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Incêndio na Serra da Estrela libertou energia equivalente a 25 bombas de Hiroxima
Portugal 14.08.2022
Fogos em Portugal

Incêndio na Serra da Estrela libertou energia equivalente a 25 bombas de Hiroxima

Bombeiros no combate ao incêndio na freguesia de Vila Cortês do Mondego, Guarda, no sábado.
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Incêndio na Serra da Estrela libertou energia equivalente a 25 bombas de Hiroxima

Bombeiros no combate ao incêndio na freguesia de Vila Cortês do Mondego, Guarda, no sábado.
LUSA
Portugal 14.08.2022
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Incêndio na Serra da Estrela libertou energia equivalente a 25 bombas de Hiroxima

Redação
Redação
A comparação com a potência energética da bomba atómica foi feita pela Proteção Civil portuguesa.

O incêndio que nos últimos sete dias tem devastado a serra da Estrela é o mais extenso registado desde o de Pedrógão Grande, em 2017, e a sua potência é alarmante. As chamas terão libertado energia equivalente a 25 bombas Hiroxima. 

O alerta para a potência deste incêndio, que já está controlado, foi feito por Miguel Cruz, segundo comandante da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).  

 “Para se ter uma ideia da potência do incêndio, o total de energia libertada nos diferentes dias resulta num total de 766 terajoules de energia, sendo que o máximo registado foi 242 terajoules no dia 10 de agosto”, explicou. 

“Do ponto de vista de energia libertada, a bomba atómica de Hiroxima representou cerca de 30 terajoules, portanto, isto representa cerca de 25 bombas de Hiroxima, do ponto de vista de energia libertada”, comparou.


Serra da Estrela
Serra da Estrela. Um parque natural ainda em chamas
Já é o maior incêndio deste verão no país e está a devastar o geoparque da Serra da Estrela, mundialmente reconhecido pela Unesco.

O comandante considerou “um valor muito elevado e muito significativo” que justificou, “sobretudo, pela quantidade de combustível disponível para arder conjugado pelas condições meteorológicas”.  

Depois de ter consumido uma área que poderá superar 14 mil hectares de floresta, o incêndio que lavra desde 06 de agosto na Serra da Estrela, tendo atingido os distritos de Castelo Branco e da Guarda, é agora dado como "estabilizado" e passível de ser extinto dentro dois dias, declarou ontem este responsável.  

Com LUSA

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