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Mulher de João Rendeiro em prisão domiciliária com pulseira eletrónica
Portugal 05.11.2021 Do nosso arquivo online
BPP

Mulher de João Rendeiro em prisão domiciliária com pulseira eletrónica

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Mulher de João Rendeiro em prisão domiciliária com pulseira eletrónica

Foto: Lusa
Portugal 05.11.2021 Do nosso arquivo online
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Mulher de João Rendeiro em prisão domiciliária com pulseira eletrónica

Lusa
Lusa
Maria de Jesus Rendeiro foi detida na quarta-feira. Tribunal considera existir perigo de fuga.

A mulher de João Rendeiro, suspeita de crimes ligados às obras de arte do ex-banqueiro do BPP, João Rendeiro, vai ficar em prisão domiciliária com vigilância eletrónica, decidiu na quinta-feira o Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa.

Maria de Jesus Rendeiro, detida na quarta-feira, viu ser-lhe aplicada esta medida de coação privativa da liberdade após o tribunal considerar existir perigo de fuga, perigo de perturbação do inquérito/investigação e perigo de continuação da atividade criminosa, indica uma nota do TIC.

Segundo a mesma informação divulgada esta noite pelo Tribunal, a mulher de João Rendeiro viu ainda ser-lhe aplicada como medida de coação a proibição de contactar com o presidente da Antral, Florêncio de Almeida e com o filho deste.

O tribunal confirma que a arguida é suspeita dos crime de descaminho, desobediência, branqueamento de capitais e de crimes de falsificação de documento.

Maria de Jesus Rendeiro foi detida no âmbito da operação D’Arte Asas dirigida pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal e executada pela Polícia Judiciária.

A mulher de João Rendeiro era fiel depositária dos quadros arrestados ao ex-banqueiro, considerando o tribunal que esta sabia das falsificações e do desvio das obras.


O fundador e ex-presidente do Banco Privado Português (BPP), João Rendeiro, à saida do Campus de Justiça onde decorre o julgamento do processo relacionado com o veículo criado no universo BPP para investir especificamente em ações do Banco Comercial Português (BCP), onde é acusado pelo Ministério Público de burla qualificado, em Lisboa, 12 de fevereiro de 2014. O julgamento de três ex-gestores do BPP, João Rendeiro, Paulo Guichard e Salvador Fezas Vital, tem início esta manhã enquanto decorre a investigação do processo principal do caso BPP. MÁRIO CRUZ / LUSA
Crimes & escapadelas
Confirma-se a velha maldição: nenhum banqueiro é preso em Portugal. Os lesados, lesados ficam. Na arte de fugir, Rendeiro não está só.

O antigo presidente do Banco Privado Português (BPP) João Rendeiro, condenado no final de setembro a três anos e seis meses de prisão efetiva num processo por burla qualificada, está em parte incerta após ter fugido à justiça.

O colapso do BPP, banco vocacionado para a gestão de fortunas, aconteceu em 2010, já depois do caso BPN e antecedendo outros escândalos na banca portuguesa.

O BPP originou vários processos judiciais, envolvendo burla qualificada, falsificação de documentos e falsidade informática, bem como processos relacionados com multas aplicadas pelas autoridades de supervisão bancária.

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