontra-se, de momento, na quinta fase pandémica, até ao momento com um impacto na gravidade e na mortalidade inferiores às fases anteriores, ainda que mereçam alguma atenção especial”, adiantou Pedro Pinto Leite, da DGS, na reunião de avaliação sobre a situação da pandemia em Portugal na sede do Infarmed, em Lisboa.

“O que nós propomos é que a estratégia adaptada à circunstância atual continue a assentar em cinco eixos fundamentais: a vacinação, a renovação do ar interior, a distância, a máscara e a testagem”, afirmou Raquel Duarte, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto.

Na reunião na sede do Infarmed, em Lisboa, sobre a situação da pandemia em Portugal que reuniu especialistas e peritos, a especialista em saúde pública salientou que o conjunto de medidas proposto “deve ser aplicado a par de um processo célere de reforço com a terceira dose da vacinação”.

Nesse sentido, como medida geral a aplicar em todos os contextos os peritos propõem a adequação da climatização e ventilação dos espaços interiores, a utilização do certificado digital com teste recente nos espaços públicos, a autoavaliação de risco, a promoção de atividades no exterior ou por via remota sempre que possível, o cumprimento do distanciamento físico e a utilização obrigatória de máscara em ambientes fechados e eventos públicos.

Medidas para comércio e restauração mantêm-se

Especificamente no contexto laboral, deve ser adotado, sempre que possível, o desfasamento de horários e o teletrabalho, no “sentido de facilitar o cumprimento das medidas gerais”, adiantou Raquel Duarte.

Para o comércio - incluindo centros comerciais -, restauração, hotelaria e alojamento, assim como para as atividades desportivas, os peritos propõem as medidas gerais apresentadas.

Para eventos de grande dimensão, nos casos em que não for possível o seu controlo, através do cumprimento das medidas gerais, não devem ser realizados, tanto no exterior, como no interior.

No que se refere à circulação nos espaços públicos, deve ser mantida da distância e a autoavaliação de risco com a utilização da máscara, “perante a perceção que existe risco, nomeadamente quando há concentração de pessoas”, avançou a especialista em saúde pública.

Nos convívios familiares alargados, os especialistas avançam com a necessidade de cumprimento das medidas gerais, da autoavaliação do risco e a aplicação de autotestes de despiste do vírus.

Distanciamento nos transportes públicos

Nos lares de idosos “deve haver cuidados particulares”, salientou Raquel Duarte, propondo a identificação do risco de acordo com o grupo etário, as comorbilidades e o estado vacinal, a testagem regular para funcionários e visitas e a promoção de medidas de controlo de infeção.

Nos transportes públicos, além de sistemas de ventilação adequados, é proposto o distanciamento sempre que possível e utilização obrigatória de máscara.

A covid-19 provocou pelo menos 5.130.627 mortes em todo o mundo, entre mais de 255,49 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 18.300 pessoas e foram contabilizados 1.117.451 casos de infeção, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

Região com maior incidência de infeções é o Algarve 

Portugal regista esta sexta-feira 2.371 novos casos confirmados de infeção com o coronavírus SARS-CoV-2, com cinco mortes associadas à covid-19. 

Registou-se um aumento de internamentos em enfermaria e cuidados intensivos, segundo dados oficiais. De acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje, estão agora internadas 528 pessoas, mais cinco do que na quinta-feira, das quais 79 em unidades de cuidados intensivos, mais sete do que nas últimas 24 horas.

As cinco mortes registaram-se no Centro (duas), em Lisboa e Vale do Tejo (uma) e no Norte (uma).

Segundo disse, a incidência atual é de 203 casos de infeção por SARS-CoV-2 nos últimos 14 dias por 100 mil habitantes, com uma tendência crescente e uma variação de mais 47% em relação ao período homologo.

De acordo com o especialista, a região com maior incidência de infeções é o Algarve, seguida do Centro e da Madeira, estando estas três regiões acima dos 240 casos por 100 mil habitantes.

Já Lisboa e Vale do Tejo está com uma incidência “ligeiramente inferior à nacional", seguida do Alentejo, do Norte e dos Açores, mas também com tendência crescente e com variações superiores a 10%.

Pedro Pinto Leite adiantou ainda que o grupo etário com maior incidência de infeções é o das crianças até aos 9 anos, que corresponde a uma faixa da população não vacinada.

O grupo dos 20 aos 29 anos é o segundo que apresenta uma maior incidência de casos de infeção, seguindo-se a faixa dos 30 aos 39 anos.


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