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Porto. Heróis do combate à pandemia foram imortalizados por Vhils
Portugal 2 min. 19.06.2020 Do nosso arquivo online

Porto. Heróis do combate à pandemia foram imortalizados por Vhils

Porto. Heróis do combate à pandemia foram imortalizados por Vhils

Foto: Lusa
Portugal 2 min. 19.06.2020 Do nosso arquivo online

Porto. Heróis do combate à pandemia foram imortalizados por Vhils

Lusa
Lusa
Os rostos de 10 profissionais de saúde esculpidos pelo artista Vhils na porta de entrada do Hospital de São João, no Porto, formam, partir desta sexta-feira, uma homenagem aos "heróis" da "linha da frente" do combate à pandemia.

São cinco assistentes técnicos e operacionais, três enfermeiros e dois médicos. Sete mulheres e três homens. Chamam-se Paula, Sérgio, Manuel, Raquel, Maria João, Carla, Cristina, Patrícia, David e Idalina, e são do Hospital de São João, mas podiam ser a Ana, a Alexandra, o Tiago, a Daniela, a Maria ou o Carlos de qualquer outro hospital português ou do mundo.

A homenagem de Vhils visa lembrar através de caras da vida real retratadas com máscara, "os verdadeiros heróis do dia-a-dia", aqueles que, como o próprio artista descreve em nota distribuída pelo Hospital de São João, "são muitas vezes esquecidos".

"Os rostos destas pessoas foram assim gravados na memória das paredes do hospital, de modo a sublinhar quer a sua importância individual quer a importância do Serviço Nacional de Saúde (SNS)", refere artista plástico Alexandre Farto, conhecido por Vhils, que não esteve presente na inauguração.

Esculpir os rostos dos médicos, enfermeiros e assistentes que foram escolhidos ao acaso demorou cerca de uma semana e o artista chamou "Linha da Frente" ao mural que agora figura junto ao átrio do hospital que a 2 de março recebeu o primeiro caso covid-19 em Portugal.

Hoje, cerca das 11:00, a Paula, o Sérgio, o Manuel, a Raquel, a Maria João, a Carla, a Cristina, a Patrícia, o David e a Idalina alinharam-se junto aos seus rostos e foram alvo de 'flashes' e de perguntas. A cada abordagem ou aproximação, apressavam-se em lembrar que deram a cara, mas representam os milhares de colegas deste hospital e do país.

E hoje, cerca das 11:30, ouviu-se um coro de palmas: de profissionais de saúde para profissionais de saúde, alguns utentes que decidiram juntar-se à homenagem e muitos jornalistas.

"O objetivo foi escrever nas paredes do hospital a mensagem de que estes profissionais, que representam os grupos que trabalham aqui no dia-a-dia, não mais serão esquecidos. São profissionais que trabalham neste hospital, mas também de todo o SNS que, com o seu trabalho, dedicação, empenho e um trabalho de equipa, que todos os dias fazem com enorme sentido de humanização em prol dos utentes", disse o presidente do conselho de administração do hospital, Fernando Araújo, também num dia em que foi confirmada a primeira morte de um médico português com covid-19.

Tinha 68 anos, estava internado há mais de 40 dias nos cuidados intensivos no Hospital de São José, em Lisboa, e terá sido infetado por um colega.

"As minhas primeiras palavras vão para a família com enorme sentido de pesar. Foi um dos nossos que caiu. Ele nunca mais será esquecido", disse Fernando Araújo, que estima que o São João registe cerca de 200 casos de infeção entre profissionais de saúde. "Felizmente a maioria já regressou ao serviço", acrescentou.

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