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Neglicência hospitalar. Doente foi operado ao olho errado em Portugal
Portugal 2 min. 30.06.2022
Saúde

Neglicência hospitalar. Doente foi operado ao olho errado em Portugal

Saúde

Neglicência hospitalar. Doente foi operado ao olho errado em Portugal

Portugal 2 min. 30.06.2022
Saúde

Neglicência hospitalar. Doente foi operado ao olho errado em Portugal

Redação
Redação
Sem esperar pela informação clínica completa, questionaram o utente sobre o olho a operar. Esquerdo ou direito? Resultado: o doente foi operado ao olho errado.

Um paciente saiu da sala de cirurgia oftalmológica com o olho direito operado quando na realidade a intervenção deveria ter sido feita no olho esquerdo. A clínica, no centro do país, foi alvo de queixa, tendo a Entidade Reguladora da Saúde (ERS) em Portugal instaurado uma contraordenação a este estabelecimento por negligência médica. 

O insólito caso ocorreu em maio de 2021 e está descrito no parecer da ERS agora publicado. 

O hospital público onde o paciente foi indicado para cirurgia não tinha capacidade de resposta pelo que recorreu a um mecanismo para o doente ser operado noutro estabelecimento da cidade. Trata-se do vale-cirurgia no âmbito do SIGIC (Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia) que foi aceite por um estabelecimento de saúde da mesma cidade. E foi na clínica indicada pelo vale que ocorreu a negligência hospitalar e o atropelo de outras regras. 

A começar pelo facto da consulta de pré-cirurgia e a própria cirurgia terem tido lugar no mesmo dia, o que desrespeita as regras hospitalares. 

Esquerdo ou direito?

E como acaba o paciente com a o olho errado operado? Acontece que, por lapso, o hospital de origem (HO) não indicou no campo informático específico da proposta cirúrgica enviada ao hospital de destino (HD) a lateralidade da cirurgia, indica o parecer da ERS. Contudo, na “demais informação constante da proposta cirúrgica, consta a menção ao olho esquerdo como o olho a operar” pelo hospital de destino (HD), acrescenta o documento. 

O que a clínica deveria ter feito era questionar o hospital de origem e confirmar qual o olho a ser alvo de cirurgia, “nunca podendo por sua iniciativa decidir qual seria o olho direito a operar”, realça a entidade da saúde. 

Em seu entender, tratou-se de “uma conduta que denota negligência e falta de zelo na prestação de cuidados de saúde ao utente”, lê- se no parecer da ERS. 


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Negligência

Mais grave ainda: foi perguntado ao utente qual seria o olho a operar e este respondeu erradamente o direito. “Em caso algum, podia o HD deixar à consideração do utente a decisão (técnica e científica) sobre o olho a operar”, diz o parecer da ERS. 

A cirurgia errada aconteceu em maio tendo o utente voltado ao bloco operatório em dezembro de 2021 para se submeter à cirurgia ao olho correto. A clínica foi alvo de uma contraordenação pela ERS.

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