Incêndios

Autoestradas do Norte e A14 cortadas nos dois sentidos na zona de Coimbra

A auto-estrada A1 está cortada entre Coimbra e Mealhada devido ao incêndio que deflagrou ao início da tarde em Barcouço, Mealhada, 10 de agosto de 2017. PAULO NOVAIS/LUSA
A auto-estrada A1 está cortada entre Coimbra e Mealhada devido ao incêndio que deflagrou ao início da tarde em Barcouço, Mealhada, 10 de agosto de 2017. PAULO NOVAIS/LUSA
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As autoestradas do Norte (A1) e Coimbra-Figueira da Foz (A14) estão hoje cortadas ao trânsito, nos dois sentidos, entre Coimbra Norte e Mealhada e Coimbra Norte e o nó de Arazede, de acesso à estrada nacional 335, respetivamente.

Segundo fonte da GNR, a circulação no lanço da A1 entre o nó de acesso a Coimbra e ao IP (Itinerário Principal) 3 e a Mealhada, foi interrompida pelas 13:15 de hoje, devido ao incêndio florestal que deflagrou, pelas 12:30, na zona de Barcouço, perto do limites dos concelhos de Coimbra e da Mealhada (distrito de Aveiro).

Um bombeiro combate o incêndio que deflagrou ao início da tarde junto à aldeia de Pisão, em Barcouço, e obrigou ao corte da auto-estrada A1, Mealhada, 10 de agosto de 2017. PAULO NOVAIS/LUSA
Um bombeiro combate o incêndio que deflagrou ao início da tarde junto à aldeia de Pisão, em Barcouço, e obrigou ao corte da auto-estrada A1, Mealhada, 10 de agosto de 2017. PAULO NOVAIS/LUSA
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Também em resultado do fogo, a autoestrada que liga Coimbra à Figueira da Foz, está interrompida, nos dois sentidos, entre Coimbra Norte e o nó de Arazede (no concelho de Montemor-o-Velho), desde as 18:15 (mais uma hora no Luxemburgo).

Esta via já tinha sido cortada, no mesmo lanço, durante cerca de 10 minutos (entre as 17:53 e as 18:04), mas foi reaberta porque as condições de circulação, afetadas sobretudo pelo fumo, melhoraram, mas voltaram a agravar-se, acrescentou a mesma fonte.

De acordo com a página da Proteção Civil na internet, o incêndio florestal que deflagrou perto de Barcouço, no concelho da Mealhada, e que, entretanto, alastrou ao município de Montemor-o-Velho (distrito de Coimbra), estava, pelas 19:35 (mais uma hora no Luxemburgo), a ser combatido por 292 operacionais, apoiados por 87 viaturas e cinco meios aéreos.

Bombeiros e populares combatem o incêndio que deflagrou ao início da tarde junto à aldeia de Pisão, em Barcouço, e obrigou ao corte da auto-estrada A1, Mealhada, 10 de agosto de 2017. PAULO NOVAIS/LUSA
Bombeiros e populares combatem o incêndio que deflagrou ao início da tarde junto à aldeia de Pisão, em Barcouço, e obrigou ao corte da auto-estrada A1, Mealhada, 10 de agosto de 2017. PAULO NOVAIS/LUSA
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Vila Real desativou plano municipal de emergência

A Câmara de Vila Real desativou às 19:50 (mais uma hora no Luxemburgo) o plano municipal de emergência de proteção civil que vigorou durante cerca de 24 horas por causa do incêndio que queimou 450 hectares na serra do Alvão.

O município liderado por Rui Santos informou que a “desativação deste plano decorre da resolução do grande fogo florestal que grassava no concelho desde o meio da tarde” de quarta-feira, e que começou na zona da aldeia de Paredes.

Apesar de ainda não ser possível fazer um balanço final “das consequências deste enorme incêndio”, a câmara destacou o “facto de não haver vítimas graves a lamentar e de não terem ficado destruídas habitações familiares”.

Lamentou, no entanto, “a área ardida superior a 450 hectares” de mato e floresta das freguesias de Adoufe, Borbela e Lordelo.

Houve ainda sete feridos ligeiros por queimaduras, escoriações ou inalação de fumo.

O município aproveitou para agradecer a “prontidão e disponibilidade” de todas as instituições e entidades envolvidas no plano municipal de proteção civil, “cuja ação foi determinante para o desfecho positivo de toda a situação”.

Agradeceu ainda aos operacionais que, no terreno, combateram o fogo, “salvaguardando vidas e bens”.

Segundo a página da internet da Autoridade Nacional de Proteção Civil, permanecem mobilizados para a serra do Alvão cerca de 350 operacionais e uma centena de viaturas, que estão em operações de consolidação do rescaldo e atentos a reacendimentos que possam ocorrer.

Durante a tarde, em declarações aos jornalistas, o presidente Rui Santos Rui Santos aproveitou para apelar a que “todos estejam com muita atenção durante as próximas horas”.

“Toda a atenção é pouca para minimizar os problemas que possam entretanto surgir”, frisou.

Um popular ajuda no combate ao incêndio perto aldeia de Cabeça Gorda, em Abrantes, 10 de agosto de 2017. MIGUEL A. LOPES/LUSA
Um popular ajuda no combate ao incêndio perto aldeia de Cabeça Gorda, em Abrantes, 10 de agosto de 2017. MIGUEL A. LOPES/LUSA
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A23 cortada em ambos os sentidos na zona de Abrantes devido a incêndio

A Autoestrada da Beira Interior (A23) foi cortada hoje em ambos os sentidos na zona de Abrantes, no distrito de Santarém, devido ao incêndio que lavra desde quarta-feira naquele local, disse hoje o comandante da GNR de Abrantes.

Segundo o capitão Flambó, a A23 foi cortada pelas 19:40 por questões de segurança, na sequência do incêndio que deflagrou quarta-feira pelas 18:14 e está hoje a ser combatido por 660 operacionais, apoiados por 207 veículos e 10 meios aéreos.

Quatro aldeias - Medroa, Braçal, Amoreira e Pucariça - tiveram de ser evacuadas, tendo os habitantes sido encaminhados para o Regimento de Apoio Militar de Emergência" (RAME), no Quartel Militar de Abrantes.

As chamas consumiram, entretanto, uma casa de primeira habitação na Aldeia do Mato, tendo ficado desalojadas cinco pessoas, que se encontravam na praia fluvial local.

Fogo em Grândola obriga ao corte da linha ferroviária do sul

Um incêndio com duas frentes ativas no concelho de Grândola, Setúbal, obrigou ao corte da linha ferroviária do sul, entre Lousal e Canal caveira, disse à agência Lusa Patrícia Gaspar, da Proteção Civil.

De acordo com a adjunta nacional de operações da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), a linha ferroviária, que liga Lisboa ao Algarve, foi cortada às 16:38, em ambos os sentidos, nas zonas entre Lousal e Canal Caveira, ambas no concelho de Grândola, e assim continua às 18:30.

Patrícia Gaspar acrescentou tratar-se de um incêndio com duas frentes ativas, com muitas projeções, algumas de um quilómetro: "uma das frentes segue em direção à Serra de Grândola e outra na direção sul do concelho”, explicou a adjunta nacional de operações da ANPC, ressalvando que para já não há habitações em risco.

O incêndio, que deflagrou na freguesia de Azinheira dos Barros e São Mamede do Sádão, numa zona de mato, está a ser combatido por 180 operacionais, apoiados por 57 veículos e dois meios aéreos.

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