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Morte de Carlos Amaral Dias motiva processos disciplinares no INEM
Portugal 18.01.2020

Morte de Carlos Amaral Dias motiva processos disciplinares no INEM

Morte de Carlos Amaral Dias motiva processos disciplinares no INEM

Foto: DR
Portugal 18.01.2020

Morte de Carlos Amaral Dias motiva processos disciplinares no INEM

O instituto detetou "situações anómalas na assistência e anunciou ainda a abertura de dois processos de contraordenação aos bombeiros.

 O INEM - Instituto Nacional de Emergência Médica detetou "situações anómalas" na assistência ao psicanalista Carlos Amaral Dias, que morreu, a 3 de dezembro, na ambulância que o transportou para o hospital. 

Na sequência dessa avaliação, o instituto anunciou a abertura de processos disciplinares a dois trabalhadores e dois processos de contraordenação aos Bombeiros Voluntários de Beato e Penha de França, em Lisboa.

Entre as "situações anómalas" detetadas está "o facto de durante cerca de uma hora, o CODU e o Dispositivo Integrado e Permanente de Emergência Pré-Hospitalar de Lisboa (DIPEPH) não terem recebido qualquer informação sobre a ocorrência", refere o comunicado do INEM, citado pela Renascença.

O atraso no socorro ao psicanalista, que morreu com 73 anos, já tinha sido noticiado na imprensa portuguesa e denunciado pela filha, a psicóloga e política Joana Amaral Dias.

No dia em que faleceu, o professor universitário tinha-se sentido mal e ligado uma primeira vez para o 112, a que se seguiram outras chamadas. A assistência, porém, só terá chegado duas horas depois, segundo relatos da família.

Outra das anomalias, aponta o jornal Público, prende-se com o facto de ambulância usada não possuir desfibrilhador e incluir um tripulante sem formação.

Carlos Amaral Dias, que já tinha sofrido um AVC em 2012, acabaria por morrer na ambulância. 

No comunicado citado pela Renascença, o INEM adianta que vai "reforçar o controlo sobre as atividades de transporte de doentes e de DAE (Desfibrilhação Automática Externa), nomeadamente através do incremento das ações de fiscalização e auditoria a estes processos", assim como "a oferta formativa destinada aos Corpos de Bombeiros e Cruz Vermelha Portuguesa, seus parceiros no Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM)".

As conclusões aos inquéritos agora anunciados serão, posteriormente, enviadas num relatório final ao Ministério Público e ao Ministério da Saúde, entre outras entidades.

AT