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Marcelo: "Situação da banca pode merecer confiança dos portugueses"
Portugal 2 min. 06.04.2020

Marcelo: "Situação da banca pode merecer confiança dos portugueses"

Marcelo: "Situação da banca pode merecer confiança dos portugueses"

Foto: LUSA
Portugal 2 min. 06.04.2020

Marcelo: "Situação da banca pode merecer confiança dos portugueses"

O Presidente da República reuniu esta segunda-feira com representantes do setor financeiro que garantiram estar em condições de enfrentar esta crise.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, falou esta tarde aos jornalistas a partir do Palácio de Belém depois de um encontro com representantes da banca e afirmou que saiu com “estado de espírito motivado por ouvir o que cada um disse que estava a fazer e tenciona fazer”.

Para o chefe de Estado, fica a “sensação” de que os bancos portugueses estão “a acompanhar de forma muito atenta a realidade” do país. Assinalou ainda que os banqueiros se mostraram disponíveis para acolher as decisões do executivo e tomaram iniciativas “para além da aplicação das medidas aprovadas pelo governo”. 

No fim do encontro, “foi dito que tencionariam fazer chegar aos portugueses o ponto de vista que têm sobre a situação nacional e o empenho com que se encontram. Ao mesmo tempo que estamos a fazer a luta no domínio da vida e da saúde, as famílias e as empresas vão fazer a luta da reconstrução da economia e da sociedade portuguesa”, acrescentou.

Ainda assim, Marcelo Rebelo de Sousa não quis entrar em detalhes sobre as iniciativas que a banca disse abraçar e antecipou que reúne na terça-feira com a Associação Portuguesa dos Bancos e com o governador do Banco de Portugal.

Quanto à execução das medidas decididas pelo governo, Marcelo diz que a banca “já começou os processos para colocar no terreno o financiamento previsto nessas medidas” mas também diz que isso “demora tempo”.

Em resposta aos jornalistas, o Presidente da República afirmou que os responsáveis pelo setor financeiro que “a situação da banca pode merecer confiança dos portugueses, tanto sobre medidas a cumprir pelo governo, como as da sua iniciativa”.

Marcelo revelou ainda que obteve mais informações sobre os números de março que mostram a “maturidade revelada pelos portugueses” e “certas preocupações na relação com a banca. “A forma como os portugueses recorreram a moratórias para terem um alívio da situação financeira ou para fazerem poupança para o que possa vir a ser o futuro imediato”.

Sobre a situação das prisões e a proposta do governo que vai a votos na quarta-feira na Assembleia da República, o chefe de Estado destacou que esse apelo foi feito, “até em primeiro lugar pela Igreja Católica” e que a ideia não é “resolver problemas do sistema prisional ou descomprimir população”, mas prende-se apenas com a “questão humanitária e de saúde pública” causada pela pandemia também dentro dos estabelecimentos prisionais.

“No que depende do Presidente, essa proposta de lei prevê a hipótese de indulto extraordinário fora da época normal, que é o Natal. E com um fim preciso de natureza humanitária de saúde pública”, reforçou. 

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