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Marcelo admite que ainda não se sabe se contaminação na zona de Lisboa começou antes do desconfinamento
Portugal 2 min. 24.06.2020

Marcelo admite que ainda não se sabe se contaminação na zona de Lisboa começou antes do desconfinamento

Marcelo admite que ainda não se sabe se contaminação na zona de Lisboa começou antes do desconfinamento

Foto: LUSA
Portugal 2 min. 24.06.2020

Marcelo admite que ainda não se sabe se contaminação na zona de Lisboa começou antes do desconfinamento

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Presidente da República reuniu-se, esta terça-feira, com especialistas, no Infarmed, para avaliar a evolução epidemiológica do país. A situação em Lisboa e Vale do Tejo esteve no centro da discussão, com o chefe de Estado a negar que esteja "descontrolada".

Marcelo Rebelou de Sousa afirmou esta quarta-feira, 24 de junho, que se desconhece se a contaminação com o novo coronavírus na região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) começou antes do desconfinamento ou se é resultado do alívio das medidas de restrição. 

O Presidente da República esteve reunido de manhã,  no Infarmed (Lisboa), com especialistas, governo e partidos políticos, para avaliar a situação epidemiológica da covid-19 em Portugal, e a subida dos números na região da capital, onde houve esta semana um recuo no levantamento de restrições foi um dos pontos em análise.

Uma das perguntas que ficou ainda por responder, de acordo com o chefe de Estado é se a subida dos valores em LVT "é porque há dados novos ou porque há um conhecimento novo de dados antigos? E essa é uma questão importante", sublinhou.  

O chefe de Estado justificou a pergunta com o facto de "aparentemente" os casos na região afetarem sobretudo "uma população que trabalhou sempre, que não confinou muito, e que trabalhou [tanto] durante o confinamento, como durante os desconfinamentos".


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Número de óbitos desceu em relação às últimas 24 horas, mas número de casos positivos subiu, com Lisboa e Vale do Tejo a ultrapassar o Norte no total de infetados.

"A dúvida que permanece é: já antes de ser testada essa população, havia a realidade da contaminação ou ela é posterior ao período de desconfinamento?", partilhou, acrescentando que serão feitos mais inquéritos no terreno para procurar resposta, numa estratégia mais localizada do que abrangente.

O Presidente da República revelou que vários especialistas disseram, hoje, na reunião, ser preferível "haver medidas concretas e específicas para áreas geográficas também específicas a haver medidas genéricas".

"Boa parte das medidas mais significativas que o governo formalizou ou vai formalizar têm a ver com esta ideia: são medidas concretas, para áreas geográficas precisas", salientou.

Segundo revelou Marcelo Rebelo de Sousa, o índice de transmissão da doença (o R) está em 1.08 em Portugal, mas  "curiosamente com a região de Lisboa e Vale do Tejo ligeiramente abaixo das outras regiões", apesar de concentrar a maior parte dos novos casos, assinalou.

Marcelo Rebelo de Sousa negou ainda que a situação esteja "descontrolada" e defendeu que o país, no âmbito da pandemia de covid-19 está "longe dos cenários de pré-rutura ou rutura" do Serviço Nacional de Saúde (SNS), verificando-se uma tendência decrescente no número de mortes.    

Sobre a transmissão em Portugal no contexto da Europa, o Presidente da República salientou que a reunião desta quarta-feira começou com uma comparação com o desconfinamento dos outros países europeus. 

"Verificou-se, em relação a praticamente todos eles, que têm o R ou acima de 1 ou abaixo de 1, muito perto de 1. A maioria dos países tratados, acima de 1, significando que o desconfinamento, em termos diversos, neles [os países comparados], foi acompanhado, nos últimos tempos, de uma subida do R - isto é, do indicador de transmissão e propagação do vírus".

Marcelo Rebelo de Sousa insistiu na quantidade de testes de despistagem que Portugal tem vindo a realizar, afirmando que está "no grupo daqueles cinco países que mais testes realizaram por um milhão de habitantes, ou, se quiserem, por 100 mil habitantes". O que, defende, "não é indiferente para se comparar o número de infetados". 


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