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Mais que duplicaram os emigrantes que regressaram a Portugal com a ajuda do Estado
Portugal 01.11.2020 Do nosso arquivo online

Mais que duplicaram os emigrantes que regressaram a Portugal com a ajuda do Estado

TAP

Mais que duplicaram os emigrantes que regressaram a Portugal com a ajuda do Estado

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Foto: Lusa
Portugal 01.11.2020 Do nosso arquivo online

Mais que duplicaram os emigrantes que regressaram a Portugal com a ajuda do Estado

Redação
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Nos primeiros seis meses do ano houve 118 pedidos de repatriamento contra 33 no mesmo período de 2019.

O número de portugueses residentes no estrangeiro que regressaram ao país com a ajuda do Estado mais que duplicou no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2019, segundo dados oficiais. A pandemia terá sido uma das razões para este aumento.

De acordo com o gabinete da secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, os postos e secções consulares receberam, nesse período, 118 pedidos de repatriação.

Destes cidadãos que tinham pedido ajuda para regressar, 83 cidadãos concretizaram o seu propósito “através de verbas adiantadas pelo Estado português”. No mesmo período de 2019 tinham sido efetuadas 33 repatriações.


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A despesa do Estado português com estas repatriações foi, nos primeiros seis meses deste ano, de 69.688 euros (mais 49.224) que em igual período de 2019.

As razões do regresso

Este tipo de repatriação de portugueses ocorre quando se regista uma comprovada falta de meios para suportar as despesas de regresso, por razões médicas que, em situações de perigo de vida, aconselhem o regresso imediato, por impossibilidade de tratamento local ou em caso de expulsão.

Devido à covid-19, o Estado português apoiou ainda outros cidadãos nacionais (5.215) por via de voos comerciais ou através do recurso aos voos de repatriamento enquadrados no Mecanismo Europeu de Proteção Civil.


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Estes cidadãos portugueses apoiados por esta via eram provenientes de mais de 70 países (63% de África e 14% da Ásia).

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 45,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Com Lusa

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