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Madeira recebeu este sábado o primeiro voo internacional proveniente de Paris
Portugal 2 min. 28.06.2020

Madeira recebeu este sábado o primeiro voo internacional proveniente de Paris

Madeira recebeu este sábado o primeiro voo internacional proveniente de Paris

Foto: Fernand Morbach
Portugal 2 min. 28.06.2020

Madeira recebeu este sábado o primeiro voo internacional proveniente de Paris

Maioria dos passageiros fez teste à covid-19 antes de embarcar e outros já no Funchal.

A Madeira recebeu ontem o primeiro voo internacional depois da pandemia. Um voo de Paris. 

A maior parte dos 118 passageiros era de nacionalidade portuguesa e fez o teste à covid-19, antes de apanhar o voo.  Dez foram testados no Funchal, na unidade de rastreio à covid-19, que o governo regional montou às portas do aeroporto, com testes gratuitos para quem chega de fora.

Quem já tinha chegado com o teste feito teve de esperar numa fila, na via verde. 

A Madeira apresenta o número mais baixo de casos de covid-19 entre as várias regiões do país e nenhum óbito. 

De acordo com o Instituto da Administração de Saúde da Madeira (IASAUDE), no sábado, a região mantinha um acumulado de 92 infetados, 90 recuperados, dois casos importados ainda ativos e nenhuma morte provocada pelo novo coronavírus.  

Mas apesar desses bons resultados pandemia teve impactos “drásticos” e "devastadores" em todos os setores de atividade económica, foi hoje revelado.

Esta é uma das conclusões da avaliação feita pelo projeto “Em Foco” da Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM), com data de 27 de junho, que analisou o impacto da pandemia da covid-19 na Região Autónoma da Madeira no período compreendido entre 17 de março, dia em que foi reportado o primeiro caso de infeção, e 07 de junho.

Apesar de não haver registo de mortes por covid-19, a DREM refere que os assentos de óbito da Madeira indicam que, entre 17 de março e 7 de junho, foram contabilizados 640 falecidos neste arquipélago, um “ valor superior ao período homólogo de 2019 (589) e igual ao de 2018 (640)”.

Também indica que o desemprego tem registado “uma tendência crescente”, tendo o número de inscritos aumentado 6,3%, atingindo um total de 17.465 pessoas.

Esta análise destaca que houve “um recuo na atividade económica que pôs fim a um ciclo contínuo de crescimento que já durava há 81 meses”, com quebras de 19,7% , por exemplo, nas vendas do Vinho da Madeira, em termos homólogos, na ordem dos 35,1% em abril.

O setor do turismo foi um dos mais afetados, sofrendo efeitos “devastadores”, com os portos fechados e o movimento nos aeroportos reduzido a dois voos semanais, o que levou ao encerramento das unidades hoteleiras e de muitos restaurantes, com a imposição do confinamento, enfatiza o relatório.

Nos aeroportos da Madeira, “o movimento de passageiros (embarcados, desembarcados e em trânsito), em março de 2020 reduziu-se em 50% e quase se anulou por completo em abril e maio”, refere a DREM, indicando que “em abril passaram pelos dois aeroportos da região apenas 371 passageiros e em maio 1.839.”.

Estes números representam que as quebras “aproximaram-se dos 100% (-99,9% em abril e –99,4% em maio)”, frisa o documento, complementando que os segmentos turísticos mais afetados foram o turismo rural e alojamento local, não tendo as dormidas, em abril, ultrapassado as 7.000, “cerca de apenas 1% do valor de abril de 2019.”  

com agências 

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