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Póvoa de Varzim. Corpo resgatado "será" de jovem militar desaparecida
Portugal 2 min. 25.11.2022
Acidente

Póvoa de Varzim. Corpo resgatado "será" de jovem militar desaparecida

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Póvoa de Varzim. Corpo resgatado "será" de jovem militar desaparecida

Foto: Rui Manuel FARINHA/LUSA
Portugal 2 min. 25.11.2022
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Póvoa de Varzim. Corpo resgatado "será" de jovem militar desaparecida

Lusa
Lusa
A jovem de 20 anos tinha sido dada como desaparecida às 04h48, após um incidente com uma onda que arrastou oito militares.

O Capitão do Porto da Póvoa de Varzim, distrito do Porto, disse, esta sexta-feira, que “tudo leva a crer” que o corpo resgatado esta tarde, no mar, junto à Praia da Lagoa, seja o da jovem de militar de 20 anos, que esta madrugada foi arrastada por uma onda.

“Foi recolhido um corpo da água pelo helicóptero da Força Aérea, que tudo leva a crer que seja o da jovem que estava desaparecida. Não temos a confirmação total que seja da pessoa em causa, mas pelas características que nos foram dadas, tudo aponta que será”, disse Ferreira Teles.

O responsável pelas operações afirmou que, desde o alerta do desaparecimento da jovem, às 04h48 desta madrugada, “todos os meios envolvidos fizeram tudo para tentar recuperar a pessoa com vida, algo que infelizmente não foi possível”.

“Pelo menos conseguimos recuperar o corpo, que, a confirmar-se que será o da militar, permitirá, a família fazer o seu o seu luto”, partilhou Ferreira Teles.

Segundo observou a Lusa no local, o corpo foi avistado na água, às 15h30, por um elemento da Polícia Marítima, que fazia buscas em terra, tendo sido alertado o helicóptero da Força Área, que estava a fazer buscas no local.

O corpo acabou por ser resgatado do mar, meia hora depois, por um dos recuperadores que se encontravam no helicóptero, e transportado para terra, onde foi recolhido pelos elementos dos Bombeiros da Póvoa de Varzim e Polícia Marítima, sendo encaminhado, posteriormente, para o Instituto de Medicina Legal do Porto.


Uma lancha salva-vidas durante as buscas por uma jovem que continua desaparecida após oito jovens, todos militares do Exército em formação na Escola dos Serviço da Póvoa de Varzim, terem sido arrastados hoje por uma onda na Praia da Lagoa, em Póvoa do Varzim, 25 de novembro de 2022. RUI MANUEL FARINHA / LUSA
Onda arrasta oito jovens militares na Póvoa do Varzim. Exército abre inquérito
Uma jovem de 20 anos que pertencia ao grupo de militares, formandos na Escola dos Serviços do Exército, continua desaparecida.

Nenhuma das outras vítimas corre risco de vida

O alerta para o incidente envolvendo oito militares que frequentavam um curso de formação da Escola Prática de Serviços da Póvoa de Varzim foi dado às 04h48.

Segundo o Exército, os oito militares “saíram de um estabelecimento de diversão noturna, onde se deslocaram para convívio social, e decidiram ir até junto da linha de água da praia da Lagoa na Póvoa de Varzim”, tendo sido arrastados por uma onda.

Sete das vítimas conseguiram regressar a terra, mas uma jovem, de 20 anos, ficou desaparecida.

Os sete militares foram encaminhados para o Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim, onde, segundo fonte da unidade, deram entrada "com lesões musculares, hipotermia, num quadro traumático violento em termos emocionais, mas nenhum em risco de vida”.

Até ao início da tarde, três das vítimas tinham sido transferidas para o Hospital Militar do Porto para “continuarem a ser vigiadas”, três tinham recebido alta e uma permanecia em observação no Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim.

Num ponto se situação feito pelas 13h15, comandante local da Polícia Marítima, Ferreira Teles, considerou que “a tragédia podia ter sido maior, mas sobretudo evitada”.

A Autoridade Marítima Nacional efetuou diversos avisos devido à agitação marítima e apelou aos cidadãos [para] que tenham uma cultura de segurança, para evitar o risco. Estamos no inverno, o mar tem muita energia e qualquer passeio na praia, junto ao mar, pode ser fatal”, alertou o responsável da Capitania da Póvoa de Varzim.

Sobre este incidente, Ferreira Teles informou que “será feito um inquérito e caberá ao Ministério Público mandar o órgão de policial criminal fazer as investigações”.

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