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Mãe que abandonou bebé está separada das outras reclusas para evitar possíveis agressões
Portugal 13.11.2019

Mãe que abandonou bebé está separada das outras reclusas para evitar possíveis agressões

Mãe que abandonou bebé está separada das outras reclusas para evitar possíveis agressões

Portugal 13.11.2019

Mãe que abandonou bebé está separada das outras reclusas para evitar possíveis agressões

Mulheres detidas não aceitam quem tente matar um filho recém-nascido, por isso, os guardas temem represálias sobre a sem-abrigo, na prisão. Bebé faz hoje uma semana.

A mãe que abandonou o filho recém-nascido num caixote do lixo, em Lisboa, encontra-se isolada e sem qualquer contacto com as outras reclusas no Estabelecimento Prisional de Tires, Cascais, onde está detida desde a passada semana.

A notícia é avançada pelo Jornal de Notícias que explica que os guardas decidiram separar esta mulher, sem-abrigo, de 22 anos, do resto das detidas para sua própria segurança.

Os guardas prisionais têm uma “atenção redobrada” para com a detida porque o crime pelo qual está indiciada, o de tentativa de homicídio do seu filho recém-nascido, geralmente não é aceite pelas demais reclusas. De modo a “não sofrer eventuais agressões ou insultos” por parte das outras mulheres a sem-abrigo foi colocada sozinha, esclarece aquele jornal.

Bebé celebra hoje uma semana

O seu filho que faz hoje uma semana de vida ainda se encontra internado na Maternidade Alfredo da Costa apesar do seu estado clínico ser favorável. De acordo com o JN o bebé deverá ter alta nos próximos dias e ser então entregue a uma instituição de acolhimento.

Os especialistas defendem que o menino deva ser entregue para adoção o mais rápido possível.

O bebé ficou famoso pelas piores razões possíveis. Há exatamente uma semana, horas depois de ter nascido foi encontrado por um sem-abrigo dentro de um caixote do lixo público junto da Discoteca Lux, perto da Estação de Santa Apolónia-

Estava nu, sem agasalhos e ainda com parte do cordão umbilical e tinha entrado em hipotermia, pelo que corria perigo de vida. De acordo com os médicos se o sem-abrigo não tivesse ouvido o seu choro e o procurasse o menino teria morrido passado pouco tempo.

O INEM prestou-lhe os primeiros socorros e levou-o para o hospital. A Polícia Judiciária deteve a mãe na sexta-feira de madrugada. 


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