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Oito em cada 10 crianças portuguesas consome até três vezes por semana doces e salgados
Portugal 3 min. 19.10.2021
Obesidade infantil

Oito em cada 10 crianças portuguesas consome até três vezes por semana doces e salgados

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Oito em cada 10 crianças portuguesas consome até três vezes por semana doces e salgados

Foto: Shutterstock
Portugal 3 min. 19.10.2021
Obesidade infantil

Oito em cada 10 crianças portuguesas consome até três vezes por semana doces e salgados

Lusa
Lusa
Sete em cada 10 bebe refrigerantes açucarados, revela um estudo português divulgado esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA).

Oito em cada 10 crianças consome até três vezes por semana doces e salgados e sete em cada 10 bebe refrigerantes açucarados, revela o estudo COSI Portugal 2019 divulgado esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA).

O estudo COSI Portugal, sistema de vigilância nutricional infantil integrado no estudo Childhood Obesity Surveillance Initiative da OMS/Europa, coordenado pelo INSA, envolveu 8.845 crianças de 228 escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico, no ano letivo 2018/2019.

A análise da frequência de consumo semanal de alimentos e bebidas reportado pelas crianças, com idades entre os seis e os oito anos, mostrou que 16% consome quatro ou mais vezes por semana snacks doces (biscoitos/bolachas doces, bolos, donuts) e 80% fá-lo até três vezes por semana.

Na mesma frequência, 71,3% das crianças avaliadas bebe refrigerantes açucarados, sendo que 14,1% consome estas bebidas quatro ou mais vezes por semana.

O consumo até três dias por semana de snacks salgados, como batatas fritas de pacote, folhados ou pipocas, foi apontado por 82,4% das crianças, adianta o estudo apresentado na primeira "Conferência do Centro Colaborativo da Organização Mundial de Saúde em Nutrição e Obesidade Infantil", que está a decorrer no INSA, em Lisboa, e que visa assinalar cinco anos de colaboração do Instituto com a OMS.

Questionadas sobre o consumo de leite, as crianças disseram que bebem diariamente, preferencialmente leite magro ou meio gordo (71,8%), enquanto 3,8% bebe leite gordo. O consumo diário de iogurtes, sobremesas lácteas ou outros produtos lácteos foi referido por 18,8% das crianças e de queijo por 7,1%.

Outras conclusões do estudo apontam que o consumo diário de carne caiu de 17,3% em 2016 para 9,2% em 2019, mantendo-se superior ao de pescado (3,8%). Relativamente às hortofrutícolas, o consumo diário de fruta foi mais frequente (63,1%) do que a sopa de legumes (57,3%).

Outro dos dados revelados pelo estudo COSI Portugal tem a ver com a taxa de aleitamento materno, onde se verificou um aumento de 85,8% (2016) para 90,3% (2019). Os Açores mantêm-se como a região com menor taxa de aleitamento materno (67,8% em 2016 e 70,6% em 2019) e o Algarve com a maior (89,1% em 2016 e 92,1% em 2019).


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Perto de 42% das crianças foram amamentadas durante mais de seis meses, refere o estudo, sublinhando que o aleitamento materno tem "um efeito protetor consistente contra a obesidade tardia e pode influenciar o desenvolvimento de doenças crónicas não transmissíveis na idade adulta".

47,5% passa cerca de uma hora por dia em jogos de computador

A investigação também questionou os pais sobre o tempo que as crianças despendiam a jogar no computador, o estudo verificou que durante a semana 47,5% das crianças utilizam-no cerca de uma hora por dia, um tempo que aumenta para duas horas ou mais ao fim de semana.  

No que respeita às deslocações para a escola, a maioria (66,5%) indica que vão de carro e 19% das crianças vão a pé. A maioria dos pais/encarregados de educação (62,7%), considera que caminho de ida e de regresso da escola não é seguro.

Relativamente ao número de horas que as crianças despendiam a fazer os trabalhos de casa durante a semana, observou-se que 86,5% dedicavam até uma hora por dia a realizar esta tarefa.

Durante o fim de semana verificou-se que 70,3% das crianças despendiam uma ou mais horas para a realização dos trabalhos de casa ou para a leitura, sendo que 21,8% destas passam cerca de duas horas por dia. "Esta situação foi semelhante quando analisada por regiões, quer durante a semana quer durante o fim de semana", sublinha o estudo. 

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