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Marcelo diz que é “prematuro” discutir renegociação da dívida portuguesa

Marcelo diz que é “prematuro” discutir renegociação da dívida portuguesa

Portugal 2 min. 09.12.2016

Marcelo diz que é “prematuro” discutir renegociação da dívida portuguesa

O Presidente da República considerou hoje "prematuro e extemporâneo" fazer uma discussão sobre a renegociação da dívida portuguesa, face ao período de eleições que vai ter lugar, durante o próximo ano, em várias países fundadores da União Europeia.

O Presidente da República considerou hoje "prematuro e extemporâneo" fazer uma discussão sobre a renegociação da dívida portuguesa, face ao período de eleições que vai ter lugar, durante o próximo ano, em várias países fundadores da União Europeia.

"Estar a especular sobre cenários europeus num ano em que vai haver eleições em várias das economias fundadoras da União Europeia, até, praticamente, daqui a um ano, estar a especular sobre o que será a Europa nessa altura, e estar a fazer um debate sobre matéria da dívida, é completamente prematuro e extemporâneo. Não faz sentido", disse Marcelo Rebelo de Sousa.

"Só se quisermos um daqueles debates a que eu estava habituado na universidade, em que debatemos, teoricamente, tudo. E é muito útil. Mas debater [a renegociação da dívida], em termos concretos, com relevância política, não faz sentido nenhum", acrescentou.

O Presidente da República, que falava aos jornalistas durante a visita à fábrica de automóveis de Palmela, integrada nas comemorações dos 25 anos da Autoeuropa, lembrou ainda que Portugal está a cumprir os compromissos assumidos com a União Europeia.

"Neste momento há compromissos assumidos, os compromissos estão a ser cumpridos, os resultados vão na linha desses compromissos. São boas notícias", disse.

"É uma boa notícia que a execução orçamental aponte para os 2,5% este ano, é uma boa notícia a aprovação de um orçamento que aponta para uma redução do défice no ano que vem. Agora, a Europa mudará daqui a um ano, daqui a dois, daqui a dez? Que Europa será? E no quadro dessa Europa o que é que acontecerá? Vale a pena estarmos fazer disso uma questão de debate hoje? Eu, realisticamente, penso que não", concluiu.

PM diz que FMI se mostrou agradavelmente surpreendido

O primeiro-ministro destacou hoje que, depois do ceticismo sobre a evolução da economia portuguesa, o FMI mostrou-se agradavelmente surpreendido por as previsões se estarem a concretizar, ressalvando que em relação ao Orçamento do Estado trabalharam sobre dados antigos.

Em declarações aos jornalistas no final da cerimónia evocativa dos 25 anos da Autoeuropa em Portugal, em Palmela, Setúbal, António Costa foi questionado sobre o relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a quinta missão pós-programa a Portugal, no qual estima um défice orçamental para Portugal de 2,1% em 2017 e afirma que seria necessário mais 700 milhões de euros em austeridade para atingir a meta prevista pelo Governo.

"Sobre o FMI, o que registei do relatório é que eles, que acompanharam algum do ceticismo que muita gente teve no início deste ano sobre a evolução da nossa economia, mostraram-se agora agradavelmente surpreendidos por as previsões que tínhamos feito se estarem a aproximar da concretização e até terem, nalguns aspetos, um ‘feeling’ ainda superior ao meu e do senhor Presidente da República sobre a evolução da economia", respondeu o primeiro-ministro, ladeado pelo chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa.

Sobre a necessidade de mais medidas de austeridade, António Costa ressalvou que o trabalho sobre o Orçamento do Estado para 2017 foi feito sobre "dados que são antigos".

"Os nossos dados demonstram que nós vamos cumprir, como sempre dissemos, confortavelmente a margem dos 2,5% que está acordada com a União Europeia", assegurou.

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