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Maçãs e peras portuguesas com pesticidas. Ministra da Agricultura garante segurança alimentar
Portugal 3 min. 24.05.2022
Estudo

Maçãs e peras portuguesas com pesticidas. Ministra da Agricultura garante segurança alimentar

A ministra da Agricultura e da Alimentação, Maria do Céu Antunes.
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Maçãs e peras portuguesas com pesticidas. Ministra da Agricultura garante segurança alimentar

A ministra da Agricultura e da Alimentação, Maria do Céu Antunes.
Foto: LUSA
Portugal 3 min. 24.05.2022
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Maçãs e peras portuguesas com pesticidas. Ministra da Agricultura garante segurança alimentar

Lusa
Lusa
"Este estudo – nós não o conhecemos, nós tivemos acesso a ele hoje pela comunicação social – tem aqui algumas questões que nos parecem muito estranhas, como por exemplo não dizer qual é o valor de que estamos a falar e com que limite é que foi comparado", afirmou Maria do Céu Antunes.

 A ministra da Agricultura disse esta terça-feira que o estudo que coloca as maçãs e peras portuguesas entre as frutas na Europa com maior quantidade de pesticidas perigosos tem questões "muito estranhas" e garantiu que Portugal tem segurança alimentar "de excelência".

Em declarações aos jornalistas à margem de um Conselho de Ministros da Agricultura da União Europeia, em Bruxelas, Maria do Céu Antunes, questionada sobre o estudo divulgado pela rede de organizações não governamentais PAN Europa, admitiu que o Ministério não tinha conhecimento, e que vai "analisá-lo, como não poderia deixar de ser", mas deu conta desde já da sua estranheza com vários aspetos do relatório, designadamente o facto de não discriminar valores.

"Este estudo – nós não o conhecemos, nós tivemos acesso a ele hoje pela comunicação social – tem aqui algumas questões que nos parecem muito estranhas, como por exemplo não dizer qual é o valor de que estamos a falar e com que limite é que foi comparado", afirmou.


Maçãs e peras portuguesas entre as frutas com mais pesticidas na Europa
O estudo de uma rede europeia fala num "aumento drástico de fruta vendida ao público com resíduos dos pesticidas mais tóxicos" entre 2011 e 2019. E defende a interdição destes químicos.

"Quando eu digo que não estamos a cumprir um parâmetro, eu tenho de dizer com o que é que estou a comparar, que é para depois eu poder ter um referencial. E, portanto, é com base nisto que temos de ter efetivamente uma comparação credível, para ter uma informação que seja também ela credível", prosseguiu.

De acordo com a ministra, "este estudo na realidade utiliza um conjunto de produtos agrícolas, limitado, não nos diz quais são os níveis encontrados, não faz qualquer menção ao cumprimento de limites máximos de resíduos que são estabelecidos ao nível comunitário, e que são os limites legalmente estabelecidos que garantem a segurança ao consumidor".

 "O produto quando chega ao consumidor foi rastreado e verificado”  

"Portanto, estamos aqui perante uma mensagem que me parece inclusivamente alarmista. O que vos posso dizer hoje é que, de acordo com os dados que temos em Portugal e na União Europeia, nós temos condições de excelência ao nível da segurança alimentar para continuarmos a consumir aquilo que produzimos na UE e aquilo que importamos também, porque o controlo de qualidade que é feito manifestamente é o controlo necessário para garantir que aquilo que comemos cumpre os requisitos para a nossa segurança, a nossa saúde e o nosso bem-estar", disse.

Reiterando que o estudo vai ser naturalmente analisado – "garantidamente amanhã [quarta-feira], quando chegar a Portugal, havemos de ter já mais dados em concreto" -, a ministra Maria do Céu Antunes reforçou que aquilo que pode dizer é que "o agricultor português utiliza aquela listagem de pesticidas e de produtos que são os homologados em Portugal e aplica-os de acordo com as concentrações que são permitidas por lei", até porque, sublinhou, "o produto quando chega ao consumidor foi rastreado e verificado".

Questionada sobre se os consumidores portugueses podem então estar tranquilos, a ministra garantiu que há todas as condições de segurança alimentar e que os portugueses podem continuar a consumir aquelas que são as suas "duas frutas de eleição".

"Há, efetivamente, do ponto de vista da segurança alimentar condições hoje em Portugal e na União Europeia como nunca tivemos. Portanto, há condições de segurança e não me parece que neste momento esta mensagem possa trazer qualquer alarmismo que venha aqui a causar qualquer tipo de constrangimento. Aliás, o que seria dos portugueses, sem a nossa maçã e a nossa pera, que são as duas frutas de eleição que nós consumimos sempre e vamos continuar a consumir, porque consumimos em segurança, porque a produção nacional é segura e cumpre os requisitos desse ponto de vista", enfatizou.


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