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O futuro de Rio joga-se no Domingo
Opinião Portugal 2 min. 20.09.2021
Portugal/Autárquicas

O futuro de Rio joga-se no Domingo

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O futuro de Rio joga-se no Domingo

Foto: Lusa
Opinião Portugal 2 min. 20.09.2021
Portugal/Autárquicas

O futuro de Rio joga-se no Domingo

Sérgio FERREIRA BORGES
Sérgio FERREIRA BORGES
Na noite do próximo Domingo, Rui Rio é capaz de terminar esta sua aventura, na liderança dos social-democratas.

No Domingo, os portugueses vão eleger os seus autarcas para mais um mandato de quatro anos. Além disso, muitas outras coisas podem acontecer, ao sabor dos resultados.

É por demais evidente que António Costa quer impor uma derrota ao PSD e a Rui Rio. Mas quer que os números do desaire não sejam esmagadores, na esperança de que Rio se mantenha na liderança do PSD. É o adversário que ele prefere, para as futuras batalhas.

Os resultados podem ser de tal modo pesados para o PSD que, na noite do próximo Domingo, Rui Rio é capaz de terminar esta sua aventura, na liderança dos social-democratas. E, dentro do partido, muita gente espera por esse desaire, para acabar com o consulado de Rio. O PSD é um partido de poder que fica nervoso, sempre que tem de passar por curas de oposição. E admite tudo, para conseguir um rápido regresso à governação. Rio não tem sido capaz de alimentar essa esperança.

António Costa joga com isso, quer um Rio nervoso e fragilizado, o que não agrada a alguns sectores do PSD que se preparam para substituir a actual direcção, nos próximos meses.

O Primeiro-Ministro, com pouco decoro, tem andado pelo país a prometer dinheiro, aos autarcas do PS. Esse dinheiro, de acordo com insinuações e até afirmações de Costa, virá do pacote de 45 mil milhões de euros que a União Europeia atribuiu a Portugal, para fazer face às dificuldades económicas, provocadas pela pandemia.

A Comissão Nacional de Eleições já advertiu Costa para a infracção que está a cometer, utilizando dinheiros públicos para atrair votos, para as candidaturas do seu partido. Eu diria mais: António Costa está a violar as mais elementares regras de ética republicana.

Para completar o escândalo, há candidatos autárquicos socialistas que anunciam com desavergonhada ligeireza que até possuem o número de telefone do Primeiro-Ministro, como se isso fosse um trunfo político.

É o sistema que está inquinado pela incapacidade política de grande parte dos candidatos e pelo impudor com que usam expedientes de baixo nível, na tentativa de conquistarem as simpatias dos mais incautos.

Veja-se o elevado número de homens e mulheres que se apresentam a estas eleições, depois de terem sido impiedosamente derrotados em sufrágios anteriores. O eleitorado já os “chumbou”, já lhes disse que os enjeitava, mas eles insistem, porque o poder é-lhes irrecusavelmente apelativo.

Tudo isto transformou a campanha eleitoral numa das mais fracas da democracia portuguesa. Ainda não é a descida aos infernos, mas andamos lá perto. 

(Este autor escreve de acordo com o antigo Acordo Ortográfico.)

 

 

 

 

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