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Portugal prepara-se para vacinar jovens entre 12 e 18 anos
Portugal 3 min. 27.07.2021
Pandemia

Portugal prepara-se para vacinar jovens entre 12 e 18 anos

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Portugal prepara-se para vacinar jovens entre 12 e 18 anos

LUSA
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Portugal prepara-se para vacinar jovens entre 12 e 18 anos

A confirmação veio da ministra da Saúde, Marta Temido, em dia de reunião do Infarmed, à espera de luz verde da Direção-Geral da Saúde para a decisão.

A ministra da Saúde considerou esta terça-feira que a vacinação dos jovens abaixo dos 18 anos está clarificada e que será abordada no Conselho de Ministros, apesar de ainda não ser conhecida a posição final da Direção-Geral da Saúde.

“No tema da vacinação na idade pediátrica está já clarificada a decisão de vacinação 18 aos 16 anos, e está já clarificada também a vacinação dos 12 aos 15 em casos de comorbilidades, que nos vão agora ser listadas pela Direção-Geral da Saúde (DGS)”, disse Marta Temido, sem deixar de salientar que o Governo se vai reunir para “apreciar as atuais medidas” e também “para refletir sobre as recomendações hoje deixadas pelos peritos” no Conselho de Ministros de quinta-feira.

O Infarmed acolheu esta terça-feira, em Lisboa, a primeira reunião entre peritos e políticos nos últimos dois meses para avaliar a situação epidemiológica da covid-19 e o eventual levantamento de algumas medidas de restrição associadas ao processo de desconfinamento.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro-ministro, António Costa, o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, a ministra da Saúde, Marta Temido, e representantes dos partidos políticos ouviram as intervenções de diversos especialistas durante a manhã na sede da Autoridade Nacional do Medicamento.

No encontro, o diretor de serviços de Informação e Análise da Direção-Geral da Saúde (DGS) referiu que a incidência de novos casos de covid-19 em Portugal regista uma tendência “ligeiramente crescente a estável”, com a velocidade de aumento “a diminuir”.

Segundo a intervenção de André Peralta Santos já se nota uma estabilização no número de novos casos, apesar de existir ainda uma “tendência crescente dos internamentos e mortalidade” por covid-19.

Já o microbiologista João Paulo Gomes, do Instituto Ricardo Jorge, anunciou que a variante Delta representa 98,6% dos casos em Portugal, que disse ser espectável o aparecimento de novas variantes, mas sem preocupação por causa da vacinação.

O especialista disse ainda que a variante Delta, associada à Índia, é também dominante na maior parte dos países europeus e que as variantes beta (Reino Unido) e gama (Manaus) não desapareceram, mas são residuais em Portugal.

Por sua vez, Carla Nunes, da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, avançou que uma em cada quatro pessoas entre os 26 e os 65 anos mostrou resistência a tomar a vacina contra a covid-19 e os motivos mais apresentado são a falta de eficácia, o medo de efeitos secundários e a necessidade de mais informação.

Imigrantes vão ser vacinados

Mais de 17 mil números nacionais de utente foram atribuídos a imigrantes sem este documento em Portugal, para que estes recebam a vacina contra a covid-19, os quais já começaram a ser chamados para a vacinação, segundo fonte oficial.

Num esclarecimento solicitado pela agência Lusa, o Alto Comissariado para as Migrações (ACM) informou que, desde março, foram submetidos 160 mil registos na plataforma que a Direção-Geral da Saúde (DGS) criou para identificar os cidadãos sem número de utente e o seu registo no Plano de Vacinação contra a Covid-19.

O plano determina que a vacinação contra a covid-19 em Portugal tem um caráter universal e, por isso, “destina-se a qualquer pessoa residente em Portugal e é independente do seu estatuto”.

Com Lusa

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