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Legislativas. Mulheres dominam candidaturas dos principais partidos pelo círculo da Europa
Portugal 9 4 min. 21.01.2022
Eleições

Legislativas. Mulheres dominam candidaturas dos principais partidos pelo círculo da Europa

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Legislativas. Mulheres dominam candidaturas dos principais partidos pelo círculo da Europa

Foto: AFP
Portugal 9 4 min. 21.01.2022
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Legislativas. Mulheres dominam candidaturas dos principais partidos pelo círculo da Europa

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Das nove forças ou coligações partidárias com assento parlamentar que concorrem ao círculo da Europa seis têm cabeças de lista do sexo feminino.

As listas para as eleições legislativas, pelo círculo da Europa, dos nove partidos com assento na Assembleia da República contrastam com as apresentadas em território português no que respeita à representatividade feminina. Ao contrário do que acontece nos círculos eleitorais dos distritos portugueses, as mulheres dominam as lideranças das candidaturas europeias.


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Dos nove partidos com assento parlamentar que concorrem ao círculo da Europa, seis têm cabeças de lista do sexo feminino. Da esquerda à direita, a maioria das formações políticas com assento na Assembleia da República decidiu escolher mulheres para encabeçarem a corrida à eleição para os lugares que representam a emigração europeia - em 2019 este círculo elegeu dois deputados e o círculo Fora da Europa outros dois. 

Já nos círculos de Portugal (18 distritos mais Açores e Madeira), segundo cálculos feitos pelo jornal Diário de Notícias, dos 174 cabeças de lista só 60 são mulheres, o que corresponde a pouco mais de um terço (34,4%), com o BE a revelar-se o partido mais paritário (11 cabeças de lista masculinos e 11 femininos), seguido da CDU e do PAN (com 12 e 10), e o Chega o mais desigual, incluindo apenas duas mulheres cabeças-de-lista no 22 círculos eleitorais. Já o PS e o PSD, os dois maiores partidos, apresentam cada um seis candidatas e 16 candidatos no topo das suas listas, de acordo com o mesmo jornal.


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No caso do círculo da Europa, o PS mantém a tendência de preponderância masculina, apostando em Paulo Pisco, eleito nas eleições de 2019, com Nathalie de Oliveira a surgir em segundo nesta lista socialista.

Embora a ambição da antiga autarca de Metz fosse ser a cabeça-de-lista do PS por este círculo, como terá referido a própria num encontro organizado pelo LusoJornal, em novembro do ano passado, o partido apostou na continuidade. 

O PSD, pelo contrário, preferiu não recandidatar ao cargo o deputado Carlos Gonçalves, atualmente representante dos sociais-democratas no Parlamento, pelo círculo Europa. A escolha recaiu em Maria Ester Vargas, ex-deputada e ex-conselheira da embaixada de Portugal em Berna, mas a opção não agradou aos núcleos do partido, na emigração. O PSD de Paris considerou, num comunicado, que a opção de não recandidatar Carlos Gonçalves "configura um retrocesso sem paralelo na história do PSD da Emigração". Uma escolha que também desagradou a vários conselheiros das comunidades, que o manifestaram pessoalmente numa carta.

A Maria Ester Vargas, do PSD, juntam-se mais cinco candidatas de outos partidos na corrida às legislativas, pelo círculo da Europa: Maria Teresa Soares pelo BE, Joana de Abreu Carvalho pela CDU (coligação PCP e PEV), Francisca Sampaio pelo CDS, Carolina Dias pela IL e Natércia Rodrigues Lopes pelo Livre.  

Rogério Castro pelo PAN e José Dias Fernandes pelo Chega completam a lista de candidatos dos nove partidos com assento na Assembleia da República. 

Na galeria, em baixo, pode ver os perfis dos candidatos e algumas das propostas para os eleitores emigrados.

No que se refere ao número de deputados que podem ser escolhidos pelos portugueses recenseados fora de Portugal, nestas eleições serão eleitos dois pela Europa e dois pelo círculo Fora da Europa, o mesmo número de eleitos por cada círculo no escrutínio de 2019.  

Nas últimas legislativas, PS e PSD elegeram, cada um, dois deputados pelo círculo da Europa e outros dois pelo círculo Fora da Europa.

Na Europa estão inscritos 926.312 eleitores para votar e 595.478 para o círculo Fora da Europa. Em 2019, votaram 12,05% dos 895.590 eleitores inscritos pelo círculo eleitoral da Europa e 8,81% dos 571.164 inscritos Fora da Europa.

O voto pode ser feito por correspondência ou de forma presencial, para quem se inscreveu para esta modalidade no prazo definido.


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Segundo, a Comissão Nacional de Eleições, o voto por via postal deve ser remetido pelo eleitor até 29 de janeiro e só serão considerados os boletins recebidos em Portugal até ao dia 9 de fevereiro.  

Quem optou por votar de forma presencial deverá dirigir-se à respetiva assembleia de voto, nos postos e secções consulares, ou delegações externas de ministérios e instituições públicas portuguesas, no dia 29 de janeiro, entre as 8h e as 19h locais, ou no dia 30 de janeiro, entre as 8h e a hora limite do exercício do direito de voto em território português (ou seja até às 19h horas de Lisboa).


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