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Incêndios em Portugal. Seguradoras estimam pagar 8 milhões em indemnizações
Portugal 09.08.2022
Incêndios

Incêndios em Portugal. Seguradoras estimam pagar 8 milhões em indemnizações

Moradoras fora das suas casas ameaçadas pelos fogos, em Mafra, a 31 de julho de 2021.
Incêndios

Incêndios em Portugal. Seguradoras estimam pagar 8 milhões em indemnizações

Moradoras fora das suas casas ameaçadas pelos fogos, em Mafra, a 31 de julho de 2021.
Foto: Patrícia de Melo Moreira/AFP
Portugal 09.08.2022
Incêndios

Incêndios em Portugal. Seguradoras estimam pagar 8 milhões em indemnizações

Lusa
Lusa
A quase totalidade dos prejuízos reportados diz respeito a seguros de comércio, indústria e habitação.

As seguradoras estimam pagar indemnizações de oito milhões de euros relativas aos incêndios ocorridos durante a vigência do estado de contingência e de alerta decretado em julho, segundo um inquérito da Associação Portuguesa de Seguradores (APS).

As conclusões do inquérito aos associados, divulgadas em comunicado da APS, indicam ainda que Leiria foi o distrito com mais sinistros participados, mas os sinistros que envolvem maiores prejuízos foram participados nos distritos de Faro e de Aveiro.

A quase totalidade dos prejuízos reportados diz respeito a seguros de multirrisco, tanto de comércio e indústria (49%) como de habitação (37%).

“A situação que o país atravessou recentemente, e a frequência cada vez maior dos eventos climáticos que estão na sua origem, reforçam a importância do seguro enquanto elemento de mitigação das perdas sofridas e fator de estabilidade da vida das pessoas e das empresas”, afirmou o presidente da APS, José Galamba de Oliveira, em comunicado.


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O ano de 2022, segundo dados até 31 de julho do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), foi o quinto valor mais elevado em número de incêndios e o terceiro valor mais elevado de área ardida, desde 2012.

O mês de julho é este ano o que apresenta maior número de incêndios rurais, 40% do total, sendo também o mês de mais área ardida, 46.996 hectares, o que representa 81% de toda a área ardida registada este ano.

Os cinco maiores incêndios deste ano ocorreram todos no mês de julho, sendo o que consumiu mais área foi o que deflagrou no concelho de Murça, Vila Real, em 17 de julho (7.058 hectares). Segue-se o incêndio de Pombal, Leiria, com 5.126 hectares de área ardida (em 08 de julho).

Em terceiro lugar o incêndio de Chaves, Vila Real, de 15 de julho, com 3.368 hectares ardidos, depois Carrazeda de Ansiães, Bragança, em 07 de julho, com 3.330 hectares ardidos, e Ourém, Santarém, também em 07 de julho, que consumiu 2.936 hectares.

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Mais de 24.000 hectares arderam nos primeiros sete meses do ano, período em que se registaram 5.294 incêndios rurais, valores inferiores à média anual na última década, segundo o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).
Segundo estes dados provisórios, que incluem informação recolhida até hoje e foram obtidos com base no Sistema de Gestão de Informação de Incêndios Florestais (SGIF), arderam 23.913 hectares de espaços rurais, num total de 6.491 ocorrências, durante os primeiros sete meses do ano.