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Ministra da Administração Interna diz que pediu para sair logo após Pedrógão
Portugal 2 min. 18.10.2017 Do nosso arquivo online
Constança Urbano de Sousa

Ministra da Administração Interna diz que pediu para sair logo após Pedrógão

Constança Urbano de Sousa
Constança Urbano de Sousa

Ministra da Administração Interna diz que pediu para sair logo após Pedrógão

Constança Urbano de Sousa
Foto: Manuel Dias
Portugal 2 min. 18.10.2017 Do nosso arquivo online
Constança Urbano de Sousa

Ministra da Administração Interna diz que pediu para sair logo após Pedrógão

A ministra da Administração Interna diz na carta de demissão enviada ao primeiro-ministro que pediu para sair de funções logo a seguir à tragédia de Pedrógão Grande, dando tempo a António Costa para encontrar quem a substituísse.

A ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, apresentou o pedido de demissão, que foi aceite pelo primeiro-ministro, anunciou hoje o gabinete de António Costa.

"A ministra da Administração Interna apresentou-me formalmente a demissão em termos que não posso recusar", diz o primeiro-ministro na nota enviada às redações.

No comunicado, António Costa agradece publicamente "a dedicação e empenho com que [a ministra] serviu o País no desempenho das suas funções".

A ministra da Administração Interna diz na carta de demissão enviada ao primeiro-ministro que pediu para sair de funções logo a seguir à tragédia de Pedrógão Grande, dando tempo a António Costa para encontrar quem a substituísse.

"Logo a seguir à tragédia de Pedrógão pedi, insistentemente, que me libertasse das minhas funções e dei-lhe tempo para encontrar quem me substituísse, razão pela qual não pedi, formal e publicamente, a minha demissão", escreve a Constança Urbano de Sousa.

A ministra diz que o fez "por uma questão de lealdade" e que o primeiro-ministro, na altura, lhe pediu para se manter em funções.

"Pediu-me para me manter em funções, sempre com o argumento que não podemos ir pelo caminho mais fácil, mas sim enfrentar as adversidades, bem como para preparar a reforma do modelo de prevenção e combate a incêndios florestais, conforme viesse a ser proposta pela Comissão técnica Independente", refere a carta da ministra.

"Manifestou-se sempre a sua confiança, o que naturalmente reconheço e revela a grandeza de carácter que sempre lhe reconheci", acrescenta.

Constança Urbano de Sousa sublinha que aceitou assumir funções no Governo de António Costa "apenas com o propósito de servir o País e o Governo", a que teve "a honra de pertencer".

A responsável pela pasta da Administração Interna diz ter voltado, durante a tragédia deste fim de semana, a solicitar que, logo após o seu período crítico, António Costa aceitasse a cessação de funções, acrescentando: "apesar de esta tragédia ser fruto de múltiplos fatores, considerei que não tinha condições políticas e pessoais para continuar no exercício deste cargo, muito embora contasse com a sua confiança".

"Tendo terminado o período crítico desta tragédia e estando já preparadas as propostas de medidas a discutir no Conselho de Ministros extraordinário de dia 21 de outubro, considero que estão esgotadas todas as condições para me manter em funções, pelo que lhe apresento agora, formalmente, o meu pedido de demissão, que tem de aceitar, até para preservar a minha dignidade pessoal", conclui a ministra na carta enviada a António Costa.

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