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Mortes nos Comandos. Governo português suspende negociações com as famílias
Portugal 20.01.2020

Mortes nos Comandos. Governo português suspende negociações com as famílias

Mortes nos Comandos. Governo português suspende negociações com as famílias

Lusa
Portugal 20.01.2020

Mortes nos Comandos. Governo português suspende negociações com as famílias

O Ministério da Justiça deu ordem para suspender a negociação das indeminizações e remeteu a decisão para o tribunal. Dylan da Silva e Hugo Abreu morreram em 2016.

Ao fim de praticamente 3 anos e meio da morte dos aspirantes a Comando durante a "prova-zero" dos 127° Curso, o governo deu ordem para parar as negociações com as famílias de Dylan da Silva e Hugo Abreu^. 

De acordo com o Jornal de Notícias, a instrução foi dada aos advogados do Estado no último trimestre do ano passado. Ficam portanto suspensos os pagamentos de indemnizações aos pais dos recrutas até uma decisão dos tribunais. 

Citado pelo jornal, o Ministério da Justiça confirma que, dependendo do desfecho do julgamento vai ponderar se a "transação deve ou não ser autorizada, à luz do interesse público". 

Em nome dos pais, o advogado Ricardo Sá Fernandes considerou a decisão "lamentável". Diz que "noutras situações que conhecemos desta natureza - como [os fogos de] Pedrógão -, o Estado sempre avançou, independentemente da responsabilidade criminal, por entender que, mesmo que não haja responsabilidade criminal, há o funcionamento do sistema em geral que falha".

Prova zero

Dylan da Silva e Hugo Abreu morreram em 2016, durante o primeiro fim de semana da recruta para a tropa especial. Hugo sentiu-se "indisposto durante uma prova de tiro" tendo sido imediatamente assistido pelo médico que acompanhava a instrução, que diagnosticou "um golpe de calor". Dylan também sofreu um golpe de calor e morreu sem receber o transplante de fígado que poderia ter invertido a situação. Outros nove elementos do mesmo curso foram hospitalizados.