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Missão cumprida

Missão cumprida
Vacinação

Missão cumprida


por Paula SANTOS FERREIRA/ 29.09.2021

O vice-almirante Gouveia e Melo que liderou a vacinação tornou-se uma das figuras do ano em PortugalFoto: LUSA

A campanha de vacinação começou na fase mais negra da pandemia do país, em janeiro, com fura filas e demissões polémicas. Hoje Portugal é o segundo país do mundo com maior número de vacinados.“Fico satisfeito por ter contribuído para um processo que foi decisivo para salvar vidas”, declara ao Contacto o vice-almirante Gouveia e Melo, na véspera de deixar a liderança da vacinação em Portugal e com o país prestes atingir os 85% de vacinados. Esta é uma história de sucesso muito elogiado nos quatro cantos do mundo. E que merece ser contada.

 

Ano e meio depois do primeiro caso de covid-19 diagnosticado em Portugal e nove meses depois do início de um processo de vacinação que começou complicado, o país conta já com 83,88% de população vacinada. Nos próximos dias, a ‘task force’ da vacinação espera atingir os 85% da taxa de cobertura vacinal contra a doença da pandemia, a meta que muitos especialistas consideram essencial para a imunidade de grupo. Números impressionantes que fazem de Portugal o segundo país do mundo com maior taxa de vacinação anti-covid, só ultrapassado pelos Emirados Árabes Unidos, o líder mundial com 92% de vacinados.

Como conseguiu o pequeno país da Península Ibérica este feito notável que está a ser elogiado pelo mundo? Os especialistas ouvidos pelo Contacto foram unânimes na resposta: a excelente adesão da população à vacina, o bom trabalho da ‘task force’ da vacinação, que por estes dias é destaque na imprensa internacional, e o esforço e a dedicação dos profissionais de saúde, especialmente os enfermeiros, nos 300 centros de vacinação do país.

Os dados mais recentes indicam que a “26 de setembro, 86,29% da população residente em Portugal já possuía, pelo menos, uma dose da vacina enquanto 83,88% tinha a vacinação completa”, informou a ‘task force’ ao Contacto. Também os jovens, dos 12 aos 17 anos, aderiram em massa à vacina: “87,34% possuíam já, pelo menos, uma dose vacinal, a 26 de setembro, e 78,86% estavam completamente vacinados”.

AFP

Esta proeza é realçada oito meses depois de Portugal ser notícia planetária pelas mais dramáticas razões: no final de janeiro era o país com mais mortes no mundo por covid-19 entre a população, 234 mortos por milhão de habitantes. Nesta altura, muitos hospitais sobrelotados, viviam dias “semelhantes aos de uma guerra”, como descreveram tantos médicos, com filas de ambulância à porta aguardando poder dar entrada de doentes. Em fevereiro e março, os números diminuíram um pouco, mas a situação continuava muito grave. Em socorro dos hospitais portugueses vieram equipas médicas da Alemanha, França e Luxemburgo para reforçar os profissionais hospitalares bastante desgastados.

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António Sarmento. O primeiro vacinado
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LUSA

António Sarmento, 65 anos, diretor do serviço de doenças infeciosas do Hospital de São João recorda-se bem da fase pior da pandemia onde foi necessário ir conquistando espaço para camas noutras enfermarias do hospital, primeiro a de ginecologia, depois a de otorrino, ortopedia, e assim sucessivamente para conseguir internar todos os doentes covid. Graças a uma “boa organização”, “programação atempada, colaboração entre todos os departamentos e equipas, desde a administração ao médico e enfermeiro, este hospital conseguiu gerir da melhor forma a pandemia”, como recorda ao Contacto este infeciologista. O Hospital de São João chegou até a receber doentes de outros hospitais sobrelotados, nomeadamente de Lisboa. 

Mas o nome deste médico infeciologista do Hospital de São João ficará registado na história da luta portuguesa contra a covid, sobretudo por outra razão. António Sarmento foi a primeira pessoa em Portugal a receber a vacina anti-covid, no “histórico” 27 de dezembro de 2020.

O primeiro grupo a ser vacinado foi o dos profissionais de saúde, especialmente os que lidavam de frente com o novo coronavírus. Este hospital do Porto foi dos primeiros a receber os doentes covid-19, pois os primeiros surtos aconteceram no norte do país. Uma feira internacional de calçado em Itália que contou com a presença de muitos nortenhos, onde se concentram as fábricas de calçado do país, e também de chineses, foi o ambiente perfeito que o vírus encontrou para chegar a Portugal, à boleia dos visitantes portugueses no evento, lembra António Sarmento.


A toma da vacina nem sequer lhe tirou o sono da noite anterior. O infeciologista foi tranquilamente ao seu hospital naquele domingo de manhã para ser inoculado. “Só quando cheguei ao local onde iria ser vacinado e vi todo o aparato, com a comunicação social e a própria sra. Ministra da Saúde, Marta Temido, à minha espera é que entendi que não iria tomar a vacina discretamente”. Só aí percebeu que seria a primeira pessoa em Portugal a ser inoculada. “E fiquei nervoso, não pela vacina, na qual tenho confiança, mas pela exposição mediática”, conta agora a rir.

Hoje, olha para trás e reconhece que fez sentido ter sido notícia. “Era importante os portugueses perceberem que a vacina é a grande arma deste combate contra a covid, contra a catástrofe e passar uma mensagem de tranquilidade e confiança”, num medicamento criado em tempo recorde onde “cientistas do mundo inteiro se uniram” para o mesmo fim.

Foto: Lusa

“Como vê, ainda estou vivo”, diz a rir no seu gabinete do Hospital de São João, unidade que já voltou à azáfama normal, de antes de março de 2020. “Desde o início da covid-19 em Portugal até hoje passaram pelo nosso hospital 11 mil doentes covid. Agora, já conseguimos recuperar espaço nos cuidados intensivos para doentes não covid, mantendo também a ala covid”, disse o infeciologista que na sexta-feira tinha cinco doentes internados nos cuidados intensivos covid (UCI), e outros cinco na enfermaria. “Os doentes da UCI são todos pessoas que não estão vacinadas, na enfermaria já temos alguns que estão vacinados, mas ficaram infetados”.

António Sarmento frisa que “a vacina não evita que uma pessoa fique infetada, mas reduz muito a probabilidade de vir a ter doença grave”. Por isso, e graças ao sucesso da campanha nacional de vacinação, a situação hospitalar acalmou tanto. “O número de internamentos desceu drasticamente com a vacinação”. Um estudo publicado na revista científica The Lancet revela que a vacina reduz em mais de 70% os internamentos.

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Peripécias dos fura-filas
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AFP

A vacina chegou a Portugal na fase mais complicada na pandemia, em plena terceira vaga, que tornou o mês de janeiro o mais trágico em termos de infeções, chegando a mais de 16 mil novas infeções diárias (28 de janeiro), e a uma média de 180 mortes por dia. Só no primeiro mês do ano registaram-se mais de cinco mil óbitos, o que representava à altura, 44,6% dos óbitos pelo novo coronavírus. O alívio das restrições no Natal e Ano Novo permitido pelo Governo foi tido como o rastilho para esta nova vaga, a pior da covid-19 no país.

Os números negros deixaram atemorizada a população que, ao mesmo tempo, era avisada de possíveis atrasos na chegada das vacinas covid. A campanha de vacinação previa-se lenta ao contrário do ritmo das infeções e mortes.

AFP

Sucederam-se então os atropelos à lista de prioritários da vacinação, os profissionais de saúde e idosos, com um rol de queixas de norte a sul do país de irregularidades no acesso à vacina de pessoas não prioritárias durante o mês de janeiro de 2021.

Desde vereadores vacinados no seu gabinete, autarcas, administradores de instituições públicas e seus familiares, até à mãe do padre, à costureira ou a funcionários da pastelaria mais próxima, as denúncias de quem passava à frente da fila alegando sobras de vacina multiplicaram-se entre finais de janeiro e fevereiro. Abriram-se processos institucionais e judiciais e demitiram-se responsáveis envergonhados, rolando ainda outras cabeças.

A primeira baixa foi a da Diretora do Centro Distrital de Setúbal do Instituto da Segurança Social, Natividade Coelho, que a 29 de janeiro, apresentou a sua demissão após a denúncia da SIC de que, “pelo menos, 126 funcionários da Segurança Social de Setúbal, onde se incluem dirigentes”, tinham sido vacinados indevidamente, depois de serem incluídos numa lista de utentes e trabalhadores de lares de idosos. No início de fevereiro, Carlos Manuel e Castro, vereador da Proteção civil na Câmara de Lisboa, renunciou ao cargo depois de ter sido vacinado no seu gabinete, alegando sobras de doses de vacina. Também o médico António Barbosa, diretor do INEM-Porto, colocou o cargo à disposição após ter vacinado os funcionários de uma pastelaria ao lado da sua sede com doses que tinham crescido num dia de vacinação e se iriam estragar.

Lusa

As suspeitas de vacinação indevida continuavam a fazer manchetes na comunicação social. Como o caso de Salazar Coimbra, administrador do Hospital Narciso Ferreira, em Famalicão, que segundo o Jornal de Notícias, recebeu a vacina e permitiu que a sua mulher e filha, bem como o motorista do hospital e outros funcionários e seus familiares, fossem vacinados, quando não faziam parte dos prioritários. Salazar Coimbra contrapôs todas as denúncias, assegurando não ter existido “qualquer fraude”.

Até o padre e presidente do Centro Social e Paroquial de Alfena, em Valongo, saltou para as páginas dos jornais por suspeitas de passar a sua mãe e a costureira do centro à frente no processo de vacinação. O pároco Manuel Fernando Silva decidiu então ir à Edição da Tarde, na SIC, justificar estas vacinações refutando fraudes, dado que as pessoas em questão possuíam “contacto direto com utentes”, uma “abordagem muito próxima”.

Todos as suspeitas de vacinação indevidas foram reportadas à Inspeção Geral das Atividades em Saúde (IGAS) e à Polícia Judiciária e “terão as suas consequências”, prometeu já o coordenador da ‘task force’ de vacinação. Irregularidades que “irritaram” o vice-almirante Gouveia e Melo e ocorreram especialmente numa fase em que “estavam a morrer pessoas” que precisavam dessas vacinas, e estando o processo de vacinação a iniciar-se, declarou numa entrevista à SIC, no mês passado.

Foto: Lusa

Mais de 200 inquéritos crime

A Inspeção Geral das Atividades em Saúde (IGAS) responsável pela inspeção à implementação do Plano de Vacinação contra a covid-19, “instaurou um total de 55 processos, para além do referido processo de inspeção: 8 processos de esclarecimento, 6 processos de fiscalização e 41 processos de inquérito”, informou a IGAS ao Contacto, salientando que até ao final do ano serão apresentadas as referidas conclusões.

Por seu turno, a Polícia Judiciária abriu 216 inquéritos crime por suspeitas de desvios ou fraudes relacionadas com o processo de vacinação contra a Covid-19, e foram constituídas arguidas mais de 50 pessoas, por indícios da “prática dos crimes”, que envolveram “recebimento indevido de vantagem, abuso de poder, peculato, apropriação ilegítima ou abuso de confiança”, segundo anunciou a PJ em junho. Destes, 30 já foram concluídos. 

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O timoneiro da vacinação
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LUSA

A novela quase diária de alegadas fraudes em janeiro, acabaria por atingir o coordenador da vacinação em Portugal, Francisco Ramos, após irregularidades detetadas por ele próprio no processo dos profissionais de saúde” do Hospital da Cruz Vermelha, do qual era e é presidente da comissão executiva.

A campanha de vacinação mal celebrava um mês em Portugal e o responsável máximo demite-se, a 2 de fevereiro. É então o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo que sobe a coordenador, num clima de grande agitação. Hoje, diz: “Já ganhámos a este vírus”. Em declarações ao Contacto, o vice-almirante confessou que “fica contente e satisfeito por ter contribuído para um processo decisivo para salvar vidas e recuperar a economia”. Mas, como salientou, a vitória da ‘task force’ só foi possível graças aos portugueses e a todos os profissionais envolvidos.

Para este timoneiro, que aceitou trocar os submarinos por passar este ano com os pés firmes em terra, a liderar a vacinação ao nível da task force, o sucesso da missão deveu-se à “estratégia implementada e baseada em três processos”: o organizativo e logístico; o comunicacional, “comunicando de forma clara e transparente, gerando a confiança e credibilidade na opinião pública”; e o próprio processo de liderança que teve de ser “assertivo, próximo e focado” numa missão que por ser “massiva e urgente, se tornou complexa”, admitiu ao Contacto.

LUSA

Os elogios do almirante

Um feito impossível de alcançar sem os “combatentes da linha da frente”, como fez questão de sublinhar: uma empreitada intensa que “não seria possível sem a dedicação incansável e profissional de todas as pessoas envolvidas, direta ou indiretamente, na distribuição, no transporte, no agendamento, na preparação e na inoculação das vacinas, em especial as equipas de saúde, auxiliares e voluntários que encontraram nos diversos centros de vacinação COVID-19. Foram estes os verdadeiros combatentes na linha da frente deste processo”.

Para este militar que, um dia, em frente às câmaras de televisão, se confessou “emocionado” com os aplausos e elogios que os jovens lhe fizeram num centro de vacinação, estes “combatentes” contribuíram, “todos os dias, decisivamente, para concretizar o plano definido, garantindo indicadores que não só nos deixaram mundialmente no pelotão da frente de maior cobertura vacinal, mas, mais do que isso, possibilitaram uma satisfação muito generalizada dos utentes, após a sua experiência pessoal de vacinação”.

Os elogios vão também para a população já que “este sucesso não seria possível sem a adesão massiva por parte da população portuguesa a este processo de vacinação”. Os portugueses, frisou o vice-almirante Gouveia e Melo, “são um povo antigo” e “demonstraram, durante todo o processo, civismo, maturidade, confiança nas vacinas e que pensam por si e não se deixam ir em teorias da conspiração”. Foi assim que o país “com larga tradição em companhas de vacinação, demonstrou ao mundo que possui uma sociedade com maturidade, esclarecida e que confia na ciência”.

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A nova normalidade
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Foto: AFP

Os médicos ouvidos pelo Contacto reconhecem o bom trabalho da ‘task force’ e, tal como o vice-almirante, sublinham também a contribuição fundamental da “população” e dos “profissionais de saúde, nomeadamente os enfermeiros”, para o êxito da vacinação. O “excelente Plano Nacional de Vacinação” com décadas e a “confiança da população nas vacinas” foram aspetos realçados por estes especialistas.

Todos são unânimes no alerta: a pandemia ainda não terminou e os portugueses, mesmo vacinados devem manter as medidas individuais de proteção, como “o distanciamento social”, “a lavagem das mãos” e “o uso de máscara em locais com muita gente”. Medidas que previnem o contágio da Covid-19, mas também de outras doenças respiratórias, como a gripe.

Neste início da nova normalidade, onde a máscara cai a 1 de outubro, as discotecas reabrem e a restauração volta a abrir completamente e sem certificado, é necessário “voltar a centrar-nos nos outros doentes mantendo a atenção aos infetados covid-19”, salientam os médicos. Nuno Jacinto, presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, lembra que durante estes 18 meses “os doentes não covid não puderam ter a assistência de sempre, com cuidados de saúde muitas vezes adiados” dado que os médicos dos centros de saúde e enfermeiros estavam mobilizados para o atendimento à covid. “Tivemos de resolver um problema urgente, mas deixámos os outros cuidados primários em suspenso e as consequências já se estão a sentir”.

Por isso, Nuno Jacinto defende que agora que mais de 83% da população está vacinada, “os profissionais dos centros de saúde devem regressar ao seu lugar para retomar o ritmo de atividade de sempre e atendermos todos os doentes”. Repartir os atendimentos nos centros de vacinação “por médicos e enfermeiros de outras unidades, e do privado, seria uma boa solução”.

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Vacinar todas as idades?
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Para Cristina Camilo, pediatra intensivista e Presidente da Sociedade de Cuidados Intensivos Pediátricos, da Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP), a grande preocupação é a pressão feita para a vacinação massiva das crianças com menos de 15 anos. Atualmente já estão concluídos ensaios clínicos internacionais da vacina em crianças dos 5-12 anos e, muitos países querem começar a vacinar os mais novos. 

“Para nós, o grupo mais alargado dos pediatras, não faz sentido vacinar ainda as crianças saudáveis abaixo dos 15 anos à covid. Porque a vacina não protege contra a infeção, mas sim contra a doença grave e elas não a têm, isso está provado. Os pediatras são todos a favor das vacinas, elas salvam vidas, mas neste caso pedimos para esperar mais um pouco em relação esta vacina e não avançar já para a vacinação pediátrica em todas as idades, a não ser que haja uma mudança que o justifique”, declara Cristina Camilo, especialista nos cuidados intensivos pediátricos do Hospital de Santa Maria. Por seu turno, vinca que “todas as crianças com doenças crónicas, obesas ou outros problemas devem sim ser vacinadas”.

É também altura de restabelecer as rotinas pré-pandemia em adultos e crianças, diz a pediatra: “Só vamos regressar à vida normal quando apenas as pessoas infetadas forem para casa e os contactos continuarem a sua vida normal. As crianças voltarem à escola, ficando em casa apenas as infetadas. É prejudicial obrigar crianças e jovens saudáveis a ir para casa porque estiveram em contacto com um infetado e só depois realizar o teste. Com este nível de vacinação em Portugal temos de aprender a conviver com o vírus”.

Uma luta global

Para finalizar, o infeciologista António Sarmento lembra que a “luta contra a pandemia tem de ser global”: “Não pode ser uma batalha egoísta de cada país, há que olhar para os países mais pobres e concertar esforços globais para a vacinação, tem de chegar a todas as populações. Até lá, há sempre o risco de surgirem novas variantes mais perigosas nesses locais sem vacinação e, com a mobilidade atual, há sérios riscos de chegarem aos países vacinados. Este é o cenário mais sombrio, mas pode acontecer. Contudo, penso que estamos no bom caminho”.

Com um sentido de missão cumprida, o vice-almirante Gouveia e Melo deixa a liderança da task-force da vacinação em Portugal, foi ontem anunciado. O responsável, que se tornou numa das principais figuras do ano no país, já tinha avisado que a task force encerraria funções quando Portugal atingisse os 85% de vacinados. Meta que está prestes a ser cumprida. “A guerra não terminou, mas pelo menos a primeira batalha está ganha”, declarou recentemente. Mas os centros de vacinação irão continuar abertos sob a coordenação de um grupo de militares. 

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