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Personalidade 2018 de Portugal: Marcelo é fixe!

Personalidade 2018 de Portugal: Marcelo é fixe!

Foto: Francisco Leong/AFP
Portugal 2 min. 09.01.2019

Personalidade 2018 de Portugal: Marcelo é fixe!

Os leitores do Contacto elegeram Marcelo a figura do ano em Portugal, com 59% dos votos, seguido de António Costa, com 13%.

A popularidade de Marcelo Rebelo Sousa é quase comparável à votação do grande líder da Coreia do Norte. Tal como diz o historiador Vasco Pulido Valente ao Diário de Notícias, Marcelo Rebelo de Sousa, que diz ser preciso combater o populismo, é o maior populista de Portugal. “É um fenómeno 100% português”, não há político no mundo com a taxa de popularidade de Marcelo.

O Presidente português teve a sorte de suceder a um homem pouco empático, mas a sua forma afetiva de exercer o mandato, acudindo aos sítios das tragédias para consolar as vítimas, tirando selfies com todos os portugueses e estrangeiros que lhe possam aparecer à frente, é muito sua.

Esta empatia ao exercer ao mandato só tem paralelo com o ex-presidente Mário Soares, que tem, entre uma das suas histórias, ter-se cruzado com um homem numa visita privada que fez à Suíça em que o cumprimentou da seguinte forma: “Eu sou o Presidente da República de Portugal”, ao que o homem lhe terá respondido, “e eu o Napoleão Bonaparte”.

Os presidentes da República em Portugal, tirando Cavaco Silva no último mandado, têm sempre altas taxas de aprovação. O primeiro dignitário do Estado é uma espécie de rainha de Inglaterra que só aparece nas partes simpáticas do exercício do poder, cabendo ao governo levar com a impopularidade dos políticos. Mas que não nos enganemos, mesmo assim a popularidade de Marcelo bate todos os registos conhecidos. E não é que o presidente não tente ter um papel que até às vezes colide com a esfera da governação, como quando deixou recados sobre a política fiscal do governo ao aprovar um novo Orçamento do Estado: “Claro que a opção em causa – avessa a mais evidentes desagravamentos fiscais na tributação direta das pessoas e das empresas – corresponde a uma escolha relacionada com a matriz da fórmula governativa e parlamentar vigente. A dúvida é a de saber se, havendo desaceleração económica externa e interna, o equilíbrio possível em contexto global favorável, equilíbrio esse entre rigor orçamental e crescimento e emprego, é suscetível de se manter, e – ponto relevante – se, a prazo, as pessoas e as empresas se encontram em condições de enfrentarem, sustentadamente, desafios mais exigentes no futuro”.

O futuro a Marcelo pertence, pelo menos o da sua continuidade, ao Presidente que garante que só decide da recandidatura em 2020. “Depois da operação à hérnia já não sou o mesmo. Foi de urgência… Isto é muito solitário. Com os meus netos cá não faria isto. Em 2020 decido… Dois anos, hei-de cumpri-los bem. Mas mais cinco anos? Não sei…”, disse o Presidente, em declarações ao Diário de Notícias.

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