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Insinuações sobre "doenças" de Claúdia Simões na mira do Ministério Público
Portugal 2 min. 05.02.2020

Insinuações sobre "doenças" de Claúdia Simões na mira do Ministério Público

Insinuações sobre "doenças" de Claúdia Simões na mira do Ministério Público

Portugal 2 min. 05.02.2020

Insinuações sobre "doenças" de Claúdia Simões na mira do Ministério Público

O Sindicato da PSP que levantou suspeitas sobre uma eventual doença da mulher que foi espancada por um polícia na Amadora está a ser investigado.

O assunto chegou às mãos do Ministério Público através da queixa apresentada pela Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial. A decisão dos procuradores foi avançar com uma investigação contra o Sindicato Unificado da Polícia de Segurança Pública. Em causa, a publicação no Facebook em que a estrutura sindical associou às fotografias das marcas das dentadas nos braços do agente da PSP a hipótese do mesmo ter contraído alguma doença.

Já há duas semanas a Inspeção Geral da Administração Interna abriu um inquérito contra o sindicato por causa do post que, entretanto, foi apagado. "As melhoras ao colega e espero que as análises sejam todas negativas a doenças graves", desejava o Sindicato na praça pública da Internet. 

Liderado pelo candidato ao partido de extrema-direita de André Ventura às Europeias e também comentador da CMTV, Peixoto Rodrigues, o sindicato representa, por exemplo, 16 dos 17 polícias condenados por agressão e sequestro contra seis jovens da Cova da Mora.  

Arguido num processo de fraude com passes sociais que lesou o Estado em muitos milhares de euros e aposentado compulsivamente por quase três meses seguidos de faltas injustificadas, Peixoto Rodrigues nunca fez grandes comentários sobre a publicação que está na origem do inquérito judicial. Ainda antes do post ser removido, limitou-se a dizer ao Público que "a publicação é a que está e nada mais". 

Entretanto, o espancamento da angolana Cláudia Simões também está a ser investigado pela  Inspecção-Geral da Administração Interna, a pedido do próprio ministro da tutela, Eduardo Cabrita. 

No tribunal, continua em segredo de justiça o processo judicial desencadeado automaticamente depois da detenção da mulher que deu entrada no hospital com hematomas e um traumatismo craniano. Ao contrário do agente da PSP que protagoniza os vídeos amadores que mostram o momento da detenção, Cláudia Simões ficou sujeita a termo de identidade e residência depois de ter sido constituída arguida. 

Questionado sobre a atuação policial, o recém-empossado diretor nacional da PSP, Magina da Silva diz que aquilo que viu nas imagens foi "um polícia a cumprir as suas obrigações e as normas que estão em vigor na PSP". Não fez qualquer comentário às fotografias que mostram o antes e depois do rosto da mulher que foi detida com extrema violência, limitando-se a acrescentar que "o que se passou depois será esclarecido no âmbito do processo-crime e do processo disciplinar a decorrer".




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