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"Não sei até que ponto estou infetado", diz português isolado no navio, no Japão
Portugal 2 min. 24.02.2020

"Não sei até que ponto estou infetado", diz português isolado no navio, no Japão

"Não sei até que ponto estou infetado", diz português isolado no navio, no Japão

AFP
Portugal 2 min. 24.02.2020

"Não sei até que ponto estou infetado", diz português isolado no navio, no Japão

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Adriano Maranhão deverá terça-feira ser finalmente transportado para um hospital, onde iniciará o tratamento para o novo vírus.

Adriano Maranhão, de 41 anos, é o português infetado com o novo coronavírus, que está isolado na sua cabine no navio cruzeiro ‘Diamond Princess’, atracado em Yokohama, no Japão. 

Este canalizador do navio foi o único dos cinco portugueses que ali trabalham que acusou nos exames estar contaminado com o vírus covid-19.

Só que desde então, e apesar dos seus pedidos à empresa do navio e à embaixada portuguesa e dos da sua mulher, Emanuelle Maranhão, às autoridades portuguesas, Adriano Maranhão tem continuado no navio, fechado na sua cabine de espaço reduzido. E o seu estado de saúde tem piorado.

Transferido para hospital

Só esta manhã, um médico o foi ver e lhe deu a notícia de que esta “terça-feira deverá então ser transferido para um hospital” japonês, como contou o português à RTP.


Covid-19. Outros quatro tripulantes portugueses do Diamond Princess com resultados negativos
Adriano Maranhão continua a ser o único português infetado.

“O médico disse-me para não entrar em alarme porque a partir dos 38 graus de febre é que é grave”, declarou também esta manhã à CMTV Adriano Maranhão, através de uma videochamada partir da sua cabine.

A última vez que mediu a temperatura estava com “37,6”, disse.

AFP

A transferência para o hospital, após dias de incertezas e sem um único médico a ir visitá-lo, esta manhã, deixou-o mais animado. "Penso que estou em melhores mãos lá [no hospital] do que estou aqui", estimou àquela estação de televisão.

Até esta notícia, Adriano Maranhão já estava a desesperar.

O seu estado de saúde está a agravar-se, com o aumento da febre e o “corpo a ficar cansado”. "Fizeram-me deslocar da cabine ao Medical, o posto de saúde, para tomar a medicação”. 

Tratado com paracetamol

Saiu sabendo que “podia contagiar alguém, mas não era responsabilidade minha, era responsabilidade deles”. No posto de saúde “deram-me um paracetamol e mandaram-me para a cabine”. Não fizeram "qualquer registo dos sintomas que apresentei deram-me o paracetamol e enviaram-me para a cabine", contou à Rádio Renascença.

Outra das novidades foi os responsáveis do navio terem deixado sair os doentes contaminados das suas cabines, onde estão fechados, permitindo um passeio ao ar livre. "Acabámos de ter autorização do comandante, os infetados, entre as 20h00 e as 22h00, para sair para a parte do navio que dá para o mar" contou.

Se tudo correr como o previsto, amanhã, terça-feira, dia 25, o português contaminado com o novo coronavírus deverá ser finalmente transferido para um hospital onde pode iniciar o tratamento para a infeção do Covid-19.

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