Operação Marquês

Procuradores pedem pelo menos mais dois meses para finalizar inquérito

O antigo primeiro-ministro, José Sócrates
O antigo primeiro-ministro, José Sócrates

Os procuradores do inquérito "Operação Marquês" solicitaram à procuradora-geral da República pelo menos mais dois meses para concluir a investigação, disse hoje à agência Lusa fonte ligada ao processo.

Segundo a mesma fonte, o pedido de prorrogação de prazo dirigido à PGR, Joana Marques Vidal, foi redigido pelo procurador Rosário Teixeira do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

A fonte esclareceu que a decisão de pedir prorrogação de prazo para conclusão do inquérito não resultou de qualquer reunião de procuradores hoje realizada no DCIAP e que a mesma já tinha sido decidida anteriormente.

Na “Operação Marquês”, o ex-primeiro-ministro José Sócrates está indiciado por corrupção, fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais, num processo que investiga crimes económico-financeiros e que tem 25 arguidos: 19 pessoas e seis empresas, quatro das quais do Grupo Lena.

Entre os arguidos estão Armando Vara, ex-administrador da Caixa Geral de Depósitos e antigo ministro socialista, Carlos Santos Silva, empresário e amigo do ex-primeiro-ministro, Joaquim Barroca, empresário do grupo Lena, João Perna, antigo motorista de Sócrates, Paulo Lalanda de Castro, do grupo Octapharma, Henrique Granadeiro e Zeinal Bava, ex-administradores da PT, Ricardo Salgado, ex-presidente do BES, o advogado Gonçalo Trindade Ferreira e os empresários Diogo Gaspar Ferreira e Rui Mão de Ferro e o empresário luso-angolano Hélder Bataglia.

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