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OE 2022. "Fomos ao limite dos limites", diz Costa, na primeira entrevista pós-chumbo
Portugal 2 min. 08.11.2021 Do nosso arquivo online
Eleições

OE 2022. "Fomos ao limite dos limites", diz Costa, na primeira entrevista pós-chumbo

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OE 2022. "Fomos ao limite dos limites", diz Costa, na primeira entrevista pós-chumbo

Foto: LUSA
Portugal 2 min. 08.11.2021 Do nosso arquivo online
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OE 2022. "Fomos ao limite dos limites", diz Costa, na primeira entrevista pós-chumbo

Paula FREITAS FERREIRA
Paula FREITAS FERREIRA
"Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance. Estivemos a negociar até ao último dos minutos", disse António Costa, sobre o chumbo do OE. Defendeu Marcelo e aproveitou para pedir aos portugueses que votem PS, em nome de "uma solução estável de governação".

António Costa disse que percebeu que o Orçamento de Estado (OE) para 2022 ia ser chumbado "só no final". "Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance. Estivemos a negociar até ao último dos minutos", acrescentou o primeiro-ministro português, esta segunda-feira, na primeira entrevista, à RTP, após o chumbo do OE pela Assembleia da República.  

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, dissolveu o Parlamento e anunciou a data de eleições legislativas antecipadas para o último domingo de janeiro (dia 30). 

"Fomos ao limite dos limites. Uma pessoa não pode, para se manter a todo o custo no poder, ceder a qualquer coisa", disse ainda, lembrando que Marcelo sublinhou, "e bem", que os partidos não deixaram sequer o OE chegar à discussão na especialidade.  "Das nove questões que o BE pôs em cima da mesa, só uma tinha a ver com o OE", apontou o primeiro-ministro.

"Tivemos muitos meses a negociar, porque houve férias, houve a Festa do Avante ...", acrescentou.

António Costa disse que houve "dois pontos que bloquearam" as negociações: a sustentabilidade da Segurança Social (penalizações das reformas antecipadas) e  o aumento do salário mínimo.

Sobre o Salário Mínimo Nacional (SNM), António Costa afirmou que tinha dito "no início da legislatura que o objetivo era chegar, no final da legislatura, aos 750 euros. E haveremos de lá chegar". E confirmou que o Governo irá avançar, em janeiro, com o aumento do SNM para os 705 euros. 

"Não é possível apontar o dedo ao Presidente"

 "Portugal tem de superar esta crise. (...) O país não quer tricas políticas, quer encontrar soluções. Sinto que o país sente que os políticos não tiveram respeito pelo sofrimento que as pessoas tiveram".   

Sobre a opção de Marcelo Rebelo de Sousa de dissolver a Assembleia da República, Costa disse que "compreende a decisão" , acrescentando:"Não é possível apontar o dedo do Presidente". 

Já quanto à data de eleições legislativas antecipadas, não fez críticas, limitando-se a dizer: "Quanto mais depressa melhor".  

 "Peço o vosso voto para termos uma soluçáo estável de governação do PS"

 António Costa quis deixar claro que "não é perigoso" o PS alcançar a maioria absoluta, uma tecla em que bateu diversas vezes durante a entrevista, mas também explicou que se o PS não a conquistar, que saberá governar sem ela.  "Mesmo com maioria não deixaremos de dialogar e de negociar", afirmou.

Também não fechou a porta a uma nova "geringonça", mas apontou o dedo aos antigos parceiros, dizendo que a direção política do PCP já avisou que não existe essa possibilidade e que para o BE esta só será possível se o PS escolher outro líder, algo que não parece estar no futuro de Costa. 

"A ambição do PS não é diferente de ganhar com maior número possível de votos", rematou, não perdendo a oportunidade de fazer campanha: "Peço o vosso voto para termos uma solução estável de governação do PS".



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