Escolha as suas informações

Marcelo, partidos, sindicatos e autarquias pedem ao Governo fecho das escolas
Portugal 4 min. 20.01.2021

Marcelo, partidos, sindicatos e autarquias pedem ao Governo fecho das escolas

Imagem de Arquivo

Marcelo, partidos, sindicatos e autarquias pedem ao Governo fecho das escolas

Imagem de Arquivo
Foto: Anouk Antony
Portugal 4 min. 20.01.2021

Marcelo, partidos, sindicatos e autarquias pedem ao Governo fecho das escolas

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Casos positivos e mortes por covid-19 voltaram a registar recordes esta quarta-feira. Aumento da incidência em parte da população escolar e da circulação da variante inglesa pressionam para a suspensão das aulas presenciais em alguns graus de ensino.

O Governo português deverá decidir entre hoje e amanhã o encerramento das escolas, ou, pelo menos, a suspensão das aulas presenciais para alguns níveis de ensino.

Com os casos positivos e mortes por covid-19 a registar dias sucessivos esta semana - só esta quarta-feira morreram 219 pessoas e foram contabilizados 14.647 - e o aumento da incidência em parte da população escolar e da circulação da variante inglesa, junta-se às vozes dos especialistas um coro que pede ao executivo de António Costa que encerre os estabelecimentos de ensino, desde representantes da comunidade educativa, a políticos, como o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a autarquias e proteção civil.


Portugal com novos máximos. Mais 14.647 infetados e 219 mortos por covid-19
O país voltou a atingir números recorde desde o início da pandemia.

Segundo o chefe de Estado, o Governo irá ponderar "se se deve esperar até à sessão com os epidemiologistas marcada para terça-feira" para tomar uma decisão sobre a manutenção ou não da abertura de escolas, devido à pandemia de covid-19.

"É uma questão que se vai colocar entre hoje e amanhã [quinta-feira] - não foi antes porque o primeiro-ministro não está em território português", referiu Marcelo Rebelo de Sousa.

A ministra da Saúde, Marta Temido, reuniu ao final da tarde com alguns epidemiologistas para avaliar a evolução da situação epidemiológica e   eventuais “medidas adicionais que possam ser necessárias”.

Nessa reunião, também esteve em análise o peso da variante inglesa nos novos casos, cuja circulação em Portugal “está já em valores acima dos 13%”, referiu a ministra em declarações aos jornalistas.

“A gravidade está à vista. Hoje tivemos mais de 14 mil casos, novamente um número de óbitos que ultrapassou os 200, um Serviço Nacional de Saúde e as estruturas que com ele estão a colaborar num extremo de utilização e, sobretudo, alguns indicadores que se mantêm muito preocupantes, como o número de testes positivos nos testes realizados, em que estamos com uma positividade muito elevada”, reconheceu Marta Temido.

Sobre o eventual fecho das escolas, Marcelo Rebelo de Sousa explicou que "o normal é que o Governo pondere aquilo que deve ser ponderado, que fale com o Presidente da República, se for caso disso com os partidos políticos com assento no parlamento", admitindo que essa ponderação deverá ser feita nas próximas horas, antes da nova sessão com epidemiologistas que só acontece na próxima terça-feira, 26 de janeiro.

A pressão da comunidade escolar, de autarquias e organismos da proteção civil também é um dos fatores que poderá contribuir para o Governo tomar uma decisão mais cedo que o previsto.


Confinamento avança em Portugal com "horizonte de um mês"
Mais de 10 mil casos e mais de cem mortes por dia, em janeiro, determinaram decisão do Governo.

Os sindicatos de professores pediram ainda ontem o encerramento dos estabelecimentos de ensino, considerando o agravar da situação epidemiológica.

 A Federação Nacional de Professores (Fenprof), a maior plataforma sindical de professores do país, defendeu que "enquanto durar um confinamento que se pretende geral, as escolas não podem continuar a ser exceção e também deverão encerrar, contribuindo, dessa forma, para travar e inverter o rumo da pandemia", disse o secretário-geral da federação, Mário Nogueira.

Por sua vez, o Sindicato de Todos os Professores (STOP) entregou um pré-aviso de greve para que os profissionais de educação de todos os níveis de ensino possam ter um instrumento legal que suspenda as aulas presenciais face ao contexto pandémico, caso o Governo não avance com essa suspensão.

“Tendo em consideração a situação de emergência nacional (com risco de o Sistema Nacional de Saúde entrar em colapso) e face à atitude irresponsável do Governo em manter as Escolas abertas (ao contrário do que a esmagadora maioria dos médicos e cientistas defende), o STOP convocou greve para pressionar o Governo a mudar relativamente às escolas”, refere o sindicato em comunicado.

Autarcas de norte a sul do país também têm pedido, nos últimos dois dias, o encerramento imediato das escolas. Um pedido a que se junta a Comissão Distrital de Proteção Civil de Lisboa, que pede a "suspensão imediata da atividade letiva das escolas".

O presidente do PSD e líder do maior partido da oposição também pediu a António Costa que feche as escolas já amanhã.

“Faço-lhe um apelo público para que determine o encerramento das escolas” a partir de quinta-feira, refere Rui Rio, em comunicado.

 Os mais recentes dados científicos apontam a faixa etária dos jovens entre os 18 e os 24 anos como o grupo onde a incidência de novos casos de covid-19 é maior e a dos jovens dos 13 aos 17 como o terceiro grupo etário com maior incidência acumulada nos últimos 14 dias.  

com Lusa



Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas