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Personalidades reagem à morte do cantor Roberto Leal
Portugal 3 min. 15.09.2019 Do nosso arquivo online

Personalidades reagem à morte do cantor Roberto Leal

Personalidades reagem à morte do cantor Roberto Leal

Portugal 3 min. 15.09.2019 Do nosso arquivo online

Personalidades reagem à morte do cantor Roberto Leal

Marcelo Rebelo de Sousa, Herman José, José Cid e Cristina Ferreira são algumas das muitas personalidades que nas últimas horas têm prestado homenagem ao cantor luso-brasileiro que morreu na madrugada deste domingo aos 67 anos.

O Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa recordou este domingo Roberto Leal "com amizade" e sublinhou "o seu papel junto das comunidades portuguesas, nomeadamente no Brasil, com ligação às suas raízes, durante várias décadas", pode ler-se numa nota que a Presidência da República enviou à Lusa.

Por sua vez, Herman José deixou uma mensagem com um aviso sobre a luta contra o cancro: "Roberto Leal foi atraiçoado por uma doença que é perfeitamente controlável e temos de estar muito atentos aos sinais do nosso corpo, e sempre que virmos uma coisa que não nos pareça normal temos que ir a correr ao médico, porque o Roberto podia ter sido salvo se tivesse descoberto o sinal que tinha na perna, talvez um ano antes (…) 67 anos é uma idade muito cruel para partir", concluiu o humorista que explicou que o cantor tinha esperança de se curar do cancro contra o qual lutava afirmou ia fazer um programa dedicado a ele, quando o músico regressasse a Portugal. 

A apresentadora Cristina Ferreira fez uma publicação no Instagram em que homenageia Roberto Leal com a legenda: "Pessoas de sempre. Para sempre”. Manuel Luís Goucha fez uma publicação no Facebook onde recorda a gentileza de Roberto Leal, nas muitas vezes que o entrevistou: "A última das quais em Janeiro passado teve a gentileza de vir propositadamente a Portugal para estar no 'Você na TV'".

Rita Marrafa de Carvalho, recordou que o cantor “era de uma humildade e generosidade fora de série”. Em visita a Vale da Porca, terra onde nasceu o cantor, a jornalista da RTP lembra que Roberto Leal contou “histórias maravilhosas e das dificuldades por que passou. Sempre soube rir de si próprio. E isso é uma virtude rara”. 

Já José Cid afirmou que o cantor era muito simpático. Relembrou os tempos em que o músico o levou ao Brasil numa digressão: "Era uma pessoa solidária com os colegas (…) se houver céu, ele está no céu de certeza".

O cantor Vitorino, que gravou, em 2004, no disco "Roberto Leal e amigos: de Jorge Amado e Pessoa", o tema "Oh rama, oh que linda rama" recorda Roberto Leal como "uma personagem interessante" e um homem "solidário" e "bem-disposto". "Era um dos cantores portugueses mais conhecidos no Brasil, coisa difícil, sobretudo depois dos anos 60 em que os cantores portugueses fugazmente passam pelo Brasil, mas não ficam, porque a música brasileira é muito forte e é um bocado impermeável à música portuguesa", adiantou Vitorino à TSF. "Havia um preconceito em Portugal em relação a ele, coisa que me irritava profundamente, por isso também decidi gravar com ele", remata.

O ator Ruy de Carvalho também não ficou indiferente a esta perda e pediu um aplauso, tal como o também ator João Baião. “Um aplauso! Obrigada por tudo!”, lê-se. 

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Um aplauso 👏❤️🙏 obrigado por tudo Roberto!

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Luís Aleluia, outra figura do teatro, agradeceu ao artista por todo o seu talento e amor por Portugal e a cantora Rita Guerra afirmou que o nome de Roberto a faz sorrir de imediato: “Roberto Leal, o teu nome faz-me sorrir de imediato...antes de tudo o mais, és um exemplo de humildade, simpatia, educação e companheirismo. És e serás sempre muito querido por todos”.

O cantor luso-brasileiro morreu aos 67 anos e combatia um cancro de pele há dois anos. As músicas de Roberto Leal eram conhecidas, sobretudo, no Brasil e em Portugal.

Conhecido como Roberto Leal, António Joaquim Fernandes foi um cantor popular no Brasil e em Portugal. Nasceu no concelho de Macedo de Cavaleiros a 27 de novembro de 1951 e, em 1962, emigrou para o Brasil com a família. Tinha então 11 anos. Trabalhou como sapateiro e vendedor de doces até enveredar pela carreira musical. Começou no fado e depois conquistou a fama como cantor romântico.

Conhecido por canções como “Uma Casa Portuguesa” e “Chora, Carolina”, cuja autoria partilha com Martinho da Vila, o sucesso musical chegou em 1971 com a canção “Arrebita”. Desde então, já vendeu mais de 17 milhões de discos. Para a história ficam ainda 30 discos de ouro e cinco de platina.

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