Escolha as suas informações

Ex-ministro Manuel Pinho diz que não tem seis milhões para caução e fica em prisão domiciliária
Portugal 2 min. 15.12.2021 Do nosso arquivo online
Justiça

Ex-ministro Manuel Pinho diz que não tem seis milhões para caução e fica em prisão domiciliária

Justiça

Ex-ministro Manuel Pinho diz que não tem seis milhões para caução e fica em prisão domiciliária

Portugal 2 min. 15.12.2021 Do nosso arquivo online
Justiça

Ex-ministro Manuel Pinho diz que não tem seis milhões para caução e fica em prisão domiciliária

Lusa
Lusa
Mulher do ex-governante, - que ficou sujeita a uma caução de um milhão de euros, além da apreensão do passaporte e a obrigação de apresentações quinzenais numa esquadra da PSP -, também “não vai pagar, seguramente".

O antigo ministro Manuel Pinho vai ficar em prisão domiciliária depois de  ter sido detido na terça-feira, no âmbito do processo EDP. 

O advogado do ex-ministro da Economia do governo de José Sócrates revelou, esta quarta-feira, que o ex-governante não vai pagar a caução de seis milhões de euros imposta pelo juiz de instrução e que fica em prisão domiciliária com vigilância eletrónica.

“O Ministério Público tinha pedido prisão preventiva para o Dr. Manuel Pinho, obteve a obrigação de permanecer em casa, a chamada prisão domiciliária. Em alternativa, tem a possibilidade de pagar caução de seis milhões. Como não tem esses seis milhões, vai ficar em prisão domiciliária enquanto esta medida se mantiver”, afirmou Ricardo Sá Fernandes, completando: “Esta questão está posta de lado. Não tem possibilidade de pagar”.


Antigo ministro da Economia e da Inovação entre 2005 e 2009, no governo maioritário de José Sócrates, Manuel Pinho.
Ex-ministro português Manuel Pinho detido após interrogatório
O antigo ministro da Economia está indiciado por crimes de fraude fiscal e branqueamento de capitais.

Em declarações à saída do Tribunal Central de Instrução Criminal, o advogado confirmou que a mulher do ex-governante, Alexandra Pinho - que ficou sujeita a uma caução de um milhão de euros, além da apreensão do passaporte e a obrigação de apresentações quinzenais numa esquadra da PSP -, também “não vai pagar, seguramente”, permanecendo numa residência provisória até que fiquem concluídas as obras numa casa do casal “no Norte” de Portugal.

Ricardo Sá Fernandes deixou duras críticas à atuação do Ministério Público (MP), rejeitando qualquer “perigo de fuga” do casal e questionando os fundamentos apresentados.

“Erraram profundamente. Digam-me com convicção que havia algum perigo de fuga. Não há nada, há apenas a vontade de prender estas pessoas em nome de uma ideia populista da justiça, a ideia de uma atuação ao sabor do vento. Isto não é ao sabor da justiça, é ao sabor do vento. Que mundo é que querem construir? Um mundo em que as pessoas se presumem como fugitivas?”, atirou, descartando uma eventual queixa em relação aos magistrados do MP.


Pinho tem de vir a público esclarecer se recebeu do GES para favorecer EDP
O presidente executivo do Lloyds Bank, António Horta Osório, defendeu hoje que o ex-ministro da Economia Manuel Pinho deve vir a público esclarecer se recebeu pagamentos do Grupo Espírito Santo (GES) para favorecer a EDP.

Segundo o advogado, é ainda “absolutamente falso” que Manuel Pinho “tenha dissipado património nos últimos anos” em Portugal. Ricardo Sá Fernandes lamentou ainda a decisão do juiz Carlos Alexandre e vincou as diferenças profundas no entendimento da Justiça.

“Tem uma perspetiva cultural da Justiça que não é a minha. O juiz de instrução não está aqui para secundar quase acriticamente o Ministério Público. O juiz de instrução é um juiz de garantias e liberdades, que fiscaliza o Ministério Público”, defendeu, sem deixar de esclarecer que transmitiu a sua visão ao próprio juiz de instrução.

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas