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Quem viajar de Portugal para Alemanha tem de cumprir quarentena, a partir de terça-feira
Portugal 7 3 min. 26.06.2021
"Lista vermelha"

Quem viajar de Portugal para Alemanha tem de cumprir quarentena, a partir de terça-feira

"Lista vermelha"

Quem viajar de Portugal para Alemanha tem de cumprir quarentena, a partir de terça-feira

Foto: LUSA
Portugal 7 3 min. 26.06.2021
"Lista vermelha"

Quem viajar de Portugal para Alemanha tem de cumprir quarentena, a partir de terça-feira

Lusa
Lusa
Dia 29 começam a vigorar as restrições da colocação de Portugal na "lista vermelha" pela Alemanha. Os passageiros provenientes de Portugal terão de ficar 14 dias isolados, quando chegarem à Alemanha. Governo português lamenta.

As autoridades sanitárias da Alemanha colocaram ontem Portugal na 'lista vermelha', uma decisão que vigorará a partir de terça-feira e que obrigará todos os viajantes provenientes do território português a uma quarentena de 14 dias.

“Portugal é classificado como uma área de variantes [do SARS-CoV-2] de preocupação inicialmente durante duas semanas”, dá conta a decisão do Instituto Robert Koch, a agência federal de saúde da Alemanha, acrescentando “que uma extensão” deste período “é possível”.

A Rússia também foi considerada uma área de preocupação em relação a variantes do SARS-CoV-2 e, assim como Portugal, integrou a 'lista vermelha' alemã.

A decisão entrará em vigor às 00h00 de terça-feira (29 de junho).

Na terça-feira, a chanceler alemã, Angela Merkel, criticou a falta de regras comuns na União Europeia (UE) relativamente às viagens e utilizou como exemplo o aumento de infeções em Portugal, uma situação que “podia ter sido evitada”.

“O que lamento é que ainda não tenhamos sido capazes de alcançar um comportamento uniforme entre os Estados-membros em termos de restrições de viagem, isto é um retrocesso (…). Temos agora uma situação em Portugal, que talvez pudesse ter sido evitada”, explicitou durante uma conferência de imprensa em Berlim.

Governo lamenta decisão

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal lamentou este sábado a decisão alemã de colocar Portugal na “lista vermelha” de viagens, pouco antes de o certificado verde se tornar lei, mas disse não ser surpreendente face ao nível de prudência do país.

“Eu lamento a decisão da Alemanha em dois aspetos. O primeiro é ter colocado o país inteiro. Há regiões que, do ponto de vista da covid-19, estão hoje numa situação preocupante, mas outras não”, afirmou Augusto Santos Silva, em declarações à Lusa.

Segundo o governante, na recomendação de viagens internas na União Europeia (UE), aprovada durante a presidência portuguesa do Conselho, é permitido aos Estados-membros tomarem decisões tendo em conta as várias regiões de um determinado país.

Por outro lado, o ministro lembrou que o certificado digital de covid-19 vai tornar-se lei, a nível da UE, a partir do dia 01 de julho.

“A lógica do certificado covid-19 é a de podermos tomar medidas restritivas para controlar a pandemia e deixarmos circular as pessoas que estiverem vacinadas ou imunizadas”, apontou.


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Austrália e Israel foram dos primeiros países a acabar com as restrições causadas pela covid e a regressar à vida normal. A mutação indiana veio travar as liberdades. Nestes e noutros países. Mais perigosa teme-se novas vagas de infeção.

No entanto, Augusto Santos Silva referiu que a decisão “não surpreende”, tendo em conta que a Alemanha tem tido uma “posição de extrema prudência”, acrescentando que esta deve também alertar Portugal para a necessidade de cumprir as medidas de segurança para que o número das novas infeções não continue a subir.

O ministro classificou ainda os números como “preocupantes”, mas ressalvou que esta não é apenas uma realidade em Portugal.


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A chanceler alemã, Angela Merkel, criticou a falta de regras comuns na União Europeia (UE) relativamente às viagens, dando como exemplo a situação de aumento dos contágios em Portugal, que a seu ver “poderia ter sido evitada”.

 Santos Silva responde a Merkel

Já sobre as recentes declarações da chanceler alemã, Angela Merkel, que disse que a subida das infeções em Portugal podia ter sido evitada, Santos Silva notou que esta análise “não é a mais adequada”, tendo em conta que Portugal “não foi nada permissivo” quanto à entrada de britânicos.

“Só aceitámos quem apresentou um teste negativo”, vincou, lembrando que, na quinta-feira, o “equivoco foi esclarecido” durante o Conselho Europeu.

As autoridades sanitárias da Alemanha colocaram Portugal na 'lista vermelha', uma decisão que vigorará a partir de terça-feira e que obrigará todos os viajantes provenientes do território português a uma quarentena de 14 dias.

Na sua origem estará o aumento da taxa de incidência de Portugal, que regista 137,5 casos por 100 mil habitantes. O número atual de infetados supera os 30 mil.

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