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Padre português confessa abuso sexual de menor em Monção
Portugal 2 min. 24.01.2023
Crime

Padre português confessa abuso sexual de menor em Monção

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Padre português confessa abuso sexual de menor em Monção

Foto: DR (Arquivo)
Portugal 2 min. 24.01.2023
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Padre português confessa abuso sexual de menor em Monção

Redação
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O padre André Filipe da Costa Gonçalves terá abusado de um menor em 2022. Foi afastado da diocese e o caso já foi participado ao Ministério Público.

A diocese de Viana do Castelo anunciou na passada segunda-feira que o padre André Filipe da Costa Gonçalves, de Monção, está "proibido" de exercer o sacerdócio depois de este ter confirmado um caso de abuso sexual de menor.

Em comunicado, refere que o caso resultou de "uma denúncia", comunicada "às autoridades civis e canónicas competentes". Confrontando com os indícios, o padre André "confirmou os factos de que é acusado e comunicou a sua decisão de se afastar do exercício das suas funções".

"A diocese informa, igualmente, que, tendo em vista as normas do direito canónico, o mesmo sacerdote se encontra proibido de exercer publicamente o ministério", lê-se no texto.

A diocese "partilha do profundo sofrimento da vítima e família, sendo com enorme sentimento de vergonha que torna públicos estes factos, desejando, também, exprimir o maior afeto e cuidado às comunidades paroquiais até agora confiadas" ao pároco.

  "Atos ocorreram fora de lugares e instituições diocesanas"  

"Nesta circunstância particular, a diocese de Viana do Castelo quer reforçar o desejo de ser um ambiente seguro e um espaço onde se possa dar voz ao silêncio, pedindo, ainda, todo o esforço, coragem, confiança e oração à comunidade diocesana, neste momento especialmente doloroso". 

Segundo fonte da diocese que falou à Lusa, o padre de 40 anos, que exerce o sacerdócio desde 2007, "permite concluir que os atos ocorreram fora de lugares e instituições diocesanas". A mesma fonte adiantou que "os abusos aconteceram em 2022".  

O bispo de Viana do Castelo também pediu desculpa pelo caso. João Lavrador, que preside à Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, afirmou que, assim que tomou conhecimento dos factos, afastou o pároco e encaminhou o processo internamente e também participou o caso ao Ministério Público. 

Também chamou "de imediato", tanto a vítima, como o agressor, confrontando-o "com a realidade", tendo disponibilizado “todos os meios para ajudar [a vítima e a família] naquilo que seja possível e que seja pedido". O padre terá "assumiu imediatamente o problema", tomando a decisão de se afastar de todas as funções. "Espero que ele até já esteja fora das paróquias", declarou. 

O padre André ministrava nas paróquias do Divino Salvador de Cambeses, Santa Maria de Abedim, Nossa Senhora das Neves de Bela, São João Baptista de Longos Vales, São João Baptista de Portela e São Miguel de Sago e, era assistente dos convívios fraternos, em Monção.

*Com Lusa


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