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Patriarcado de Lisboa recebeu queixa de abuso cometido por padre há mais de 30 anos
Portugal 2 min. 26.01.2022
Pedofilia

Patriarcado de Lisboa recebeu queixa de abuso cometido por padre há mais de 30 anos

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Patriarcado de Lisboa recebeu queixa de abuso cometido por padre há mais de 30 anos

AFP
Portugal 2 min. 26.01.2022
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Patriarcado de Lisboa recebeu queixa de abuso cometido por padre há mais de 30 anos

Lusa
Lusa
A Comissão Independente para o Estudo de Abusos Sexuais na Igreja Católica Portuguesa validou já mais de uma centena de testemunhos de alegadas vítimas de abusos por elementos ligados à Igreja.

A Comissão de Proteção de Menores do Patriarcado de Lisboa anunciou, esta quarta-feira, que recebeu uma denúncia de abusos praticados, há mais de 30 anos, por um padre que está atualmente na diocese de Vila Real.

Em comunicado, a Comissão informa que o padre em causa “exerceu o seu ministério nesta diocese [Lisboa] e que está, atualmente, incardinado (transferido de diocese) na diocese de Vila Real, de onde é natural”.

“A denúncia foi dada a conhecer ao bispo daquela diocese, que informou ter iniciado uma investigação prévia e feito a comunicação às autoridades judiciais competentes”, acrescenta o documento.


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O apelo é feito por uma comissão que está a estudar estes abusos na Igreja Católica, em Portugal, desde 1950 até hoje. Já houve mais de 100 denúncias, algumas de emigrantes. O relato por telefone ou email pode reparar anos de "sofrimento silencioso".

No mesmo comunicado, a Comissão de Proteção de Menores do Patriarcado de Lisboa, coordenada pelo bispo Américo Aguiar, assegura que “prossegue o seu trabalho, mantendo uma total disponibilidade para colaborar com as autoridades competentes e tendo sempre como prioridade o apuramento da verdade e o acompanhamento das vítimas”.

Entretanto, numa nota informativa publicada na sua página na internet, a diocese de Vila Real confirma que “recebeu do coordenador da Comissão para a proteção de menores da Diocese de Lisboa a informação da existência de uma denúncia de eventuais abusos de menores ocorrido há alguns anos naquela diocese”.

O caso envolverá um padre, atualmente com 65 anos, “ordenado em Lisboa em 1985 e incardinado na diocese de Vila Real em 2011”, o qual já “foi informado desta denúncia e afastado de toda a atividade pastoral”, adianta o comunicado.

“Em cumprimento das orientações em vigor, será iniciada uma investigação prévia e feita a comunicação às autoridades judiciais competentes”, acrescenta a nota assinada pelo bispo António Augusto Azevedo.

Esta informação surge num momento em que, pelos últimos dados conhecidos, a Comissão Independente para o Estudo de Abusos Sexuais na Igreja Católica Portuguesa validou já mais de uma centena de testemunhos, que contêm "momentos de profunda dor e sofrimento", como revelou o seu coordenador, o pedopsiquiatra Pedro Strecht.

Entretanto, a CEP espera ter constituído antes da Assembleia Plenária de abril o grupo coordenador nacional das comissões diocesanas de proteção de menores e adultos vulneráveis.

A constituição deste grupo, que foi anunciado em outubro de 2021, é distinta da Comissão Independente liderada pelo pedopsiquiatra Pedro Strecht.


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Até hoje, o Luxemburgo nunca investigou as circunstâncias em que aconteceram os abusos, nem quem teria conhecimento deles. A Igreja do Grão-Ducado disse que irá publicar o seu relatório de 2021 sobre abusos no início de março. Para as vítimas, isso não chega.

Este grupo coordenador, cuja constituição tem sido atrasada devido à situação pandémica, terá como objetivo definir critérios e procedimentos comuns às 21 comissões diocesanas, bem como prestar-lhes apoio, nomeadamente na gestão da informação, informou o secretário da CEP, padre Manuel Barbosa, no final da reunião do Conselho Permanente da Conferência de dezembro.

Quanto à constituição do grupo que fará a coordenação das 21 comissões diocesanas, Manuel Barbosa disse que já existem “alguns nomes” equacionados, mas “não está ainda nada definido”.

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