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Marcelo. "A minha prioridade máxima é combater a pandemia"
Portugal 4 min. 25.01.2021

Marcelo. "A minha prioridade máxima é combater a pandemia"

Marcelo. "A minha prioridade máxima é combater a pandemia"

LUSA
Portugal 4 min. 25.01.2021

Marcelo. "A minha prioridade máxima é combater a pandemia"

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Cinco anos depois, o "presidente dos afetos" discursou para o País numa sala vazia, sem a multidão que o acolheu e com quem festejou em 2016. Aos portugueses prometeu: "Vamos vencer a pandemia".

Sem abraços e sem beijos, desta vez não houve uma multidão a fazer a festa da vitória de Marcelo Rebelo de Sousa na Faculdade de Direito de Lisboa, como em 2016.

Nesse mesmo local, cinco anos depois, na sala onde discursou esteve só, como presidente reeleito a falar para o País. Apenas ele e jornalistas. E hoje, ao contrário de há cinco anos, o vencedor das presidenciais chegou sozinho no seu automóvel pessoal à faculdade e partiu sozinho da mesma forma no regresso a casa. 

 A pandemia assim o obriga. E foi para as vítimas mortais da covid-19 as primeiras palavras do primeiro discurso como presidente reeleito por mais cinco anos.

 O discurso começou com os números deste domingo da covid-19, que voltaram a atingir máximos: 11.725 novas infeções, 6.117 internamentos, dos quais 742 nas unidades de cuidados intensivos, e 275 mortos. “É para os que morreram e para as suas famílias o primeiro e emocionado pensamento”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa que esta noite obteve mais 100 mil votos do que na primeira vitória em 2016.

 "São, com os demais que sofreram e sofrem e lutam dia após dia pela vida e a saúde, o retrato do Portugal em que decorreu esta eleição, em plena pandemia agravada em janeiro, com o estado de emergência e confinamento inevitável, com crise económica e social, queda de crescimento e projeção na pobreza e nas desigualdades. Numa Europa e num mundo também a braços com a pandemia e de novo a tenderem a fechar fronteiras", afirmou.  

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Para o presidente da República, que venceu as eleições com 60,7% dos votos, há uma "prioridade máxima": "A primeira prioridade de todas é combater a pandemia” que ao longo deste quase um ano “adiou”, “dilacerou as nossas vidas”, “projetou as desigualdades e a pobreza” com consequências a todos os níveis.

 "Vamos vencer a pandemia"

Nas as próximas semanas, meses a prioridade máxima é o combate à covid-19, reiterou Marcelo Rebelo de Sousa que nestas eleições foi o vencedor em todos os concelhos do País: "Vamos vencer a pandemia".

 “É uma ironia o facto do presidente eleito pertencer a um grupo de risco”, mas tal facto “simboliza a unidade que é essencial nos combates comuns”. 

Marcelo Rebelo de Sousa sabe que esta “confiança renovada” no presidente “é tudo menos um cheque em branco”. E Marcelo promete continuar a ser o "presidente próximo, que une, que estabiliza, que não seja de um dos bons, contra os outros, os maus”, que respeita a “plenitude” e a diferença.

Nesta sua reeleição em tempos nunca antes vividos, de pandemia, o presidente retira “duas mensagens claras”.

A de que os portugueses querem um presidente que permita “a proximidade, a convergência e a estabilidade” e que “a gestão da pandemia é o mais urgente”.


Presidenciais. Marcelo é o mais votado com 60,70%
Ana Gomes é o segundo candidato mais votado, com 13%.

Uma palavra para os emigrantes

A outra mensagem que Marcelo retira é o de que há legislação que tem de ser alterada, para ajustar situações, ultrapassar objeções como o “voto postal ou voto por correspondência” quer “aos nossos compatriotas da diáspora” quer, como no caso de hoje, àqueles que não possam se dirigir aos locais de voto, confinados em casa, doentes ou em quarentena.

 A todos os portugueses que hoje saíram de casa para votar nesta conjuntura tão diferente, o presidente reeleito apresentou o seu agradecimento por fazerem com que “a democracia não fosse vencida pela pandemia”.

Agora é continuar a arregaçar as mangas e trabalhar no combate à covid-19. “Os portugueses querem que a pandemia seja dominada o mais rapidamente possível” e é isso que irá fazer para que os portugueses “possam sair desta vida adiada para um projeto de reconstrução e de sonhos”.

O combate à desigualdade, à pobreza e à exclusão foram também prometidos pelo presidente reeleito que, mesmo com a sala vazia, quis fazer o seu discurso naquela que foi a sua segunda casa durante mais de 50 anos, a Faculdade de Direito de Lisboa, onde foi um brilhante aluno com média de 19 e professor durante tantos anos.

"Cuidar dos vivos"

Este professor que se tornou o “presidente dos afetos” durante o primeiro mandato e que a pandemia impediu de continuar a distribuir gestos, beijos e abraços e tirar 'selfies' com todos os portugueses, quis finalizar o discurso como começou, com a tragédia da covid-19. Com uma homenagem aos mortos desta doença. “E a melhor homenagem é cuidarmos dos vivos e reconstruir o País”.

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Cinco anos depois, no mesmo local, Marcelo Rebelo de Sousa quis terminar o seu discurso de vitória como terminou em 2016. Um presidente “acima de uns e outros, sem separar uns e outros. Viva Portugal!”

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