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Luanda Leaks. PGR angolano veio pedir ajuda sobre "muita coisa" a Portugal
Portugal 2 min. 23.01.2020 Do nosso arquivo online

Luanda Leaks. PGR angolano veio pedir ajuda sobre "muita coisa" a Portugal

Luanda Leaks. PGR angolano veio pedir ajuda sobre "muita coisa" a Portugal

Foto: AFP
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Luanda Leaks. PGR angolano veio pedir ajuda sobre "muita coisa" a Portugal

Na quarta-feira, ainda em Luanda, o procurador-geral angolano, Hélder Pitta Grós, anunciou que a empresária Isabel dos Santos foi constituída arguida por alegada má gestão e desvio de fundos durante a passagem pela petrolífera estatal Sonangol.

O procurador-geral da República de Angola disse hoje à chegada a Lisboa que veio pedir ajuda sobre "muita coisa”, não esclarecendo se sobre o caso de Isabel dos Santos.

"Vim pedir ajuda de muita coisa", disse Hélder Pitta Grós, quando questionado sobre se veio solicitar a colaboração das autoridades portuguesas na reunião que terá esta tarde com a sua homóloga, Lucília Gago.


(FILES) In this file photo taken on March 5, 2015 Angolan businesswoman Isabel dos Santos arrives to the opening of an art exhibition in Porto, northern Portugal. - An award-winning investigative team published a trove of files on January 19, 2020 allegedly showing how Africa's richest woman syphoned hundreds of millions of dollars of public money into offshore accounts. Its latest series called "Luanda Leaks" zeros in on Isabel dos Santos, the daughter of former Angola president Jose Eduardo dos Santos. (Photo by FERNANDO VELUDO / PUBLICO / AFP)
A fortuna de Isabel dos Santos também se construiu no Luxemburgo
Empresária usou fundos estatais angolanos, um dos países mais pobres do mundo, para adquirir participações na marca de jóias suíça De Grisogono – em parte através de uma empresa de fachada no Luxemburgo. Só nesta jogada, Angola perdeu 120 milhões de dólares (108,2 milhões de euros).

"No âmbito das nossas relações com a Procuradoria Geral [da Républica portuguesa] viemos aqui para vermos o que faremos este ano", adiantou apenas, em declarações recolhidas pela RTP no aeroporto de Lisboa.

Na quarta-feira, ainda em Luanda, o procurador-geral angolano anunciou que a empresária Isabel dos Santos foi constituída arguida por alegada má gestão e desvio de fundos durante a passagem pela petrolífera estatal Sonangol.

As declarações do responsável angolano surgiram depois de o Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação (ICIJ) ter revelado no passado domingo mais de 715 mil ficheiros, sob o nome de ‘Luanda Leaks', que detalham esquemas financeiros de Isabel dos Santos e do marido, Sindika Dokolo, que terão permitido retirar dinheiro do erário público angolano, utilizando paraísos fiscais.

A filha do antigo presidente da República de Angola José Eduardo dos Santos é alvo de um processo-crime, que surgiu na sequência de uma denúncia do presidente do conselho de administração da petrolífera, Carlos Saturnino.


Empresária Isabel dos Santos constituída arguida em Angola
A empresária angolana Isabel dos Santos foi constituída arguida por alegada má gestão e desvio de fundos durante a passagem pela petrolífera estatal Sonangol, anunciou hoje a Procuradoria-Geral da República de Angola.

Nas declarações prestadas aos órgãos de informação na quarta-feira, em Luanda, Hélder Pitta Grós disse ainda que a empresária Isabel dos Santos nunca mostrou, de forma direta, interesse em colaborar com as autoridades angolanas.

“Na prática nada aconteceu, por isso não podemos confirmar que ela esteja disposta ou não a negociar, o quê, em que termos, era necessário que fosse mais explicita caso seja a sua vontade”, afirmou.

Juntamente com Isabel dos Santos são também arguidos Sarju Raikundalia, ex-administrador financeiro da Sonangol, Mário Leite da Silva, gestor da empresária e presidente do conselho de administração do Banco de Fomento Angola (BFA), Paula Oliveira, amiga de Isabel dos Santos e administradora da NOS, e Nuno Ribeiro da Cunha, diretor do Eurobic.

Segundo o procurador-geral angolano, os arguidos encontram-se todos fora de Angola e, numa primeira fase, serão notificados sobre a sua condição de arguido.

Lusa


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