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Incêndio está dominado - Proteção Civil
Portugal 5 min. 21.06.2017 Do nosso arquivo online
Pedrógão Grande

Incêndio está dominado - Proteção Civil

Fuzileiros em missão de vigilância na zona das Fragas de São Simão, em Figueiró dos Vinhos, 21 de junho de 2017. Os fuzileiros em missão na zona de Pedrogão Grande têm efetuado ao longo dos últimos dias diversas tarefas de vigilância e reconhecimento de áreas inacessíveis, rescaldo e prevenção de reacendimentos, prestando apoio à população sempre que necessário, como por exemplo remoção de obstáculos. O incêndio que deflagrou no sábado à tarde em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, provocou pelo menos 64 mortos e mais de 150 feridos, segundo um balanço divulgado hoje. (ACOMPANHA TEXTO) MIGUEL A. LOPES/LUSA
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Fuzileiros em missão de vigilância na zona das Fragas de São Simão, em Figueiró dos Vinhos, 21 de junho de 2017. Os fuzileiros em missão na zona de Pedrogão Grande têm efetuado ao longo dos últimos dias diversas tarefas de vigilância e reconhecimento de áreas inacessíveis, rescaldo e prevenção de reacendimentos, prestando apoio à população sempre que necessário, como por exemplo remoção de obstáculos. O incêndio que deflagrou no sábado à tarde em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, provocou pelo menos 64 mortos e mais de 150 feridos, segundo um balanço divulgado hoje. (ACOMPANHA TEXTO) MIGUEL A. LOPES/LUSA
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Pedrógão Grande

Incêndio está dominado - Proteção Civil

O incêndio que começou no sábado em Pedrógão Grande foi dominado hoje à tarde, disse o comandante operacional, Vítor Vaz Pinto.

O incêndio que começou no sábado em Pedrógão Grande foi dominado hoje à tarde, disse o comandante operacional, Vítor Vaz Pinto.

Mais de três dezenas de fuzileiros da Marinha portuguesa participam em missões de vigilância e patrulhamento do incêndio de Pedrógão Grande, Leiria, mas também já foram chamados a ajudar na evacuação de aldeias que estiveram cercadas pelas chamas.

"Estamos com tarefas, principalmente de vigilância, patrulhamento e rescaldo, se necessário, sob coordenação da Autoridade Nacional da Proteção", conta à Lusa o segundo comandante da Força de Fuzileiros N.º1, primeiro-tenente Luís Goulart, acrescentando que as missões são coordenadas com elementos da Proteção Civil, conhecedores da zona e do incêndio.

O objetivo é garantir uma retaguarda aos operacionais que combatem os incêndios no teatro de operações, libertando-os da vigilância e do patrulhamento das áreas ardidas ou próximas destas, missões igualmente importantes e decisivas no combate e controlo de um incêndio.

Durante o combate ao incêndio de Pedrógão Grande, dado esta tarde como dominado pela Proteção Civil, depois de quatro dias de luta intensa, além destas operações, estes militares já foram chamados a intervir em situações mais delicadas.

"Já tivemos em missões de evacuações de algumas localidades, operações de reconhecimento com vista a possíveis evacuações conforme o fogo evoluísse. Temos de apoiar a população no que for necessário, Não temos meios para apoiar no combate ao fogo, mas estamos cá para apoiar a população dentro das nossas possibilidades", frisou o primeiro-tenente Luís Goulart.

AFP

Um dos vários pontos de vigia fixo está colocado no miradouro das Fragas de São Simão, onde estão dois fuzileiros equipados com rádios, GPS (sistema de localização) e equipamento de proteção do fogo. Há várias destas equipas espalhadas por vários locais estratégicos.

Na patrulha feita em viatura, os fuzileiros atravessam os caminhos em terra pelo meio da mancha florestal e atravessam as zonas das aldeias, onde os populares saúdam a sua presença.

Os fuzileiros participam ainda nas equipas, compostas, nomeadamente também por militares da GNR, que se dirigem às aldeias afetadas pelos fogos para "varrer" todas as localidades e fazer o ponto de situação.

Antes dos militares, as autoridades pediram ajuda aos carteiros para percorrer todas as casas nas zonas próximas do fogo. Os carteiros lideravam uma equipa multidisciplinar com técnicos do INEM, psicólogos e técnicos da câmara municipal para verificar a existência de pessoas, vivas ou não.

"Os carteiros são os nossos grandes aliados neste tipo de situações", porque, "eles conhecem o terreno como ninguém", disse à Lusa fonte do Ministério da Administração Interna.

O incêndio que deflagrou no sábado à tarde em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, provocou pelo menos 64 mortos e mais de 200 feridos.

Este incêndio já consumiu cerca de 26.000 hectares de floresta, de acordo com dados do Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais.

Governo quer levantamento dos prejuízos feito no máximo de dez dias

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social considerou hoje que as duas próximas semanas vão ser “decisivas” para conhecer as necessidades e dar resposta às pessoas afetadas pelo incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande.

“Há muito trabalho pela frente e eu creio que as próximas duas semanas são decisivas para conhecer toda a extensão das necessidades e para desenhar todas as respostas que muito rapidamente nós queremos que estejam no terreno”, disse Vieira da Silva.

O ministro, que falava aos jornalistas no Centro de Ciências do Café em Campo Maior, no distrito de Portalegre, à margem do “Fórum de Empregabilidade Jovem no distrito de Portalegre”, inserido no programa “PRO-MOVE-TE”, recordou que o Governo já está a intervir no terreno em diversas áreas.

REUTERS

“Há coisas que já estão a ser preparadas ou a ser feitas: recuperação das linhas elétricas, das linhas de comunicação, há várias áreas de intervenção que estão já a ser desenvolvidas, em condições extremamente difíceis, às vezes perdendo o que se vai fazendo, porque infelizmente o fogo dura mais do que todos nós desejávamos”, relatou.

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social espera contar com o apoio das autarquias neste processo, considerando que são estas entidades que estão “em melhores condições” para identificar os problemas.

“Ainda não foi feita a avaliação da dimensão daquilo que temos pela frente, ainda será feita nos próximos 15 dias, mas uma das regras essenciais será que todo este esforço será feito em estreita colaboração com as autarquias locais, que são aqueles que estão em melhores condições para identificar, com o apoio dos serviços públicos centrais, as zonas onde é necessário intervir mais rapidamente”, disse.

"Já começámos a ter no terreno apoios, do ponto de vista de reconstrução de estradas e caminho"

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas anunciou hoje que vão ser constituídas equipas nos municípios afetados pelo incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande, coordenadas pelo Governo, para no máximo de dez dias fazer o levantamento completo dos prejuízos.

AFP

“Um dos passos que foi dado hoje e que é dado em cada um dos municípios [Pedrogão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera] é a constituição de equipas entre o Governo (…) e as câmaras, uma equipa em cada concelho, para fazer no prazo máximo de dez dias, até ao final da próxima semana, o levantamento completo dos prejuízos e as medidas concretas para adotar no terreno”, afirmou o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques.

O governante falava aos jornalistas em Pedrógão Grande, após ter sido cumprido um minuto de silêncio em memória das vítimas dos incêndios, em que participou também o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

“Já começámos a ter no terreno apoios, do ponto de vista de reconstrução de estradas e caminhos. Estão a chegar rações de pecuária a partir de amanhã [quinta-feira] (…), vamos agora começar a trabalhar com as câmaras municipais, já o fizemos de manhã aqui em Pedrógão Grande, e à tarde nos outros dois municípios” (Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos), acrescentou.

O incêndio que deflagrou no sábado em Pedrógão Grande e que se alastrou a outros concelhos fez 64 mortos e mais de 200 feridos.

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