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NATO. Portugal acolhe exercício militar de sistemas não tripulados
Portugal 3 min. 20.09.2019

NATO. Portugal acolhe exercício militar de sistemas não tripulados

NATO. Portugal acolhe exercício militar de sistemas não tripulados

Foto: Reuters
Portugal 3 min. 20.09.2019

NATO. Portugal acolhe exercício militar de sistemas não tripulados

Oitocentos militares e especialistas da NATO estão concentrados em Portugal, em Sesimbra e na península de Tróia até 27 de setembro, para testarem novos avanços tecnológicos no domínio dos veículos marítimos, aéreos e terrestres não tripulados.

Dezenas de drones e veículos de superfície e aéreos testam novos avanços tecnológicos no domínio dos equipamentos marítimos, aéreos e terrestres não tripulados.

 O exercício da Aliança Atlântica é considerado uma oportunidade única para testar a interoperabilidade das tecnologias usadas nos sistemas marítimos não tripulados dos diferentes países membros da NATO.

As oito centenas de militares e técnicos da Marinha Portuguesa, da Bélgica, Itália, Polónia, Reino Unido, EUA, Turquia e do Centro Marítimo e Pesquisa e Experimentação contribuem para este exercício apoiado pelas academias e Indústrias de defesa.

Segundo a NATO, os novos sistemas marítimos não tripulados podem representar uma vantagem adicional para conter ameaças de âmbito marítimo.

A utilização de veículos não tripulados pode contraria a utilização de novos submarinos equipados com o mais poderoso armamento. Também pode prevenir que os militares sejam colocados em situações de risco no combate a essas ameaças.

Na cimeira da NATO de 2018 os líderes dos países membros reafirmaram a importância estratégica do domínio marítimo e a importância de investir em novas capacidades de equipamento o não tripulado.

A França aderiu em abril a este esforço multinacional de cooperação no desenvolvimento de sistemas não tripulados marítimos.

O projeto foi lançado em outubro de 2018 pelos ministros da Defesa da Bélgica, Dinamarca, Alemanha, Grécia, Itália, Holanda, Noruega, Polónia, Espanha, Turquia, EUA e Reino Unido.

Falando nessa cerimónia, a Secretária Geral Adjunta para a Defesa e Investimentos da organização, Camille Grand, disse: “Os sistemas não tripulados marítimos vão desempenhar um papel central em futuras operações navais onde servirão como força multiplicadora, aumentando a capacidade dos meios navais tradicionais.

Os novos equipamentos serão cruciais também na deteção e limpeza de minas e na deteção e seguimento de submarinos.

Os países membros da NATO declaram-se alarmados com a crescente ameaça dos submarinos russos e investigam a melhor forma de lidar com essa ameaça.

 PS a favor, BE e PCP contra NATO

Quando a NATO desativou o “Allied Joint Force Command Lisbon”, instalado em Oeiras, compensou Portugal com a transferência da Escola NATO de Comunicações e Sistemas de Informação.

Em Monsanto, a Aliança Atlântica manteve o “Joint Analysis and Lessons Learned Centre (JALLC” e, também em Oeiras, a “STRIKFORNATO (Naval Striking and Support Forces NATO).

Na cerimónia de entrega da chave da Agência de Comunicações e Informações da NATO (NCI) em março deste ano, o primeiro-ministro, António Costa, considerou que a localização em Portugal desta Academia representa "o inabalável compromisso" do país para com a Aliança Atlântica.

A Academia NCI tem como objetivo providenciar formação e treino nas áreas de comunicações e sistemas de informação e ciberdefesa.

Em abril, o Partido Socialista saudou no parlamento os 70 anos da NATO aprovando um voto de congratulação pelo aniversário desta aliança militar considerando que, “por se ter tornado o eixo da política de segurança de toda a Europa e América do Norte, todos temos razões para prestar à NATO o reconhecimento merecido”,

Segundo os socialistas, a relevância da NATO “está associada a um longo período de manutenção e interposição da paz no continente europeu, à expansão dos ideais democráticos na Europa, decisiva para o desenvolvimento económico e social dos Estados membros do Leste Europeu”.

Por seu lado, por ocasião do 70º aniversário da NATO, o PCP apelou, uma vez mais, à dissolução desta organização militar. Os comunistas portugueses consideram “particularmente grave” o aumento exponencial das despesas visando a corrida armamentista e a criação das bases para um futuro “exército europeu” a coberto de uma “Cooperação Estruturada Permanente”.

O Bloco de Esquerda também manifesta oficialmente a sua “oposição firme” à NATO.

SRS

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