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José Veiga constituído arguido por corrupção na Operação Lex
Portugal 2 min. 10.01.2020 Do nosso arquivo online

José Veiga constituído arguido por corrupção na Operação Lex

José Veiga constituído arguido por corrupção na Operação Lex

Foto: Lusa
Portugal 2 min. 10.01.2020 Do nosso arquivo online

José Veiga constituído arguido por corrupção na Operação Lex

O empresário e ex-agente de jogadores de futebol, José Veiga, também suspeito no processo Rota do Atlântico, foi constituído arguido no caso que ficou conhecido como Operação Lex e que pôs a descoberto as atividades ilegais do juiz Rui Rangel.

De acordo com o Público, o Ministério Público acredita que o empresário terá entregado vantagens indevidas ao antigo magistrado do Tribunal da Relação de Lisboa, que foi demitido no início de dezembro da profissão.

No mesmo caso, a mulher do juiz, a também magistrada Fátima Galante, de quem está separado há vários anos, foi afastada dos tribunais, apesar de terem contestado a pena disciplinar. Fátima Galante é também arguida e foi aposentada compulsivamente da magistratura no final do ano passado.

Veiga é agora um dos 16 arguidos ,contactado pelo Público, o advogado do empresário, Rogério Alves, confirmou a constituição de arguido do cliente, mas recusou fazer qualquer tipo de comentários sobre o caso. 

Entre os arguidos está também Natércia Pina, que foi diretora de serviços no Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental e que será outra das novas arguidas. Mas a militante do PSD, que chegou a coordenar as Mulheres Social-Democratas de Oeiras, está ainda envolvida em vários processos judiciais, sendo arguida na Operação Pratos Limpos, na qual é suspeita de fornecer ao marido informações confidenciais sobre os concursos para a concessão de cantinas e cafetarias hospitalares.

Na Operação Lex os investigadores da Polícia Judiciária (PJ) descobriram vários movimentos bancários na ordem das centenas de euros entre a funcionária hospitalar e o advogado Santos Martins, o alegado testa-de-ferro do juiz, que terão permitido pagar várias despesas de Rangel. 

Ainda de acordo com o Público, a informação do número de arguidos do caso é da própria Procuradoria-Geral da República. “O processo designado por Operação Lex tem 16 arguidos constituídos”, informou o Ministério Público numa resposta escrita. O mesmo jornal diz ainda que o rol de suspeitos formais não está fechado e que é provável que nas próximas semanas venha a aumentar. 

O caso foi conhecido a 30 de janeiro de 2018, quando foram detidos cinco arguidos do caso, incluindo o advogado Santos Martins, o filho deste, o oficial de justiça da Relação e uma ex-companheira de Rangel. Nos dias seguintes a PGR confirmou que o caso tinha na altura 13 arguidos, incluindo Luís Filipe Vieira e o seu vice-presidente Fernando Tavares. Do rol de suspeitos fazem ainda parte mais dois advogados, incluindo o antigo presidente da Federação Portuguesa de Futebol João Rodrigues, e outra antiga companheira de Rangel. Neste caso, segundo o Ministério Público, estão em investigação entre outros, crimes de tráfico de influência, de corrupção/recebimento indevido de vantagem, de branqueamento e de fraude fiscal.

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